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Viajantes Anglófonos em Portugal - Séculos XVIII e XIX

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WORDSWORTH, Dora
Journal of a few months' residence in Portugal

and glimpses of the south of Spain
Inglaterra, 1895
Londres e New York
Língua: Inglês
 Edição 
Local de edição:Londres e New York
Nome do editor:Longmans, Green, and Co.
Notas do editor:Edited, with memoir, by Edmund Lee.

PREFÁCIO do EDITOR

- Note to this edition -

1. Refere a primeira edição em 1847;
2. Aponta razões para a segunda: interesse da geração presente por Wordsworth, informação local e histórica, descrições de paisagens, pensamentos expressos em estilo agradável;
3. Confessa omissões em relação à primeira edição;
4. Junta "Memória" breve de Dora Wordsworth, baseada em:
"Memoirs of Wordsworth", de Dr. C. Wordsworth;
"Diary and Reminiscences of Henry Crabb Robinson";
"Memorials of Coleorton";
"The Transactions of the Wordsworth Society";
"Memoir of Edward Quillinan" de William Johnston.

Contém: poema de Edward Quillinan, com treze estrofes, intitulado "Stanzas" e datado - Rydal: Sunday, Feb. 2, 1851.

Contém: "Memoir of Dora Wordsworth".

A memória inclui os seguintes poemas:
1. Poema de Wordsworth, escrito ao ser recordado que a filha tinha feito um mês;
2. Poema "The Kitten and the Falling Leaves";
3. Poema "To Dora";
4. Poema "On the 'Longest day' in 1817";
5. Soneto eclesiástico de cerca de 1821 com alusão a Dora;
6. Conclusão do poema "The Parrot and the Wren";
7. Poema sobre incidente em Bruges, em 1828;
8. Poema "The Triad", de 1828, sobre Edith Southey, Dora Wordsworth e Sara Coleridge, representadas como as três Graças;
9. Poema "A Request", de Mr. Quillinan, com alusões à morte da mulher.
Outros responsáveis:Edmund Lee (Ed.)
 Notas e informações 
 Referência 
Cota:H.G. 30708 P. FOT 15 E
 Autor 
Autor:WORDSWORTH, Dora
Elementos identificação:Mrs. Quillinan

 Notas sobre o autor 

BIOGRAFIA

- 16 de Agosto de 1804: nasce Dorothy Wordsworth, conhecida em família por Dora, em Dove Cottage, Grasmere, vivendo os pais muito pobres.
- Teve uma infância feliz e desde muito cedo deu sinais da disposição doce e viva que havia de a caracterizar pela vida fora.
- Junho de 1806: nascimento do irmão Thomas. Uma certa fraqueza de constituição foi-se tornando motivo de grande ansiedade para os pais à medida que os anos iam passando.
- 6 de Janeiro de 1827: a tia, Dorothy, escreve a Crabb Robinson dizendo que Dora se encontra melhor, mas, umas semanas mais tarde, revela que Dora se encontra de cama e é decisão da família levá-la a passar o Inverno seguinte a Itália, caso haja dinheiro.
- 1828: viagem à Flandres, acompanhada pelo pai e Coleridge.
- 22 de Abril de 1830: referência numa carta de Wordsworth à visita que a filha fez ao irmão John, em Moresby, Cumberland. Embora não se encontre bem de saúde, a tosse tem-na deixado descansar um pouco. Dora anseia por visitar Roma.
- Outono de 1831: visita de Wordsworth com a filha a Sir Walter Scott. Curta visita à Escócia (Highlands) com bom resultado para a saúde e disposição de ambos.
- Janeiro de 1834: casamento de Edith Southey com o Reverendo J. W. Warter.
- Natal de 1835: a saúde de Dora estava um pouco melhor, mas continuava motivo de ansiedade para todos.
- 20 de Fevereiro de 1836: Mrs. Wordsworth pede a Mr. Crabb Robinson que continue amigo da família.
- 11 de Maio de 1841: o casamento de Dora Wordsworth e Edward Quillinan tem finalmente lugar. Residem uns anos em Londres e depois em Ambleside.
- 1843 e 1844: o casal passa o Verão numa ilha em Windermere, em casa de Mr. Surwen.
- Primavera de 1845: tendo a saúde de Mrs. Quillinan continuado a declinar, é aconselhada a fazer uma viagem por mar e a passar um tempo no Sul. Desloca-se a Portugal onde passa o Inverno, passando a seguir algum tempo no Sul de Espanha. Escreveu durante a viagem um diário onde se notam melhoras na saúde e boa disposição.
- Julho de 1846: regresso a Inglaterra e residência em Loughrigg Holme. Aqui preparou Mrs. Quillinan o seu diário para a edição.
- Finais de 1846: ao deslocar-se a Carlisle adoeceu e não tornou a melhorar. Os pais foram chamados em Abril a Rydal Mount, onde ela se deslocara e piorara rapidamente.
- 9 de Julho de 1847: Dora Wordsworth morre em Rydal Mount, acompanhada pela família, pais e marido, com grande desgosto. É enterrada no cemitério da igreja de Grasmere, junto dos irmãos mais novos que tinham morrido na infância.


PREFÁCIO da AUTORA

- Preface to the first Edition -

* Intenção:
Não há país na Europa menos familiar aos ingleses do que Portugal.
Os ingleses devem reprimir o seu sentimento de superioridade e escrever sobre Portugal com espírito de cortesia. O desprezo de "Childe Harold" não se deve repetir.
O pior sintoma do carácter moderno português é a guerra civil permanente, da qual o povo é menos culpado do que alguns dos seus governantes. Os estranhos devem abster-se de intervir e limitar-se aos caminhos seguros fugindo de aventuras.
O "Diário" da autora em Portugal não substituirá um guia inexistente: limita-se a dar notícia de alguns objectos notáveis, frescura e beleza das paisagens e carácter amigável dos habitantes.
A sua razão principal ao escrever este "Journal" é ajudar a remover os preconceitos que fazem muitos ingleses e inglesas amigos de viajar evitar esta terra.
As praias do Minho, Douro e Tejo e quase todo o interior do país são agora acessíveis e "novos" para a maioria dos viajantes ingleses.
A autora chama a atenção destes e dos do "Novo Mundo" para este grande facto e também em relação aos americanos, para a circunstância de Colombo ter preparado a sua descoberta em Portugal (cita outros navegadores).
Receia que as suas notas possam ter um ar de ingratidão para com as suas compatriotas, por isso diz que as escreveu de acordo com a sua divisa "por bem".
Refere a incompreensão em relação aos arranjos domésticos e outros assuntos, devido às aplicações de regras morais arbitrárias.
Aconselha a comparar o procedimento dos portugueses em relação a devedores com o dos franceses e ingleses, considerando os dois últimos severos e mesquinhos.

 Referência obra 
Dora Wordsworth é referida em BRANCO, Bernardes, "Portugal e os Estrangeiros", 1ª ed., Lisboa, Livraria de A. M. Pereira, 1879, N.º 661, p. 416. [Centro de Estudos Anglo-Portugueses: E.1.1.- 4.]
NOTA: Surge a obra "Journal of a few months residence..." como anónima.

 Palavras-chave 

Agricultura
Cultivo da terra;

Alimentação
Generalidades; Jantar;

Alojamento
Generalidades; Estalagem de Salamonde; Lisboa. Hotel da Península;

Arte e Monumentos
Rio Bom – Arcos; Aqueduto de Lisboa; Basílica da Estrela; Berjoeira; Catedral de Braga; Convento da Piedade; Conventos de Lisboa; Jerónimos; Música no Porto; Palácio de Queluz; Ópera; Porto. Igrejas e Conventos; Quinta do Marquês de Abrantes ou De Visme [Lisboa]; Romanos; Sintra. Palácio, cozinha; Torre do Tombo;

Classes Sociais
Fidalgos [Lisboa]; Quinta de Viscainhos;

Clima
Generalidades; Calor; Inverno no Porto;

Costumes
Generalidades; Banhos de mar; Cacilhas; Carnaval; Carreteiras. Foz; Carros de boys. Chiadeira; Colares; Estrada de Sintra a Lisboa; Malha; Naufrágio; Pedintes; Serão de província [Ponte de Lima]; Serenata; Sesta; Sintra; Visitas; Festa;

Criminalidade
Aqueduto de Lisboa; Arrieiro;

Espanhóis
Generalidades;

Estradas
Generalidades;

Família Real
Belém; Ópera de Lisboa; Sintra. Palácio;

Fauna
Rouxinol;

Flora
Generalidades; Carvalho; Gerêz; Sintra;

Folclore
Generalidades; Lenda; Sintra. Idílio sagrado, relatado pelo Visconde de Juromenha;

Franceses
Junot;

Geografia
Entre Douro e Minho; Gerêz;

Guerras Napoleónicas
Soult; Soult, retirada;

História de Portugal
Alexandre Herculano; Convento de São Domingos de Benfica; Catedral de Braga; Palácio do Ramalhão; Sintra. Palácio. Cela onde Afonso VI morreu;

Ilustrações
Gravuras da obra;

Ingleses
Inglesa a cavalo. Amazona; Generalidades; Bailes e jantares na feitoria; Mr. H__; ‘Portonian Kindnesses’; Cemitério; Sintra. Monserrate;

Itinerário


Jardins
Belém; Jardim público [Lisboa]; Jardim ornamental do Fidalgo;

Lisboa
Mercado do peixe;

Literatura
Generalidades;

Lutas liberais
Don Miguel;

Moeda
Hotel da Península [Lisboa]; Sintra;

Mulheres
Mulher; Generalidades; Aguadeira; Carreteiras; Vestuário e jóias; Forneiras;

Obras mencionadas pelo autor
Citações – Barros, Bernardes, Camões, Chaucer, Gil Vicente, Gray; Poema – Lyrics on horseback; Poema - Serra of Gerêz;

Paisagem
Generalidades; Almada; O Tejo visto das ruínas do Carmo; Gerêz; Matozinhos; Monte de São Cosme; Nevoeiro; Noite; Oliveira; S. João da Foz; Sintra; Rios; Serras; População portuguesa; Trabalho;

Portugueses
Carácter; Carácter – Aqueduto [Lisboa]; Carácter [Lisboa]; Comportamento [Sintra]; Cortezia das classes trabalhadoras [Lisboa]; Generalidades; Hospitalidade; Espanhóis; Visitas de cortezia;

Povoações
Agrella; Arcos; Barcelos; Caldas do Gerêz; Campanhã; Colares; Guimarães; Idanha-a-Nova; Monção; Ponte de Lima; Porto; Póvoa de Lanhoso; Valença; Vallongo; Viana; Villa do Conde; Villar da Veiga; Vizella;

Profissões
Generalidades; Arrieiro; Oleiros; Pedreiros;

Religião
Festa; Porto. Capelão protestante; Catedral. Enterro das crianças pobres; Catedral de Braga; Sintra. Cork Convent; Convento dos Remedios; Igrejas de Lisboa; Igrejas de Lisboa; Nosso Senhor do Monte; Procissão; Procissão e feira; Senhor da Pedra; Sermão da Quaresma no Porto; Valença;

Teatros
Teatro Novo, na praça de D. Pedro;

Termos não traduzidos


 

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