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Viajantes Anglófonos em Portugal - Séculos XVIII e XIX

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GRAHAM, William
Travels through Portugal and Spain, during the Peninsular War

Inglaterra, 1820
Londres
Língua: Inglês
 Edição 
Endereço do editor:Bride Court, Bridge Street
Local de edição:Londres
Nome do editor:Sir Richard Phillips and Co.
 Notas e informações 
 Referência 
Cota:Res. 3913 P. / F. 2862
 Autor 
Autor:GRAHAM, William
Elementos identificação:Esq.

 Notas gerais 

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O Editor desta obra afirma, no prefácio, que ela não foi escrita para ser publicada, o que só traz vantagens: "because it too often happens that travels written for publication, are accomodated to public prejudices, and assume a formality of style and manner incompatible with the pleasure afforded by this species of composition, when it results from the unsophisticated feelings of the writer, derived from local circumstances."

RESUMO DA OBRA

Trata-se do relato do itinerário percorrido pelo autor desde que parte de Dublin (com a finalidade de servir o exército de Wellington na guerra peninsular) até voltar a Inglaterra, tendo passado por Portugal, Espanha e França.
William Graham chega a Lisboa a 17 de Novembro de 1812 e percorre o Norte do país, sobretudo a região das Beiras, passando em seguida por toda a zona litoral entre a Figueira da Foz e o Porto, atravessando depois as povoações entre Guimarães e Bragança e cruzando finalmente a fronteira para Espanha de 26 de Maio de 1813.
São descritas, a par e passo, todas as terras por onde o autor se detém, bem como as distâncias entre elas, a sua localização geográfica e o tipo de paisagem. Devido ao objectivo da viagem e às funções específicas de W. Graham como membro da Comissão de Abastecimento das tropas britânicas, o relato é caracterizado por bastante precisão e objectividade e não são feitas grandes análises sobre as características da cultura e do povo de Portugal.
No entanto, o autor denota um certo interesse e curiosidade em conhecer o maior número possível de aldeias, vilas e cidades portuguesas, bem como de registar os monumentos de maior beleza e os aspectos ou episódios mais exóticos ou típicos deste país.
São, sobretudo, criticados os seguintes pontos:
- o atraso da agricultura portuguesa;
- a má qualidade das estradas;
- a pobreza das gentes e povoações;
- a falta de higiene.
Em tom de elogio, o autor foca:
- a beleza da paisagem;
- a imponência de certos monumentos, sobretudo conventos e castelos;
- a simpatia e afabilidade das pessoas.
Embora procure ser objectivo e ausente de preconceitos, este autor deixa-se levar, por vezes, pela impressão do momento (quer positiva, quando contempla algo de muito belo, quer negativa, quando é vítima de circunstâncias difíceis ou se vê envolvido em problemas) e detém-se, então, em descrições de carácter poético, deixando perpassar o gosto por valores românticos como a melancolia, a imaginação, o sublime, o grotesco, etc.
A sua obra resulta, assim, da necessidade de um espírito científico de observação e rigor, atenuado pelo registo de impressões pessoais, sentimentos e opiniões menos objectivas.

 Palavras-chave 

Agricultura
Cultivo da terra; Árvores e árvores de fruto;

Alimentação
Azeite; Cogumelos; Fruta; Fruta seca; Má alimentação; Pão; Peixe e aguardente / vinho; Vegetais; Vinho;

Alojamento
Azambuja; Esparis; Farreira; Galizes; Lavos; Lisboa; Miranda do Corvo; Oporto; St. Antonio de Taipas; Thomar; Torrasillas; Villa Doce; Villa Franca; Villa Poco; Villosa;

Arte e Monumentos
Aqueduto de Lisboa; Aqueduto Romano na periferia de Coimbra; Capela em Braga; Castelo de Abrantes; Castelo de Celorico da Beira; Castelo de S. Jorge; Castelo em Lamego; Castelo em Penedono; Convento de Sta. Cruz em Verride; Convento de Seia; Conventos em Coimbra; Convento em Santo Tirso; Conventos no Porto; Conventos portugueses; Estátua de D. José I; Igrejas de Moreira de Rei; Igreja de S. Roque; Igreja no Cartaxo; Igreja no Espinhal; Igrejas de Trancoso; “Moorish Palace” em Punhete; Mosteiro dos Jerónimos; Muralhas de Trancoso; Muralhas romanas em Santarém; Palácio em Vila de Feira; Torre de Belém; Torre de Moreira de Rei (em ruínas); Universidade de Coimbra;

Clima
Bom tempo; Mau tempo; Variabilidade do tempo;

Costumes
“Água-vai”; Assar sardinhas; Bailes; Dança; Falta de higiene; Jogos regionais; Superstição; Toque dos sinos; Transporte da água à cabeça;

Economia
Fábrica de têxteis; Moeda portuguesa; Preços;

Estradas
Apreciação geral; Azambuja-Santarém; Cabecoa (Cabaços) – Chou de Cocae (Chão de Cource); Caldas – Braga de Vizela; Caldas – Fafe de Vizela; Espinhal « Espanheil» – Mirando de Corvo; Esparis-Galizes; Faaens (Faiões) – Moreira; Fafe – Gandarela «Guanderalle» - Ribera de Pena; Gallagao (Golegã) – Punhete; Meda-Cocheiro «Cushero»; Mirando de Corvo – St. Miguel de Poyares; Oporto-Santo Tirso «Santa Tissima»; Per(r)eira-Cantanhede; Punhete-Abrantes; Punhete-Thomar; St. Miguel de Poyares – S. Martinho da Cortiça «Sobrina St. Martini»; Sierra de Estrella (perto de Torroselas «Torrasillas»); Villa de Cortez – Celorico da Beira «Celerico»; Villa Franca – Azambuja; Villa Poco – Torroselas «Torrasillas»; Villa da Valha – Esparis;

Fauna
Abelhas; Cães; Lagartos; Lobos; Pássaros; Ratazanas;

Flora
Árvores; Árvores de fruto; Flores selvagens; Vales e montanhas luxuriantes; Vegetação;

Folclore
Jogos Regionais;

Fortificações
Abrantes; Torre de Belém «Belem castle»; Castelo de S. Jorge «Castle of Lisbon»; Celorico da Beira; Forte de S. Julião [Lisboa]; Forte do Bugio [Lisboa]; Lamego; Moreira de Rei; Penedono; Santarém; Trancoso;

Franceses
Exército francês;

Geografia
Generalidades; Pequenos rios; Rio Águeda; Rio Alva; Rio Douro; Rio Tejo; Rio Mondego;

Guerras Napoleónicas
Destacamento de um W. Graham; Luta em Vila Franca; Linhas de Sintra; Pilhagem;

Habitação
Abrantes; Esparis; Farreira; Guimaraens; Lavos; Lisboa; Meda; Oporto; Punhete; St. Antonio de Taipas; Thomar; Villa de Feira; Villa Franca; Villa Nova;

Ilustrações


Ingleses
Generalidades;

Itinerário


Jardins
Conventos; Farreira; Lisboa;

Línguas
Desconhecimento da língua;

Lisboa
Igreja de S. Roque; Inquisição; Moinhos nas margens do Tejo; Mosteiro dos Jerónimos; Pessoas; Porto de Lisboa; Rio Tejo; Ruas, Sinos; Situação geográfica; Terramoto; Terreiro do Paço; Torre de Belém;

Meios de transporte
Burros e mulas;

Moeda
Generalidades;

Música
Música regional; Música religiosa;

Paisagem
Chegada a Lisboa; Cidade de Coimbra; Montanhas; Montanhas [Moreira]; Montanhas [Serra da Estrela]; Cartaxo; Maita; Miranda de Corvo; Villosa «Velosa»; Rio Tejo; Vales;

População
Porto; Vila de Feira;

Porto
Beleza e Situação geográfica; Casas; Colónia inglesa; Conventos; Comércio; Mercado de peixe; Habitantes; Vinho do Porto;

Portugueses
Carácter; Educação e Hospitalidade; Falta de higiene; Particulares com quem W. Graham contactou; Preguiça; Tipo físico;

Povoações
Abrantes; Águeda e Sardão; Azambuja; Braga; Bragança; Caldas; Cartaxo; Celorico da Beira; Chão de Couce; Cocheiro; Esparis; Espinhal; Espinheira; Fafe; Faiões; Ferreira do Zêzere; Figueira da Foz; Foz de Arouce; Galizes; Gandarela; Guimarães; Lamego; Lavos; Miranda do Corvo; Moreira (de Rei); Oliveira de Azemeis; Pereira; Pinhanços; Punhete; Riodades; Santarém; St. António de Taipas; Santo Tirso; S. Martinho (da Cortiça) e Sobrina; S. Miguel (de Poiares); Seia; Tomar; Convento de Cristo em Tomar; Trancoso; Velosa; Vila da Valha; Vila de Cortez (da Serra); Vila de Feira; Vila Doce; Vila Franca (de Xira); Vila Nova (da Rainha); Vila Pouca de Aguiar;

Profissões
Carreteiros; Guias; Juiz de Fora e “Capitão Maior” - Presidente da Câmara; Pescadores; Professor; Tanoeiros e Ferreiros;

Religião
Confessionários; Fanatismo; Freiras; Funeral; Inquisição; Irreverência; Monges; Música religiosa; Ordens religiosas; Riqueza; Superstição; Sepulturas;

Termos não traduzidos
Portugueses;

Terramoto de 1755
Comparação com a Batalha de Vitória; Destruição do aqueduto de Lisboa;

Vestuário
Portugueses;

 

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