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Viajantes Anglófonos em Portugal - Séculos XVIII e XIX

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Anónimo
Personal Narrative of Adventures in the Peninsula during the war in 1812-1813

Inglaterra, 1827
Londres
Língua: Inglês
 Edição 
Endereço do editor:Albemarle Street
Local de edição:Londres
Nome do editor:John Murray
 Notas e informações 
Notas título:Letters describing the leading features of the province passed through, and the state of society, manners, habits, etc. of the people
 Referência 
Cota:H.G. 31642 P.
 Autor 
Autor:Anónimo
Elementos identificação:By an officer late in the staff corps regiment of cavalry

 Notas gerais 

PREFÁCIO
(pp. V-VI)

Funciona como prefácio, embora seja designado por "Advertisement".
Logo no início tomamos conhecimento de que os factos históricos conferiram à obra uma importância que o autor sente como não merecida, aliada ao facto das cartas não terem sido escritas com o intuito de publicação. Assim se explica o lapso temporal que encontramos entre a feitura da obra e a sua publicação (nomeadamente 1812-1813 e 1827).
Somos postos ao corrente que este tipo de obras eram frequentes na época e tinham uma recepção favorável.
Em 1827 as cartas foram publicadas sem qualquer alteração, a não ser algumas reduções e correcções verbais, bem como a inclusão de algumas notas.
Como já dissemos, o intuito inicial do autor não era escrever um livro destinado a publicação; era sim contribuir de alguma forma com a sua parcela de informações acerca da Península. Daí que só tenha publicado posteriormente aquela parte da sua correspondência tocante a essa parte da Europa.

Ver
- Biografia
- Observações do autor sobre a obra


CARTAS

* Letter I - p. 1 - Oporto, April 23, 1812.
* Letter II - p. 12 - Oporto, May 10.
* Letter III - p. 27 - Oporto, May 19.
* Letter IV - p. 43 - Almeida, June 6.
* Letter V - p. 59 - Almeida, July 30.
* Letter VI - p. 74 - St. Pedro de Rio Seco, Nov. 15
p. 82 - Almeida, November 26.
* Letter VII - p. 92 - Vizeu, December 10, 1812.
* Letter VIII - p. 116 - Braganza, January 8, 1813.
* Letter IX - p. 131 - Braganza, January 21, 1813.
* Letter X - p. 151 - Braganza, February 20, 1813.
* Letter XI – p. 166 - March 17, 1813.
* Letter XII - p. 180 - Braganza, 28th April, 1813.
- p. 184 - May 14th.
* Letter XIII - p. 187 - Oporto, May 26, 1813.
* Letter XIV - p. 197 - Lisbon, June 10, 1813.
* Letter XV - p. 218 - Santandero (Espanha), 26th July, 1811.
* Letter XVI - p. 252 - Santander, August 28, 1813.
* Letter XVII - p. 273 - Vittoria, September 13.
* Letter XVIII - p. 312 - Bilbao, 16th October, 1813.
* Letter XIX - p. 327 - Ustaritz (França), 8th December, 1813.
- December 11th.

 Notas sobre o autor 

BIOGRAFIA

Dado que o autor desta obra permanece anónimo até aos nossos dias, os dados que nos propomos incluir neste item são de carácter geral e provêm do "Advertisement" (V. Prefácio) e de algumas informações decorrentes da própria obra.
Logo no "Advertisement" tomamos conhecimento de que o autor, ainda muito jovem, entrou num departamento civil do exército peninsular. Desde aí, iniciou aquilo que viria a ser o hábito de transmitir a um amigo que permanecia na sua terra-natal o que quer que fosse por ele considerado digno de ser mencionado.
Após a morte desse seu amigo, por volta de 1823, as cartas foram devolvidas ao autor.
A dado passo, e respondendo ao pedido do seu amigo, o autor propõe-se fornecer um itinerário mais correcto, mais detalhado, nas suas futuras cartas.

São frequentes as referências que encontramos acerca da ocupação tida pelo autor no decorrer de toda a obra. Sendo oficial de cavalaria, efectua pequenos serviços que são prestados a patentes superiores do exército. Neste campo são discriminados: transportes, provisões, ou outros - são frequentes as alusões, à compra e venda de gado, bem como às rações que a este se destinam.
Num determinado momento, o autor toma parte nas operações de controle de abastecimento ao exército espanhol; também serviu de ajudante a um a general numa visita de inspecção.
Uma outra informação a respeito do autor diz respeito a traços do seu carácter: mostra-se ansioso por combater e a sua frustração é notória sempre que tem de ficar aquartelado. Não deixa de referir a falta de informações, sentida na Península, sobre a guerra na Frente. Aliás, o único meio de recepção desses elementos é através dos jornais de Londres.

Somos ainda postos ao corrente de um ataque de febre intermitente que assolou o autor, aquando da sua estadia em Bragança, aproximadamente a 28 de Abril de 1813. É nesta altura que, através da carta para o seu amigo, manifesta o seu "desagrado" devido em grande medida à inoportunidade de morrer nesta altura, uma vez que o exército se encontrava prestes a partir. Demonstra ainda uma grande curiosidade em saber o que decorreria das campanhas seguintes.
Só a 14 de Maio prossegue a carta que tinha interrompido devido ao agravamento do seu estado. É ainda nesta carta que anuncia a sua entrada de licença dentro de dois ou três dias, aproveitando-a para deixar Bragança e ir a Lisboa via Porto.
É interessante salientar, aquando da sua chegada a Portugal, o contentamento sentido pelo autor por ter desembarcado no Porto e não em Lisboa. É então que nos apercebemos da sua grande curiosidade pelo conhecimento desta cidade, que mais tarde chega a ser considerada como familiar.
Em contrapartida, quando visita Lisboa, o seu interesse parece ser menor, uma vez que refere a existência de outras obras mais precisas nesse campo, que poderiam ser consultadas pelo seu amigo se este estivesse interessado em conhecer mais pormenores dessa cidade.

Podemos considerar que este oficial de cavalaria era portador de uma considerável cultura, sendo o que se depreende das suas referências à Antiguidade Greco-Latina. Refere hábitos atenienses, faz citações em latim (língua que domina) e é conhecedor de Platão e Horácio.
No tocante à literatura portuguesa, demonstra ser também conhecedor de Camões, referindo-se ao Canto IV sem sequer designar "Os Lusíadas". Daí que se depreenda que tanto ele como o amigo soubessem desde logo a que obra se referia.
Desde logo, manifesta interesse pelo estudo da língua portuguesa, chegando a receber aulas de um professor durante a sua estadia no Porto. Mais tarde, dá os primeiros passos na língua, no que ele designa por "execrable Portuguese".
Aliás, é bastante irónico acerca da harmonia da língua portuguesa, que não chega a dominar.
A ironia transparece ao longo de toda a obra, sendo particularmente acentuada em relação aos "favores" de Massena, isto é, as pilhagens.

É pena que numa obra desta envergadura, as únicas referências a aspectos governamentais não sejam extensivas a Portugal. É unicamente em relação à Espanha que essas aparecem, aliadas a opiniões pessoais que exprimem o seu desagrado e a sua crítica. Aliás, é quando está em Espanha, que as saudades de Portugal (mais precisamente, dos riachos e fontes portugueses) se fazem sentir.
Como inglês que se preza, ambiciona ver a liberdade que, triunfando, se espalhe por todo o mundo.
O autor não deixa de nos alertar para o facto de pretender conservar a sua isenção e neutralidade, para tal fugindo às ideias preconcebidas e julgamentos prematuros. Daí que se proponha fazer um julgamento isento sobre o carácter da guerra.
Para finalizar, o último elemento que nos concede é respeitante à existência de um seu primo, capitão, que obteve um bom desempenho em combate à frente da sua companhia e que, tal como o autor, escapou ileso.

OBSERVAÇÕES DO AUTOR SOBRE A OBRA

No "Advertisement" (p. V), o autor refere-se à sua obra como sendo "a trifling and imperfect work".

* p. 1 - A observação inicial dada pelo autor acerca da sua obra consiste no afastamento dos
tradicionais relatos de viagens.

* p. 4 - O autor informa-nos da sua decisão de ser o primeiro viajante que, tendo atravessado a Baía da
Biscaia, se conteve, escrevendo aos seus amigos ao invés de entrar em descrições.

* p. 8 - Daí que ele não assuma a gravidade habitual do viajante.

* p. 10 - O autor refere-se à sua obra designado-a de epístola incoerente.

* p. 12 - O autor menciona a sua decisão de dar continuidade à correspondência que mantinha com o
seu amigo, mas não deixa de o alertar para o facto de essa continuar a ser "the same olla -
podrida kind of epistles which I wrote you when at home; dashed perhaps with somewhat
more variety, but in all other respects, loose and rambling as ever".

 Palavras-chave 

Agricultura
Generalidades; na Beira; Centeio; Laranjas e limões; Milho; Trigo;

Alimentação
Generalidades;

Alojamento
Casa do governador; Casa do Juíz de Fora; Casas particulares; Convento; Estalagens; Hotel; ‘Priory’ – Casa do Prior;

Arte e Monumentos
Aqueduto; Arte; Catedral; Estátua [Lisboa]; Mosteiro da Batalha; Ruínas árabes; Ruínas romanas; Templo;

Classes Sociais
Camponeses; Generalidades; Criados; Judeus; Nobreza; Pedintes;

Clima
Generalidades;

Conclusões


Costumes
Alimentação; Religião; Dança; Divertimentos; Feira; Festas; Música;

Economia
Bolsa; Comércio; Importações; Mercadores; Monopólio; Preços; Sal - exportações; Salários;

Ensino
Educação; Universidade de Coimbra;

Espanhóis
Camponeses; Ciudad Rodrigo; Generalidades; Exército espanhol; Fuente de Guinaldo; Galegos; História; La Roza; Quartel-General; Rivalidade entre portugueses e espanhóis; Violência;

Estradas
Generalidades;

Fauna
Carneiros; Galo; Lagartos; Lobos; Peixes; Porcos; Porco selvagem;

Flora
Abetos e castanheiros; Abetos e pinheiros;

Forças Armadas
Exército português;

Fortificações
Generalidades;

Franceses
Generalidades;

Geografia
Lagos; Província da Beira; Província de entre Douro e Minho; Província do Minho; Província de Trás-os-Montes; Relevo; Rio Coa; Rio Douro; Rio Ezla; Rio Melo; Rio Minho; Rio Mondego; Rio Sabor «Sobor»; Rio Tâmega; Rio Tejo; Rio Vouga; Rios; Serra da Estrela; Serra do Buçaco «Busaco Sierra»;

Governo
Generalidades;

Guerras Napoleónicas
Atrocidades cometidas pelo exército inglês; Batalhas; Beresford; Bonaparte; Espiões; Feridos; General Clinton; General Picton; Guerrilha; Junot; Linhas de Torres Vedras; Manobras militares; Prisioneiros; Quartel-General; Sir John Moore; Wellington; Marechal Soult; Massena;

Habitação
Casa do Governador do Porto; Generalidades; Palácio de Luís Bernardo; Batalha de Aljubarrota;

História de Portugal - Personagens
D. Afonso Henriques; D. Dinis; D. João I; D. João IV; Marquês de Pombal; D. Sebastião; Viriato;

Ilustrações
Generalidades;

Ingleses
Generalidades; Ingleses em Portugal;

Itinerário


Jardins
Generalidades;

Línguas
Língua;

Lisboa
Generalidades;

Literatura
Bibliotecas; Camões;

Meios de transporte
Carroças; Cavalo; Mulas; Navio mercantil; Transporte – condições;

Minas
Generalidades;

Muçulmanos
Generalidades;

Mulheres
Generalidades; Vestuário;

Obras mencionadas pelo autor
Faria e Sousa; Livros mencionados pelo autor;

Ópera
Generalidades;

Paisagem
Generalidades;

População
na Beira; de Carvilhal; de Vila Nova e Gaia; do Minho;

Porto
Porto «Oporto»;

Portugueses
Generalidades;

Povoações
Águeda; Alhandra; Almeida; Alverca; Amarante «Amaranthe»; Braga; Bragança «Braganza»; Carvilhal; Castanheira; Castro; Celorico; Chaves; Coimbra; Condeixa; Cortico; Figueira «Figuera»; Foz do Dão «Fozdão» ou «Fosdão»; Gaia «Gaya»; Galegos «Gallegos»; Gouveia «Govea»; Grijó «Grijo»; Lamego; Leiria; Mezamfrio; Miranda do Douto «Miranda de Duero»; Mirandela «Mirandella»; Mogadouro; Moncorvo; Montezinhos; Monzalves; Ova; Outeiro; Paradela «Paradella»; Penafiel; Penanzes; Penha Cova «Peña Cova»; Peso da Régua «Pezo de Regoa»; Pinhel; Pombal; Postela «Postella»; Póvoa; Bragança – Torre de Moncorvo; de Bragança a Galiza; S. João da Pesqueira a ... ; Quinta das Cobradas; Quinta d’Orgal; Raiva; Redinha; Régua «Regoa»; Sacavém; Sampaio «St. Payo»; Santa Combadão; S. João da Pesqueira; S. Pedro de Rio Seco; Sardão ou Águeda; Seia «Cea»; Viana «Vianna»; Vila Cortes «Villa Cortes»; Vila Flor «Villa Flor»; Vila Franca «Villa Franca»; Vila Nova «Villa Nova»; Vila Nova de Foscoa «Vella Nova Fos Coa»; Vinhais «Vinhaes»; Vila Torpine «Villa Tordine»; Viseu «Vizeu»;

Profissões
Comerciante de lã; Comissário; Criados; Dentistas; Juíz de Fora; Muleteiros; Ourives de ouro e prata; Pescadores; Professor; Talho (homem do); Tripulantes; Relações militares;

Religião
Arcebispo em Bragança; Bispo de Bragança; Clero; Cónegos; Conventos; Igrejas; Mosteiros; Ordens religiosas; Privilégios do Clero; Procissões; Generalidades; Santos; Superstições;

Saúde
Doenças;

Teatros
Teatro;

Termos não traduzidos


Vestuário
Generalidades;

Vinicultura
Vinhas; Vinho do Porto;

 

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