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Viajantes Anglófonos em Portugal - Séculos XVIII e XIX

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SCHAW, Janet
The Journal of a Lady of Quality

journey from Scotland to the West Indies, North Carolina, and Portugal, in the years 1774 to 1776
Inglaterra, 1939
New Haven: Yale University
Língua: Inglês

 Traduções:  Os Açores, Setúbal e Lisboa vistos por uma dama escocesa em 1774-76, Portugal, 1947

 Edição 
Editora:New Haven: Yale University
Outros responsáveis:Evangeline Walker Andrews; Charles M. Andrews (Eds. lits.)
 Notas e informações 
 Referência 
Cota:H.G. 17193 V.
 Autor 
Autor:SCHAW, Janet

 Notas gerais 

OS PASSAGEIROS

O editor do "Diário", Prof. Andrews, identificou o grupo que embarcou no Jamaica Packet como sendo constituído por Alexandre Schaw, funcionário da alfândega da ilha britânica de S. Cristóvão, nas Antilhas, que ia ocupar o seu posto; a irmã, Miss Janet Schaw, autora do "Diário" que o acompanhava e ia visitar outro irmão residente na América; três filhos de John Rutherfurd, escocês categorizado, parente e amigo dos Schaws que residia na Carolina do Norte: uma bonita rapariga, de 18 ou 19 anos e dois rapazes de 11 a 9 anos que regressavam a casa dos pais. A bordo seguia também um grupo numeroso de emigrantes clandestinos, tratados como escravos.


A RELIGIÃO PARA MISS SCHAW

"... she is deeply religious and revels in hymns and Scriptures as her frequent quoting of both attests; and although she desclaims being a bigot and really is a very tolerant person, she acknowledges that the force of habit is too strong to allow her to be anything more than a spectator at the ceremonies of other churches than her own.
... As might be expected from a Lowland Scot, a staunch Presbyterian and a Hanoverian, she is thoroughly distrustful of her neighbours the French, who she says, with much contempt are like 'chattering, grimacing monkeys... subtle enemies and false friends'".

Introduction, p. 12

 Notas sobre o autor 

A CULTURA DE MISS SCHAW

Na sua introdução ao "Journal of a Lady of Quality", Evangeline Walker afirma que, herdando Miss Schaw as tradições literárias de Allan Ramsay e James Thomson e vivendo no meio de uma "metaphysical and philosophical renaissance", é natural que ela se orgulhasse dos filósofos e poetas do seu país. Ela faz frequentemente citações deles com admiração, adoptando-os como guias no comportamento da vida. Sente a mágica beleza dos poemas ossiânicos de Macperson e mostra-se divertida quando se apercebe que, na ocasião em que o barco parecia ir ao fundo, antes da chegada aos Açores, Fanny Rutherfurd estava a ler um livro de crítica literária ("Elements of Criticism de Lord Kames), em vez da Bíblia.

PERSONALIDADE

Evangelina Andrews Walker na introdução ao "Journal" diz da sua autora: "O 'Diário' é rico em revelações sobre o seu carácter e capacidade. Mostra ser uma escocesa bem nascida, leal à sua terra e ao seu rei, de gosto e preferências aristocráticas e com as opiniões religiosas sociais e políticas características da classe culta da Escócia na segunda metade do século XVIII. Os preconceitos e antipatias, embora em grande parte resultantes do seu feitio, são até certo ponto também os da sua classe; e embora não eliminem o seu sentimento das realidades, por vezes obscurecem-nos ou desvirtuam o significado dos acontecimentos" (tradução de: H. Amorim Ferreira).


BIOGRAFIA

Sabemos pela introdução de Evangeline Walkers que Miss Schaw nasceu em Lauriston, nos arredores de Edimburgo, numa casa que em 1923 ainda estava de pé. Na altura da sua viagem às Índias Ocidentais, América e Portugal, devia ter entre trinta e cinco a quarenta anos. Descendia de uma velha família escocesa que contava, como parentes directos ou de ligação através de casamentos, Murrays, Rutherfords e Scotts. Ela própria era uma terceira prima, ou ainda mais remotamente ligada, de Sir Walter Scott. O comum antepassado de todos era um certo John Schaw, pastor em Silkirst que tinha casado com Ana, filha de Sir John Murray, de Philiphaugh. Em Janeiro de 1733, o pai de Janet, Gideon Schaw casou com Anne Rutherfurd, também prima de Sir Walter Scott e tia avó dos três Rutherfurd, Fanny e os três rapazitos que acompanhavam Alexandre e Janet Schaw para a América.
Através daquele casamento houve seis filhos, só três dos quais, Robert, Janet e Alexander figuram no "Diário". Em 1726, Gideon Schaw e a mulher ainda viviam em Lauriston, agora fazendo parte da cidade. Entre 1730 a 1751, Gideon Schaw teve lugares nas outras partes da Escócia como se verificará pela consulta dos registos de nascimento ou baptismo. É indicado pela dedicatória em 1778, numa cópia do Jornal de "Saint Andrews Square" naquela cidade, e também numa entrada da lista telefónica de 1778-1779 que indica a sua residência em New Town, a parte Norte de Edimburgo que incluia St. Andrew's Square.
Envangeline Walkers conclui estes dados biográficos, com certo espírito 'such are the meagre facts of the life of our charming "Lady of Quality"'. Nor is the elusive lady to be caught anywhere, it seems, for as far as we know she did not marry and having made her contribution to the history, she passes on - what woman but will envy her! Without date, ageless, just Janet Schaw, the author of "The Journal of a Lady of Quality".

Introduction, p. 11


OBRA

"I purpose writing you every day, but you must not expect a regular journal. I will not fail to write whatever can amuse myself; and whether you will find it entertaining or not, I know you will not refuse it a reading, as every subject will be guided by my own immediate feelings. My opinions and descriptions will depend on the health and humour of the moment in which I write; from which cause my sentiments will often appear to differ on the same subject". .......................................................................... pp. 5 e 6
Materiais 1º MANUSCRITO

Em 1904 foi encontrado no Museu Britânico de Londres, por investigadores de outro assunto, um volume in-quarto, manuscrito, intitulado "Travels in the West Indies and South Caroline in 1775", inscrito no catálogo do Museu como "Egerton 2423", com a descrição de "Journal by a Lady, of a Voyage from Scotland to West-Indies and South Caroline, with an account of personal experiences during the War of Independence and a visit to Lisbon on return 25 October 1774 - December 1775". Uma rápida leitura do manuscrito logo fez reconhecer que o título e esta longa narrativa são inexactos, porque o "Diário" só se refere aos acontecimentos preliminares da Guerra da Independência da América, onde está Carolina do Sul devia estar Carolina do Norte e a narrativa devia ir até Janeiro de 1776. O manuscrito contém cartas que parecem escritas por uma senhora a uma amiga que estava na Escócia, enquanto a primeira viajava pelas Antilhas, pelo Continente americano e por Portugal. Não aparecem os nomes da autora e da destinatária e estão em branco o nome das pessoas mencionadas.


AS OUTRAS DUAS CÓPIAS DO MANUSCRITO

O manuscrito encontrado no Museu Britânico em 1904 foi retocado, os espaços em branco foram mais ao menos preenchidos, a ortografia e a pontuação foram corrigidas. Mas mais importante que estas pequenas mudanças foi o aparecimento de mais dois manuscritos. Um destes, na posse de Mr. Vere Langford Olivier e comprado por este com a convicção que era único, foi de extraordinária importância, pois dá o nome da autora através da dedicatória de "Alexandre Schaw Esqr., the brother, friend and fellow-traveller of the author, his truly Jen Schaw, St. Andrews Square, March 10, 1778. Da comparação deste manuscrito com o do Museu Britânico resultou a convicção que os dois são cópia do mesmo original. A verificação foi feita por C. Mc Lean Andrews, Professor de história americana em Jala.
O "Diário" ficou enriquecido com numerosas notas eruditas, uma introdução escrita por Evangelina W. Andrews, com a data de 1920. Em 1939, na terceira edição do "Diário", vem parar às mãos da autora da introdução, o 3º manuscrito, "The Vetch Manuscript", com dados biográficos sobre a autora.
Este manuscrito estava na posse dum descendente dos Schaws, passando mais tarde para as mãos da família Rutherfurd através do legado do Coronel Vetch, ligado a ambos as famílias. Este manuscrito, escrito à máquina, tem dados biográficos, fotografias de lugares de interesse para melhor conhecimento da vida e descendência dos Schaws e dos Rutherfurds - as duas famílias que desempenham papéis importantes no "Diário". Evangeline Andrews diz que a 3ª edição se ficou a dever ao seu conhecimento desta cópia. Há um retrato de Anne Rutherfurd Schaw, mãe de Janet, a autora. Desta não há nenhum retrato, mas dizia-se que se parecia com a mãe.
Os manuscritos, passados à mão, devem ser cópias do mesmo original, porque as cartas foram provavelmente copiados muitas vezes para entre parentes e amigos da destinatária e da autora.

 Palavras-chave 

Alojamento
Generalidades;

Arte e Monumentos
Aqueduto; Castelo de Palmela; Igreja de S. Roque;

Classes Sociais
Alta nobreza; Baixa burguesia; Clero; Criada; Frade (clero); Funcionários da Inquisição (clero); Nobres; Nobreza histórica;

Clima
Generalidades;

Conclusões


Costumes
Reuniões sociais;

Criminalidade
Marquês de Pombal;

Família Real
Princesa Real / Princesa do Brasil;

Fauna
Palácio de Belém; Cavalos;

Flora
Palácio de Belém;

Habitação
Generalidades;

História de Portugal - Personagens
Marquês de Pombal; Távoras e Duque de Aveiro;

Ingleses
Ingleses em Portugal;

Itinerário


Justiça
Generalidades; Prisão;

Lisboa
Generalidades; Lisboa pombalina; barcos no Tejo; Palácio de Belém – jardins;

Literatura
Obras mencionadas pelo autor; Autores referidos na obra; Livros mencionados; Autores referidos na obra;

Meios de transporte
Mula e Caleche; Barco;

Mulheres
Generalidades;

Ópera
Generalidades;

Paisagem
Generalidades;

Portugueses
Generalidades;

Povoações
Açores; Palmela – Moita; Setúbal;

Profissões
Arrieiro; Empregados da alfândega; Frades; Guia; Juiz; Médicos;

Relações Portugal - Inglaterra
Relações Anglo-Portuguesas – comerciais;

Religião
Bíblia; Conventos de freiras; Igrejas; Imagens; Inquisição; Intolerância;

Teatros
Teatro;

Termos não traduzidos


Terramoto de 1755
Generalidades;

Vestuário
Portuguesas;

Vinicultura
Vinho;

 

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