Paulo Filipe Monteiro
Funções:
Professor Associado
E-mail:
pfm@sapo.pt
URL:
www.pfm.com.pt
Gabinete:
503
Habilitações Académicas:
Doutorado em Ciências da Comunicação,
especialidade de Cinema
Áreas de investigação:
ficção, drama e cinema
Tem também trabalhado em teatro, cinema e
televisão, como encenador, guionista e actor.
Publicações:
Livros:
Os Outros
da Arte, Oeiras, Celta, 1996.
Emigração:
O Eterno Mito do Retorno, Oeiras, Celta, 1994.
Luso-americanos no Connecticut:
Questões de Etnicidade e de Comunidade, separata de Povos
e Culturas, n.º 2, 1987
Terra que
já foi Terra: Análise Sociológica de Nove Lugares Agro-pastoris da
Serra da Lousã, Lisboa, Salamandra, 1985.
Alguns dos 37 artigos:
“Uma margem no centro: arte e poder no Novo
Cinema”, in Luís Reis Torgal (org.), O Cinema sob o olhar de Salazar,
Lisboa, Círculo de Leitores, 2000; “Ficção e abdução”, Revista
Educare/Educere, ano V, n.º 6, Junho de 1999; “Mudanzas de Pina
Bausch”, Revista Apuntes, Santiago de Chile, 1999; “Fenomenologias do
cinema”, Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 23 (O que é o
cinema?), 1996;
“As artes: várias vidas, várias mortes”, in
Antelo, Camargo, Andrade and Almeida (eds.), Declínio da arte/Ascensão
da Cultura, Letras Contemporâneas/Abralic, Florianópolis (Brasil),
1998;
“Os públicos dos teatros de Lisboa: primeiras
hipóteses”, Análise Social, vol. XXIX, nº 129, 1994;
“Scénographier le temps”, in José Manuel
Castanheira, Scénographies: 1973-1993, Évora, Nobilis, 1993, volume
publicado como catálogo da exposição realizada no Centre Georges
Pompidou.
Introdução:
Aprendi desde a minha formação como o trabalho
académico é um jogo de linguagem que exige rigor, criatividade e
continuidade. Quatro anos a estudar na licenciatura e vinte anos a
estudar como professor: é já muito tempo de universidade. A ela me
entreguei com toda a dedicação e com os resultados que aqui se
enumeram. Outros farão a leitura da relação que na minha trajectória
existiu entre diversidade e coerência. Aqui gostaria apenas de
agradecer às universidades que me convidaram, às instituições que me
atribuíram bolsas, aos colegas e estudantes que tanto enriqueceram o
meu percurso; e gostaria também de esboçar a minha leitura do que fiz.
Não é por acaso que a Faculdade onde ensino e
investigo há quinze anos se chama Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas: sinal de uma transdiciplinaridade que deu sentido e força ao
seu projecto plural e, nele, ao campo inovador das Ciências da
Comunicação. Vindo do ISCTE, onde comecei por trabalhar nas áreas de
sociologia rural e sociologia da emigração e onde ensinei, aos cursos
de Sociologia e Antropologia, os grandes clássicos, mas onde acabei por
criar a disciplina de Sociologia da Arte, encontrei depois, na
Universidade Nova de Lisboa, o espaço justo que, por um lado, me pediu
para transmitir e desenvolver a minha formação de base (por exemplo,
leccionando transitoriamente as disciplinas de Sociologia Política,
Sociologia das Práticas Artísticas e Teorias Sociais para a
Comunicação), e, por outro lado, me incentivou a investir em novas
áreas.
O processo de doutoramento constituiu,
naturalmente, a oportunidade de ganhar consistência epistemológica,
teórica e metodológica em outros terrenos. Acentuou em mim uma posição
de abertura perspectivista que recusa essencialismos. Deu-me
consistência para pensar as artes de um ponto de vista a que chamei
jânico, com mais do que uma face, em que a sociologia não é exclusiva,
antes dialoga com a estética, as teorias da comunicação, a hermenêutica
e a filosofia. Conduziu-me ao estudo aprofundado daqueles temas a que
há dez anos me dedico essencialmente: o drama, o cinema, a narração.
Sinto hoje que aquilo que persigo, aquilo que
gostaria de conseguir pensar, é, no fundo, o ficcional: por que razão a
humanidade precisa, há tantos milénios, de criar seres e situações
ficcionais e como essa ficção se molda às exigências dos diferentes
modos, como o dramático, o fílmico e o romanesco. O próprio cinema,
abordei-o sempre, assumidamente, mais do ponto de vista filosófico,
dramático e narrativo do que imagético ou sonoro.
Mesmo numa época em que a nossa Faculdade, a
nível de licenciaturas, mestrados e doutoramentos, optou por acentuar o
cruzamento entre campos de saber (temos cada vez mais estudantes de
variados departamentos), parece-me dever destacar que as temáticas que
pesquiso têm uma pertinência fundamental para as Ciências da
Comunicação, nomeadamente através das questões da representação e do
espectáculo – como procuro argumentar no relatório e lição destas
provas.
Quatro livros (e outro no prelo), trinta e sete
artigos científicos, sessenta e cinco conferências são já o resultado
das investigações que fui desenvolvendo. Procurei também, noutras
publicações, comunicar com públicos exteriores à academia. Mas, olhando
para trás, vejo que a maior (não sei se a melhor) parte do meu tempo a
dediquei a ensinar: actividade tão absorvente (mesmo quando era só uma
disciplina, agora ainda mais e já no limite do possível quando há que
leccionar quatro disciplinas por ano), mas de resultados que pouco
conhecemos – a não ser quando dão azo, em mestrados e doutoramentos, à
formação ou aprovação de jovens mestres e doutores.
Por iniciativa minha ou pelo estado da
universidade portuguesa, aconteceu esse ensino assumir muitas vezes
contornos inovadores, pelo menos na criação de disciplinas que nunca
antes tinham existido no nosso país: Sociologia das Artes, Teorias do
Drama, Guionismo de Cinema e Televisão, ou mesmo Géneros e Modos
Ficcionais.
Em momentos pontuais, pareceu-me importante e
natural dialogar com outras universidades. Estive em júris do Instituto
de Ciências Sociais, da Universidade Aberta, da Universidade da Beira
Interior, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, da Escola
das Artes da Universidade Católica Portuguesa, da Faculdade de Belas
Artes da Universidade de Lisboa. Realizei conferências em muitas
universidades portuguesas e também nas universidades de
Louvain-la-Neuve, Paris VIII, Federal da Bahia, Santa Catarina,
Munique, Dublin e Rutgers. Foram sempre experiências significativas, em
que sair de um território físico significou igualmente sair de um
território mental e descobrir outros caminhos do pensamento.
Procurei ainda contribuir para a vida conjunta
das instituições a que estou ligado. No Centro de Estudos de
Comunicação e Linguagens, sobretudo através da sua Revista de
Comunicação e Linguagens, apaixonadamente. No Departamento de Ciências
da Comunicação, chegando a assumir as responsabilidades que não quis
mas que, uma vez assumidas, também não reneguei, de Presidente da
Comissão Pedagógica, Presidente da Comissão Científica e Coordenador.
Finalmente, não se estranhará que considere ter
sido enriquecedor, para mim e para a academia, o trabalho que ao longo
de todos estes anos mantive na criação artística: porque creio
profundamente que o criador é alguém que procura conhecer a sociedade
em que vive, as estéticas que no seu tempo se cruzam e as linguagens
específicas de cada arte que convoca – linguagens que ao mesmo tempo
investigo e ensino, com acrescido conhecimento de causa, na
universidade.
Formação Académica:
Paulo Filipe Gouveia Monteiro nasceu em Coimbra,
onde concluiu o Liceu José Falcão com a média geral de 19 valores.
Tem os seguintes diplomas de línguas:
"Diplôme de Langue Française", da Alliance
Française;
"Spoken English", do Trinity College, London;
"Advanced Level", da Berlitz School of English;
"Certificate of Proficiency in English", da
Universidade de Cambridge;
"Zertifikat Deutsch als Fremdsprache", do Goethe
Institut.
Completou até ao quinto nível o Instituto
Italiano de Lisboa.
Frequentou, em Lisboa, a licenciatura em
Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
(ISCTE), que concluiu em Julho de 1983 com a média geral de 18 valores.
Enquanto estudante no ISCTE frequentou ainda os
seguintes Seminários Abertos:
- Psicologia Social, com o Dr. Luís Rodrigues, na
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa;
- Psicanálise e Sociedade, com a Drª Maria Belo,
na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de
Lisboa;
- Antropologia do Simbólico, com o Prof. Dr. José
Carlos Gomes da Silva, no ISCTE.
Na licenciatura, o trabalho final de Seminário
foi feito na área de Sociologia Rural, sob a orientação do Prof. Doutor
Manuel Villaverde Cabral, com uma dissertação, posteriormente publicada
em livro, sobre o abandono de nove lugares agro-pastoris da Serra da
Lousã.
Posteriormente, realizou um follow-up desta
investigação com um trabalho de campo nos Estados Unidos sobre
emigrantes portugueses (nomeadamente as famílias emigradas da Lousã).
Utilizou esta pesquisa nas Provas de Aptidão Científica e Pedagógica,
realizadas em Julho de 1987 sob a orientação do Prof. Doutor Manuel
Villaverde Cabral. Apresentou as teses: "Luso-Americanos no
Connecticut: questões de etnicidade e de comunidade", de que foi
arguente o orientador, e "Aula de críticas a Marx: experiência e
projecto", de que foi arguente o Prof. Doutor Juan Mozzicafreddo. O
júri foi presidido pela Profª Doutora Maria de Lourdes Lima dos Santos
e "deliberou atribuir ao candidato a classificação de Muito Bom",
sublinhando, em relação à primeira tese, "a óptima qualidade do
trabalho apresentado, nomeadamente no nível de pesquisa científica em
causa, no seu bom enquadramento teórico-metodológico e, ainda, na vasta
e diversificada bibliografia utilizada para tratar o tema em
discussão"; em relação à aula, o júri referiu "o excelente nível
pedagógico do candidato, manifestado através da sistematização, clareza
e articulação dos vários argumentos e na reflexão crítica
correspondente."
No âmbito do Centro de Investigação e Estudos de
Sociologia do ISCTE, e em colaboração com o Goethe Institut, foi um dos
organizadores da vinda a Portugal de Jürgen Habermas, em 1988, e de
Niklas Luhman, no ano seguinte.
Para o ano de 1990/91, já assistente da
Universidade Nova de Lisboa, obteve da respectiva Reitoria a dispensa
de serviço docente, a fim de preparar a tese de doutoramento sobre "Os
argumentos da ficção cinematográfica portuguesa desde os anos sessenta
até aos nossos dias", sob a orientação do Professor Eduardo Lourenço.
Durante essa dispensa, a Fundação Calouste
Gulbenkian concedeu-lhe uma bolsa de quatro meses para estudar em
Paris, onde a partir de Novembro seguiu:
- o seminário "L'imaginaire du politique", do
Prof. Michel Maffésoli, na Sorbonne (Paris V);
- o curso "Interprétation de textes filmiques:
écriture du scénario", ministrado por Jean Collet em Paris VII;
- o seminário de Christian Metz sobre "Théorie du
film: l'énonciation comparée", em Paris III (Sorbonne Nouvelle);
- o curso sobre cinema americano orientado por
Jean Douchet na Cinemateca Francesa;
- o seminário de Rainer Rochlitz sobre "Walter
Benjamin", no Collège International de Philosophie;
- e o seminário de Jacques Rancière, sobre
"Politiques de l'écriture", também no Collège International de
Philosophie.
Durante essa estada em França, teve ainda ocasião
de apresentar comunicações em dois Colóquios Internacionais, que
adiante se indicarão.
De 6 a 10 de Maio de 1991 participou, em Lisboa,
no “Seminário sobre a elaboração do argumento cinematográfico”,
ministrado por Suso Cecchi d'Amico e organizado pelo Serviço ACARTE da
Fundação Calouste Gulbenkian.
Em Maio e Junho de 1991, com um subsídio do
Instituto Nacional de Investigação Científica, realizou um estágio no
Centro Sperimentale di Cinematografía da Cinecittà, em Roma, onde:
- participou no seminário intensivo sobre
guionismo, com o título de "Exercices of imagination", ministrado por
Yvette Biro, professora da New York University;
- seguiu o trabalho regular do curso de guionismo
do Centro Sperimentale, sob a orientação do Prof. Nicola Badalucco;
- e seguiu ainda algumas sessões de trabalho dos
cursos de realização e de montagem, sob a orientação de Valentino
Orsini e Roberto Perpignani.
Em 1991/92 e 1992/93, foi-lhe renovada a dispensa
de serviço docente a fim de preparar a tese de doutoramento.
Em 1992, obteve a renovação da bolsa da Fundação
Calouste Gulbenkian para uma nova estada em Paris, onde ficou de Abril
a Julho de 1992. Aí frequentou os seguintes cursos:
- na Sorbonne (Paris V), o “Séminaire sur le
monde imaginal” ministrado pelo Prof. Michel Maffésoli;
- na Cinemateca Francesa, o curso de cinema
ministrado por Jean Douchet e esse ano dedicado à Nouvelle Vague.
- no Collège International de Philosophie, o
seminário sobre estética ministrado por Rainer Rochlitz e intitulado
"De Benjamin et Adorno aux problèmes actuels";
- também no Collège International de Philosophie,
a continuação do seminário de Jacques Rancière sobre "Politiques de
l'Écriture".
A 27 de Março de 1993, participou no seminário
breve sobre "A construção do diálogo no argumento", orientado por Kerry
Crabbe e Gill Denis e organizado, na Fundação Gulbenkian, pelo programa
Script Craft-Scale com o apoio do Secretariado Nacional para o
Audiovisual.
Em Setembro de 1993, com uma bolsa da Fundação
Luso-Americana, deslocou-se aos Estados Unidos, a fim de realizar
pesquisa bibliográfica para a tese de doutoramento e para as cadeiras
que iria leccionar no ano seguinte. O trabalho foi realizado,
sobretudo, na University of Massachusetts, em Amherst, mas também em
Nova Iorque, na National Public Library e na Library for the Performing
Arts do Lincoln Center.
Em Dezembro de 1995 defendeu a tese de
doutoramento, com o título “Autos da alma: os guiões de ficção do
cinema português entre 1961 e 1990”. Foram arguentes o Professor Doutor
Eduardo Prado Coelho e o orientador, Professor Eduardo Lourenço. O
júri, presidido pelo Professor Doutor António Marques, era ainda
constituído pelos Professores Doutores Adriano Duarte Rodrigues, Manuel
Villaverde Cabral, José Bragança de Miranda e João Mário Grilo, tendo
este último intervindo no final das provas. Foi-lhe atribuído o grau de
Doutor em Ciências da Comunicação, na especialidade de Cinema, com a
classificação de Muito Bom com Distinção e Louvor, por unanimidade,
assim justificada: “o trabalho do candidato Paulo Filipe Monteiro é uma
séria tentativa de repensar o discurso da cultura ocidental nas suas
relações com a realidade artística, em particular o cinema. Fá-lo com
quase exaustiva análise dos diversos discursos hermenêuticos para
melhor situar a sua própria proposição de uma abordagem de tipo
perspectivista e intrinsecamente aberto. É uma tese do melhor nível,
provocadora, incitadora e de algum modo auto-crítica.”
É membro do International Conference Group on
Portugal, do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, do Conselho
Editorial da Revista de Comunicação e Linguagens, do Conselho de
Redacção da revista on line Interact, do Conselho Editorial da revista
Políticas Públicas e Sociedade (Brasil) e do Conselho Consultivo da
revista Poiesis (Brasil).
É Presidente da Associação Portuguesa de
Argumentistas e Dramaturgos e fundador da Federation of Scriptwriters
in Europe.
Actividade Docente:
Em Outubro de 1983, por concurso público,
ingressou como Assistente Estagiário no ISCTE, para leccionar a cadeira
de Teorias Sociológicas aos cursos de Sociologia e Antropologia – o que
fez durante quatro anos lectivos.
No ano de 1987/88, já como Assistente, criou e
passou a leccionar a cadeira de Sociologia da Arte, no ISCTE.
Em Setembro de 1988 transferiu-se para o
Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde passou a reger as cadeiras
de Sociologia das Práticas Artísticas e Sociologia Política dos Poderes
e do Estado.
Em Julho de 1989 leccionou o módulo de Sociologia
das Artes do primeiro curso de pós-graduação em Gestão das Artes no
Instituto Nacional de Administração, módulo que voltou a leccionar no
segundo curso, em Abril de 1990, e no terceiro curso, em Março de 1991.
De Setembro a Dezembro de 1989 leccionou também a
cadeira de Sociologia da Arte nos cursos de Produtores/Gestores e de
Assistentes de Encenação do Instituto de Formação, Investigação e
Criação Teatral.
No ano lectivo de 1989/90 criou e regeu, no
Departamento de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa, a
cadeira de Teoria e Técnica do Argumento de Cinema e Televisão.
Em Abril de 1992, deslocou-se como docente
convidado ao Departamento de Comunicação da Université Catholique de
Louvain la Neuve, onde abordou os seguintes temas:
- "Simpathy for the devil: la peur dans les
scénarios de cinéma et télevision", no âmbito do curso de Analyse des
récits;
- "La narration dans les scénarios de cinéma et
télévision", no âmbito do curso de Communication narrative.
A partir do ano lectivo de 1993/94, leccionou na
Universidade Nova de Lisboa, no Departamento que passou a chamar-se de
Ciências da Comunicação, as disciplinas de Argumento de Cinema e
Argumento de Televisão, no primeiro semestre, e Teoria do Drama, no
segundo semestre.
Em Março de 1994, leccionou um pequeno módulo
sobre Escrita teatral no Curso de Teatro organizado no âmbito de
Lisboa, Capital da Cultura-94.
No ano lectivo de 1996/97, leccionou também a
cadeira de Teorias Sociais para a Comunicação da licenciatura em
Ciências da Comunicação.
No ano lectivo de 1997/98, criou e leccionou o
seminário Géneros Ficcionais no Mestrado em Ciências da Comunicação,
variante “Estratégias da Comunicação”.
No primeiro semestre do ano lectivo de 1999/2000,
e com a devida autorização do Senhor Reitor da Universidade Nova de
Lisboa, leccionou a disciplina de Estudos de Recepção Teatral na
licenciatura em Estudos Teatrais da Universidade de Évora.
No âmbito do programa Sócrates, deslocou-se a
Paris de 12 a 20 de Março de 2000. Em Paris VIII, falou de Sujets du
cinéma portugais (incluindo projecção de excertos do filme “Belarmino”,
de Fernando Lopes), na disciplina de Jean Henri Roger, "Analyse de
films contemporains", destinada a estudantes da licenciatura, assim
como de Arguments sur la narration no curso de Denis Lévy intitulado
"Parler d'un film" e destinado a estudantes da pós-graduação (second
cycle).
Nos meses de Abril e Maio de 2000, na
Universidade Federal da Bahia, leccionou, para professores e alunos da
graduação e da pós-graduação da Escola de Comunicação e da Escola de
Teatro da referida Universidade, um curso de 15 horas intitulado Drama
e Comunicação: heranças, contemporaneidades e técnicas para um actor
livre.
Para alunos do programa de doutoramento do
Programa de Pós-graduação em Artes Cénicas (PPGAC) da mesma
Universidade, realizou ainda a conferência “As MuDanças de Pina Bausch”.
Nos anos lectivos de 2000/2001 e 2001/2002,
leccionou no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade
Nova de Lisboa as disciplinas de Teorias do Drama e do Espectáculo e
Guionismo de Cinema e Televisão, na licenciatura, o seminário Modos da
Ficção no mestrado e o curso de doutoramento Questões Aprofundadas da
Representação.
Em Dezembro de 2000, obteve a nomeação definitiva
como Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Na base
desta nomeação, o relatório assinado pelos Professores Doutores Maria
de Lourdes Lima dos Santos e António Marques sublinha como o docente
“tão amplamente tem demonstrado as suas capacidades científicas e
pedagógicas e o seu empenhamento tanto na projecção da Universidade
Nova de Lisboa em geral e do seu Departamento de Ciências da
Comunicação em particular como no desenvolvimento das áreas de estudo a
que aí se vem dedicando”, sublinhando que “resulta clara a articulação
entre a actividade lectiva e a de pesquisa e a correspondente produção
escrita e oral. Nalguns aspectos, a própria actividade artística
desenvolvida por Paulo Filipe Monteiro relaciona-se igualmente com
aquelas outras actividades, designadamente no que respeita aos
trabalhos de encenação.”
No ano lectivo de 2002/2003, orientou três
sessões sobre As Mediações Ficcionais no Mestrado em Comunicação,
Cultura e Tecnologias da Informação do ISCTE.
No ano lectivo de 2002/2003 está a leccionar,
sempre no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova
de Lisboa: na licenciatura, as disciplinas de Teorias do Drama e do
Espectáculo, Guionismo de Cinema e Televisão e Cinema Português e, a
nível de mestrado e doutoramento, o seminário Modos da Ficção.
Bolsas:
Em 1986 obteve uma bolsa da Comissão Fullbright
para os Estados Unidos, para uma investigação sobre emigrantes
portugueses.
Em 1990/91, durante a dispensa de serviço
docente, a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe uma bolsa de
quatro meses para estudar em Paris, a fim de preparar a sua tese de
doutoramento.
No ano lectivo de 1991/92, de novo com dispensa
de serviço docente, obteve uma bolsa do Instituto Nacional de
Investigação Científica para a sua investigação sobre os argumentos
portugueses de cinema e televisão.
Em 1992, obteve a renovação da bolsa da Fundação
Calouste Gulbenkian para uma nova estada em Paris, onde esteve de Abril
a Julho de 1992.
No ano lectivo de 1992-93, obteve a renovação da
dispensa de serviço docente e da bolsa do Instituto Nacional de
Investigação Científica.
Em Setembro de 1993 deslocou-se aos Estados
Unidos com uma bolsa da Fundação Luso-Americana.
Com uma bolsa de curta duração da Fundação
Calouste Gulbenkian, estagiou com Pina Bausch, na Alemanha, nos meses
de Fevereiro e Março de 2000.
Com uma Bolsa de Licença Sabática da Fundação
para a Ciência e Tecnologia, esteve, nos meses de Abril e Maio de 2000,
na Universidade Federal da Bahia.
Em 2002, um júri inteiramente composto por
especialistas estrangeiros escolheu para um financiamento de dois anos
pela Fundação para a Ciência e Tecnologia o seu projecto “Communication
and Incommunication in the New Portuguese Cinema (1961-1990)”.
IV Missões científicas
De Maio a Setembro de 1986, nos Estados Unidos,
no âmbito do seu trabalho de campo sobre emigrantes portugueses, teve
contactos académicos com a Brown University, o Western Connecticut
State College e The Mattatuck Museum.
De 22 a 27 de Novembro de 1994, foi um dos
quatros professores do Workshop sobre Scriptwriting, realizado na
Hochschüle fur Fernsehen und Film, em Munique, no quadro do programa
Erasmus e envolvendo estudantes dessa escola e de Portugal, Irlanda,
Escócia e Catalunha. Paralelamente, pôde acompanhar o "Internationales
Festival des Filmhochschulen" e as conferências realizadas no seu
âmbito. A experiência repetiu-se em Novembro de 1995, desta vez para
preparação de um programa de televisão, e em Novembro de 1996, com
idêntico objectivo.
Em Abril de 1996, deslocou-se ao Dublin Institute
of Technology no âmbito do programa Erasmus para a conclusão de um
segundo projecto audiovisual de cooperação entre as escolas do
Programa. Discutiu-se a conversão do projecto Erasmus numa candidatura
(experimental) ao programa Media II.
Participou em vários debates do V Compós
(Congresso da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em
Comunicação do Brasil), na Escola de Comunicação e Artes da
Universidade de São Paulo, de 27 a 31 de Maio de 1996
No âmbito do programa Sócrates, deslocou-se à
universidade de Paris VIII de 12 a 20 de Março de 2000. Além das aulas
de licenciatura e pós-graduação (second cycle), já atrás referidas,
prestou atendimento a estudantes que quisessem vir à Universidade Nova
de Lisboa no programa Erasmus.
De 18 de Fevereiro a 6 de Março de 2000, com um
subsídio da Fundação Calouste Gulbenkian, esteve em Wuppertal, na
Alemanha, a acompanhar o trabalho da fundadora do Tanztheater, Pina
Bausch. Foi uma oportunidade, talvez nunca antes concedida a um
observador externo, para acompanhar diariamente, durante quase três
semanas, o trabalho da Companhia, que nesse período se desdobrou em
três espectáculos diferentes. Pôde também visionar muitos vídeos de
trabalhos anteriores (quase todos apenas existentes nos arquivos do
Tanztheater) e consultar os jornais e artigos que estão arquivados no
Schauspielhaus, tendo fotocopiado volumosa bibliografia. Estabeleceu
ainda contactos com o Director do Departamento de Comunicação e Design
da Universidade de Wuppertal.
Nos meses de Abril e Maio de 2000, na
Universidade Federal da Bahia, além das aulas e conferências referidas
noutros lugares deste currículo, teve ocasião de assistir a trabalhos
em curso na Escola de Teatro e na Escola de Comunicação, trocar
experiências com vários dos Professores e bolsistas, apoiar os
projectos teóricos de alguns alunos de pós-graduação e participar na I
Reunião Científica da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação
em Artes Cénicas (Abrace).
V. Comunicações e conferências
1984
Produção e consumos culturais: estratégias de
diferenciação, no Seminário de Formação de Animadores Culturais
realizado pelo Centro de Estudos de Sociologia do ISCTE, a 22 de Março
de 1984
1985
Young people and the aging of remote rural areas,
no Expert Meeting on Young People in Remote Rural Areas do European
Social Program of the United Nations, em Luz Saint Sauveur, de 4 a 8 de
Março de 1985
Mas a tua vida não (sobre a escolha do objecto de
conhecimento entre formas de cultura não erudita), nas V Jornadas de
Comunicação e Cultura do ISCTE, de 5 a 7 de Dezembro de 1985
L'inclusion et l'exclusion de la culture des
pauvres, no colóquio "Culture et Pauvreté", organizado pelo Centre
Thomas More e pelo Ministério Francês da Cultura, em l'Arbresle, 13 a
15 Dezembro de 1985
1986
O motivo estético na ciência, no colóquio "O
motivo estético: o interesse pelo belo e pela arte", organizado pela
Sociedade Portuguesa de Psicanálise, no LNEC, a 11 e 12 de Abril de 1986
1987
Questões de etnicidade e comunidade: Lousã e
Connecticut, no seminário de investigação "Desenvolvimentos Teóricos e
Metodológicos da Antropologia Social no Sul da Europa", no Instituto de
Ciências Sociais, a 30 de Janeiro de 1987
A flor e o estrume: a propósito dos cadernos de
Georges Braque (questões metodológicas em Sociologia da Arte), nas VI
Jornadas de Comunicação e Cultura do ISCTE, 31 de Janeiro de 1987
1988
Os brancos de António Ramos Rosa, no colóquio
"Moderno/Pós-Moderno", organizado pelo Departamento de Comunicação
Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova
de Lisboa na Fundação Calouste Gulbenkian, a 4 de Fevereiro de 1988
1989
Cultura Portuguesa no século XIX e Cultura
Portuguesa no século XX, na Embaixada Americana em Lisboa, nos dias 2 e
16 de Março de 1989
Nem normal nem patológico: sobre a diferença e a
indiferença, nas VI Jornadas de Pós-Graduação em Psiquiatria, na
Biblioteca da Universidade Católica de Lisboa, a 1 de Junho de 1989
A juventude e o teatro depois da pós-modernidade:
a macguffinização da experiência?, no colóquio "Teatro, mira da
juventude?", organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian na Casa de
Mateus, de 9 a 12 de Junho de 1989
1990
Vocações do cinema e da televisão, no debate
sobre "Cinema e televisão" organizado pelo Clube Português de Artes e
Ideias a 28 de Maio de 1990
As artes na era da diferenciação social, no 1º
Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, em Coimbra, a 3 de
Julho de 1990
O real muda: e a sua interpelação?, no 11º
Congresso da Associação Internacional de Críticos de Teatro, na
Fundação Calouste Gulbenkian, a 13 de Setembro de 1990;
Os públicos dos teatros ABC, A Barraca, Casa da
Comédia, Comuna, Cornucópia, D. Maria II, Teatro Aberto e Villaret,
segundo inquéritos realizados em 1987 e 1988, no 1º Colóquio José de
Castro, sobre "Os públicos do teatro português", organizado pela Câmara
Municipal de Oeiras, a 1 de Outubro de 1990
A poética da ciência, no Seminário "Poesia e
ciência: atracção e contactos", a 26 de Outubro de 1990, integrado no
ciclo "A descoberta do universo", organizado no Porto pelo Centro de
Astrofísica da Universidade do Porto e pela Câmara Municipal do Porto
Les scénarios et l'expérience du sacré: Pasolini
et l'inhumain, no Colóquio "Pasolini et le sacré", organizado em
l'Arbresle pelo Centre Thomas More, de 30 de Novembro a 2 de Dezembro
de 1990
Arts et syncrétisme, no Colóquio "Post-modernité
et syncrétisme", organizado na Sorbonne pelos Centre de Recherche sur
l'Imaginaire e Centre d'Études sur l'Actuel et le Quotidien a 12 e 13
de Dezembro de 1990.
1991
Teoria do argumento, no 1º Curso Livre de
Introdução ao Cinema organizado pelo Departamento de Estudos
Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade
Nova de Lisboa, a 18 de Fevereiro de 1991
Públicos das artes ou artes públicas?, no
Colóquio Internacional "Percepção estética e públicos da cultura",
organizado pelo Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian em
colaboração com o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do
ISCTE, nos dias 11 e 12 de Outubro de 1991
Recuperação de espaços teatrais no concelho de
Oeiras, no Colóquio Internacional "Arqueologia e recuperação dos
espaços teatrais", organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian a 25 e
26 de Outubro de 1991
1992
Questões teóricas e metodológicas na sociologia
das artes, no 2º Congresso Português de Sociologia, de 5 a 7 de
Fevereiro de 1992
Art and society, no 5th. Meeting do International
Conference Group on Portugal, intitulado "Portuguese studies in
international perspective: the state-of-the-art and the pressures for
change", 12 de Junho de 1992
Sociologia e administração das artes, no I Curso
de Gestão do Património Cultural, organizado em Coimbra pelo Centro de
Estudos e Formação Autárquica, a 18 de Setembro de 1992
Os públicos dos teatros de Lisboa: primeiras
hipóteses, no 3º Congresso Internacional de Sociologia do Teatro, na
Fundação Calouste Gulbenkian, a 2 de Novembro de 1992
Emigrantes imigrados: da Lousã ao Connecticut,
uma investigação em dois tempos, no Colóquio Internacional sobre
Emigração-Imigração Portuguesa nos séculos XIX e XX, na Fundação
Calouste Gulbenkian, a 12 de Novembro de 1992
1993
Falsos testemunhos, no debate “Teatro
independente: existe? esgotou?”, no Teatro da Cornucópia, a 10 de Maio
de 1993
O argumento de cinema, entre o teatro e o
romance, no debate "Argumento, teatro e cinema", integrado no III
Festival Internacional de Teatro, no Teatro Nacional D. Maria II, a 12
de Maio de 1993
A personagem, a cenografia e o tempo, no colóquio
sobre "Fotografia de Teatro e Dança", organizado pela Fundação das
Casas de Fronteira e Alorna, no Palácio Fronteira, a 27 de Outubro de
1993
O drama televisivo, no 1º Congresso do Teatro
Português, na Fundação Calouste Gulbenkian, a 22 de Novembro de 1993
1994
Entre a filosofia e a filosofia, a perspectiva
das ciências sociais, no Nono Encontro de Filosofia, subordinado ao
tema "Estética e Filosofia", na Reitoria da Universidade de Coimbra, a
4 de Março de 1994
Novas e velhas contradições do Cinema Novo em
Portugal, no colóquio internacional “Cultura e Economia”, organizado
pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no âmbito
de Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura, na Culturgest, a 9 de
Novembro de 1994
1995
Cinema e filosofia, no colóquio sobre “Linguagens
e comunicação” organizado pela Associação de Professores de Filosofia,
na Fundação Cupertino de Miranda, a 29 de Maio de 1995
1996
Uma margem no centro: arte e poder (ou a arte no
poder) no cinema português dos anos 50 a 90, no III Congresso Português
de Sociologia, a 7 de Fevereiro de 1996
"Amo-te como a um túmulo": o novo cinema
português, no debate promovido pelo cineclube de Faro no âmbito das
comemorações do centenário do cinema português, a 29 de Junho de 1996
Hamlet: "O que está em mim excede o gesto", nos
II Encontros Interdisciplinares da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sobre “O conceito de
representação”, a 22 de Novembro de 1996
A voz: espelho da alma?, na Conferência Nacional
“O Som e a Informação”, organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, no
dia 12 de Dezembro de 1996
1997
A “ideia do teatro” em Ortega y Gasset, no
Colóquio Internacional “Ortega e a modernidade estética”, organizado
pelo Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens e pelo Instituto de
Filosofia da Linguagem na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da
Universidade Nova de Lisboa, a 30 de Janeiro de 1997
As artes, várias vidas, várias mortes, no
Colóquio Internacional “Declínio da arte/Ascensão da Cultura”,
organizado pela Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, a 5 de
Março de 1997
O corpo na sombra, no Colóquio “O corpo
reflectido”, organizado pela Associação de Professores de Filosofia,
Matosinhos, 21 de Abril de 1997
Seminário de Guionismo Cinematográfico, no
Festival “Caminhos do Cinema Português 97”, organizado pelo Centro de
Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra, 17 a 27 de
Abril de 1997 (seminário posteriormente repetido em 2001 e 2002)
Construir um filme, nos Encontros de Cinema “Da
vida dos filmes, dos filmes da vida: a propósito do Centenário do
Cinema Português”, organizados pelo Cineclube de Faro, 29 de Abril de
1997
Seminário de Escrita para Cinema e Televisão, na
Fundação Calouste Gulbenkian nos meses de Abril, Maio e Junho de 1997
Artaud e os seus duplos, no Colóquio
Internacional “À espera de Artaud”, que organizou com o apoio do Centro
de Estudos de Comunicação e Linguagens e o Instituto Franco-Português,
a 13 de Outubro de 1997
Narração e enunciação, nos III Encontros de
Cinema: “Cinema e Literatura”, organizados pela Sala de Estudos
Cinematográficos da Universidade de Coimbra, a 23 de Outubro de 1997
1998
How Portuguese is Portuguese Cinema?, no
“Portuguese Film Festival” organizado pelo Department of Classical and
Modern Languages da Rutgers University, Estados Unidos da América, 17
de Abril de 1998
O quadro branco, no 10º Encontro Nacional da
Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual, “A arte
como linguagem universal”, 7 de Maio de 1998
Panorâmica do cinema português, no “Curso de
Língua e Cultura Portuguesas” da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade Nova de Lisboa”, 3 de Julho de 1998
Teatro nu, no Colóquio Internacional “Teatro
Iberoamericano o Teatro en Iberoamérica?”, Jarandilla de la Vera, 28 de
Julho de 1998
A arte no mundo contemporâneo, apesar dos
impasses, no Simpósio Internacional “Arte e Cultura Contemporânea”
organizado pela Universidade Federal Fluminense, Niterói, a 17 de
Setembro de 1998
1999
A realidade das imagens do real, no Congresso da
Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação “As Ciências da
Comunicação na Viragem do Século”, a 23 de Março de 1999
Tendências e recorrências do cinema português, no
Curso de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa, a
6 de Julho de 1999
O amor como cena, no Curso de Língua e Cultura
Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa, a 22 de Julho de 1999
2000
O velho e o novo no Cinema Português, na
Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, a 24 de
Abril de 2000
Suspeitas sobre o espectáculo, no Encontro do
Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade,
Imaginário e Teatralidade (GIPE-CIT) da Universidade Federal da Bahia
Situação e Temas do Ensino e Investigação das
Artes Cénicas em Portugal, na I Reunião Científica da Associação
Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cénicas (Abrace), em
Salvador da Bahia, a 3 de Maio de 2000
Dúvidas sobre a imagem, no Curso da Arrábida “A
Construção do Olhar”, 24 de Agosto de 2000
2001
La relevancia da la teoría del espectáculo en la
teoría de la comunicación, o el anillo de Stanislavski, no I Congresso
Ibérico de Comunicação, Málaga, 9 de Março de 2001, em que presidiu à
secção Teoría del Espectáculo
Os públicos da arte, no ciclo de conferências
associado à Exposição “KWY Paris 1958-1968”, Centro Cultural de Belém,
8 de Junho de 2001
Grandes tendências do cinema português, no Curso
de Língua e Cultura Portuguesas, Universidade Nova de Lisboa, 6 de
Julho de 2001
Posições e dúvidas sobre a virtualidade do
virtual, no Congresso Internacional sobre Cultura das Redes, organizado
pelo CECL na Fundação Calouste Gulbenkian, em Outubro de 2001
O espectáculo da comunicação, no ciclo de
conferências “20 anos para 2000”, comemorativos dos 20 anos do
Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa,
a 22 de Novembro de 2001
2002
Conversa inacabada sobre o cinema português, no
colóquio “Le cinéaste portugais João Botelho”, organizada pela
Universität Trier e realizado na Cinemateca do Luxemburgo a 9 de
Fevereiro de 2002
Lugares de passagem ou de contacto?, no Debate
sobre “Psicologia e Dança” organizado pela Faculdade de Psicologia da
Universidade de Coimbra a 5 de Março de 2002
Tendências e recorrências do cinema português
(retomando a conferência de 1999) e Poemas portugueses: de Camões a
Ramos Rosa, no Curso de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade
Nova de Lisboa, a 4 e a 10 de Julho de 2002
2003
Orfeu e Ecrã, no Colóquio sobre “Natália
Correia”, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade
Nova de Lisboa, a 27 de Março de 2003.
Bibliografia:
Livros e artigos:
Young people and the aging of remote rural areas,
in Franz Pavelka e Michel Stefanov (orgs.), Rural Youth: yesterday,
today, tomorrow, Sofia, International Sociological Association/
European Centre for Social Welfare Training and Research/ Institute of
Youth Studies, 1985
Terra Que Já Foi Terra: análise sociológica de
nove lugares agro-pastoris da serra da Lousã, Lisboa, Salamandra, 1985,
290 páginas
Deixar ou não o meio rural: notícia e comentário,
Revista Crítica de Ciências Sociais,nº 21, Novembro de 1986
A ciência e o regresso da estética, Revista
Portuguesa de Psicanálise, nº 4, Dezembro de 1986
Her lips were soft: presença da estética na
ciência, Revista de Comunicação e Linguagens, nº 5, Novembro de 1987
Chez eux, chez nous, in Antoine Lion e Pedro de
Meca (orgs.), Culture et pauvretés, Paris, La Documentation Française,
1988
Os brancos de António Ramos Rosa, Revista de
Comunicação e Linguagens, nº 6/7, Março de 1988
A dimensão dramática, literária e visual do
trabalho científico: alguns exemplos, Sociologia: Problemas e Práticas,
nº 7, Outubro de 1989
Luso-americanos no Connecticut: questões de
etnicidade e de comunidade, separata de Povos e Culturas, nº 2, datado
de 1987 mas efectivamente saído em Novembro de 1989, 148 páginas
Uma cenografia de câmara, in José Manuel
Castanheira, O Espaço Memória, Lisboa, Centro de Arte Moderna, Fundação
Calouste Gulbenkian, 1989
Os usos das artes na era da diferenciação social:
críticas e alternativas a Pierre Bourdieu, Revista de Comunicação e
Linguagens, nº 12/13, Janeiro de 1991
A figura da derrota no cinema português, Via
Latina, nº 3, Maio de 1991
O real muda: e a sua interpelação?, in O Teatro e
a Interpelação do Real, edição trilingue da Associação Portuguesa de
Críticos de Teatro e das Edições Colibri, Lisboa, edição bilingue
datada de 1990 mas efectivamente publicado em 1992
Recuperação de espaços teatrais no concelho de
Oeiras, in José Manuel Castanheira (org.), Arqueologia e recuperação
dos espaços teatrais, Lisboa, ACARTE/ Fundação Calouste Gulbenkian,
datado de 1992 embora de facto publicado em 1993
Públicos das artes ou artes públicas?, in Idalina
Conde (coord.), Percepção Estética e Públicos da Cultura, Lisboa,
ACARTE/Fundação Calouste Gulbenkian, datado de 1992 embora de facto
publicado em 1993
Bourdieu e as críticas que caíram ao chão,
Revista Crítica de Ciências Sociais, nº 37, Junho de 1993
Scénographier le temps, in José Manuel
Castanheira, Scénographies: 1973-1993, Évora, Nobilis, 1993, volume
publicado como catálogo da exposição realizada no Centre Georges
Pompidou
Emigrantes imigrados: da Lousã ao Connecticut,
uma investigação em dois tempos, in Nizza da Silva, Ioannis Baganha,
Maria José Maranhão e Halpern Pereira (orgs.), Emigração/imigração em
Portugal: actas do Colóquio Internacional sobre Emigração e Imigração
em Portugal (séculos XIX e XX), Lisboa, Fragmentos, 1993
Questões teóricas e metodológicas na sociologia
das artes, in José Madureira Pinto (org.), Estruturas Sociais e
Desenvolvimento, Actas do II Congresso Português de Sociologia, vol.
II, Lisboa, Fragmentos, 1993
Emigração: o eterno mito do retorno, Oeiras,
Celta, 1994, 65 páginas
Os públicos dos teatros de Lisboa: primeiras
hipóteses, Análise Social, vol. XXIX, nº 129, 1994
Os Outros da Arte, Oeiras, Celta, 1996, 316
páginas;
Co-organizou, com João Mário Grilo, o número 23
da Revista de Comunicação e Linguagens, dedicado ao centenário do
cinema, com data de Dezembro de 1996. Aí publicou o artigo
Fenomenologias do cinema e as recensões a Fidelino de Figueiredo, “De
regresso de Hollywood” e Almada Negreiros, “O cinema é uma coisa e o
teatro é outra”, além de co-traduzir os artigos “Qual é o problema da
teoria do cinema?”, de Ian C. Jarvie, “7 argumentos em defesa da 7ª
arte ou a conta do talento”, de Yvette Biro, “Fim de Festa”, de Raymond
Bellour e “Como todos os velhos casais, cinema e televisão acabaram por
ficar parecidos”, de Serge Daney
Artaud, um visionário do cinema, no catálogo que
dirigiu para o ciclo organizado em conjunto pelo Núcleo de Estudos
Cinematográficos da Universidade Nova de Lisboa e pela Cinemateca
Portuguesa, Lisboa, Outubro de 1997
Glosa a versos de Ammons, in A Arte, o Artista e
o Outro, Vila Nova de Famalicão, Fundação Cupertino de Miranda, 1997
Organizou o número 24 da Revista de Comunicação e
Linguagens, com o tema “Dramas”, dedicado às questões da representação,
drama e espectáculo, com data de Junho de 1998. Aí publicou o seu
artigo Artaud entre a vida e a morte, e foi co-tradutor do artigo
“Performance e cultura performativa: o teatro como modelo cultural”, de
Erika Fischer-Lichte
As artes: várias vidas, várias mortes, in Antelo,
Camargo, Andrade e Almeida (orgs.), Declínio da arte/Ascensão da
Cultura, Letras Contemporâneas/Abralic, Florianópolis (Brasil), 1998
El fuego de Pina Bausch, Revista Apuntes Teatro,
nº 116, Santiago de Chile, 2º semestre de 1999
Ficção e abdução, Educare Educere, Ano V, nº 6,
Junho de 1999
Uma margem no centro: a arte e o poder do ‘novo
cinema’, in Luís Reis Torgal (org.), O Cinema sob o Olhar de Salazar,
Lisboa, Círculo de Leitores, 2000 (e posteriormente na editora Temas e
Debates, 2001)
Pode uma peça sobre o poder ser também sobre a
amizade?, prefácio a Richard Dresser, Abaixo da Cintura, Oeiras, Celta,
2001, tradução sua e primeiro volume de uma colecção de teatro e cinema
que passou a orientar nesta editora
Posições e dúvidas sobre a virtualidade do
virtual, in Revista de Comunicação e Linguagens, nº extra, A Cultura
das Redes, Junho de 2002
Imagens da Imagem, in José Bragança de Miranda e
Joel Frederico da Silveira (orgs.), As Ciências da Comunicação na
Viragem do século: Actas do I Congresso da Associação Portuguesa de
Ciências da Comunicação, Lisboa, Vega, 2002
A Realidade das Imagens do Real, in José Bragança
de Miranda e Joel Frederico da Silveira (orgs.), As Ciências da
Comunicação na Viragem do século: Actas do I Congresso da Associação
Portuguesa de Ciências da Comunicação, Lisboa, Vega, 2002
Destaques da actualidade teatral portuguesa, in
Celcit, Revista de Teatro, nº 22, Buenos Aires, Setembro de 2002
Organizou o número 32 da Revista de Comunicação e
Linguagens, com o tema “Ficções”, no prelo, para o qual contribuiu
também com o artigo Alternativas ao realismo no novo cinema português
Uma aventura permanente: história e sociografia
do novo cinema português (1961-1990), Lisboa, Observatório de
Actividades Culturais, livro no prelo
Conversation inachevée sur le cinéma portugais,
in Henry Thorau (org.), João Botelho, Cinémathèque de Luxembourg, no
prelo
Orfeu e Ecrã, sobre as encenações televisivas de
Natália Correia, in Fernando Rebello (org.), Natália Correia, London,
Rebello Publishing, no prelo
An afternoon in Portugal: andanças
luso-americanas no Connecticut, in Salwa Castel Branco e Jorge Freitas
Branco (orgs.), Vozes do Povo: a folclorização em Portugal, Oeiras,
Celta, no prelo
Experimentar viver: Bartís, Bausch, Pérez,
Pavlovsky, revista Gestos, número dedicado ao Processo Teatral,
University of California, no prelo
Outras publicações
Para catálogos de exposições, escreveu três
textos:
Objectos de desconfiança, para a exposição de
pintura de Rogério Silva, Lisboa, Galeria Monumental, Março de 1986
O colete e a força - comentário sobre a espera e
a barbárie, para a exposição colectiva intitulada À Espera dos
Bárbaros, Lisboa, Galeria Pedro e o Lobo, Julho de 1990
Femaëlstrom, para a exposição de pintura de
Filomena Serra, Lisboa, Galeria de São Bento, 1999
Tem também escrito regularmente nos seguintes
jornais e revistas: Jornal de Letras, Expresso, Público, Pública,
Diário de Notícias, Já, Vida Mundial, Première. De entre os textos de
maior dimensão, destaca:
Questões de gosto sem senso, sobre Edgar Morin,
Jornal de Letras, 1984
Para situar o Carnaval, Jornal de Letras, nº 87,
3 de Março de 1984
Linguagens e comunicação, recensão ao livro
Estratégias da Comunicação, de Adriano Duarte Rodrigues, Público, 23 de
Novembro de 1990
Esqueceram-se do Tim, sobre o filme Pequenos
Crimes entre Amigos, de David Boyle, Já, nº 1, 21 de Março de 1996
Cavalheiro procura convívio, sobre o filme Afirma
Pereira, de Roberto Faenza, Já, nº 1, 21 de Março de 1996
O mudo que fala, sobre o filme Há Festa na
Aldeia, de Jacques Tati, Já, nº 2, 28 de Março de 1996
O rato pariu um filme, sobre o filme Toy Story,
de John Lasseter, Já, nº 3, 4 de Abril de 1996
Mário Viegas viveu, Já, nº 3, 4 de Abril de 1996
Othello resiste, sobre o filme Othello, de Oliver
Parker, Já, nº 5, 18 de Abril de 1996
O Coração de Oliveira, sobre o filme A Caça, de
Manoel de Oliveira, Já, nº 6, 24 de Abril de 1996
A Bela e o Bêbedo, sobre o filme Morrer em Las
Vegas, de Mike Figgis, Já, nº 7, 2 de Maio de 1996
A ambiguidade do mal, sobre o filme A Sede do
Mal, de Orson Welles, Já, nº 9, 16 de Maio de 1996
Diário Bufo, sobre o workshop de Philippe Gaulier
na Fundação Gulbenkian dedicado à Técnica do Bufão, Já, nº 9, 16 de
Maio de 1996
O regresso ao ringue, entrevista a Fernando
Lopes, Já, nº 11, 30 de Maio de 1996
Pepino cor-de-rosa, sobre o filme Comer, Beber,
Homem, Mulher, de Ang Lee, Já, nº 13, 13 de Junho de 1996
Mais Morto que vivo, sobre o teatro brasileiro,
Já, nº13, 13 de Junho de 1996
Cinema Underground, Já, nº 14, 20 de Junho de 1996
Tabacarias, sobre o filme Fumo, de Waine Wang e
Paul Auster Já, nº 14, 20 de Junho de 1996
A nós o que é de César, sobre o filme A Flor do
Mar, de João César Monteiro, Já, nº 14, 20 de Junho de 1996
De Washington a Clinton, sobre os presidentes no
cinema americano, Já, nº 15, 27 de Junho de 1996
Presidentes encenados, sobre a encenação da vida
política, Já, nº 15, 27 de Junho de 1996
Chaplin no pátio, sobre o filme Dom Roberto, de
Ernesto de Sousa, Já, nº 15, 27 de Junho de 1996
Se os índios fizessem filmes, sobre o género
western, Já, nº 16, 4 de Julho de 1996
Ascensão, sobre o filme Para além das nuvens, de
Michelangelo Antonioni e Wim Wenders, Já, nº 17, 11 de Julho de 1996
A Valsa no Espaço, sobre o filme 2001, Odisseia
no Espaço, de Stanley Kubric, Já, nº 18, 18 de Julho 1996
Fax de Deus sobre os Anjos, sobre a temática dos
anjos, Já, nº 18, 18 de Julho de 1996
Anjos de Celulóide, sobre os anjos no cinema, Já,
nº 18, 18 de Julho de 1996
Admirável New Age, sobre o filme Safe, de Todd
Haynes, Já, nº 19, 25 de Julho de 1996
Elite para todos, sobre o filme Brigada de Elite,
de Lee Tamahori, Já, nº 20, 1 de Agosto de 1996
Pretérito Imperfeito, sobre a exposição O Cinema
Vai ao Teatro, patente no Museu do Teatro, Já, nº 22, 15 de Agosto de
1996
Diário de um estágio e Actores que não
representam, reportagem com Marcia Haufrecht, do Actor’s Studio, Já, nº
23, 22 de Agosto de 1996
Trintões ao telefone, sobre o filme Denise
Telefona, de Hal Salwen, Já, nº 24, 29 de Agosto de 1996
Os desastres de Mabel, sobre o filme Uma Mulher
sob Influência, de John Cassavetes, Já, nº 25, 5 de Setembro de 1996
Bloodygena, sobre a actriz Gena Rowlands, Já, nº
25, 5 de Setembro de 1996
Prince quebra-nozes, sobre The Jeoffrey Ballet,
Já, nº 26, 12 de Setembro de 1996
Bem-vindos a Fargo, sobre o filme Fargo, de Joel
e Ethan Coen, Já, nº 26, 12 de Setembro de 1996
Motamorfoses do cinema, Já, nº 30, 10 de Outubro
de 1996
Cinema Trabalhista, sobre o filme Segredos e
Mentiras, de Mike Leigh, Já, nº 31, 17 de Outubro de 1996
O Teatro de Leigh, sobre o dramaturgo e encenador
Mike Leigh, Já, nº 31, 17 de Outubro de 1996
Pop-Modernismo, sobre o filme Trainspotting, de
Danny Boyle, Já, nº 33, 31 de Outubro de 1996
Sexo com dor, sobre o filme O Último Tango em
Paris, de Bernardo Bertolucci, Já, nº 34, 7 de Novembro de 1996
Filmes desesperados, sobre uma mostra de cinema
contemporâneo, Já, nº 35, 14 de Novembro de 1996
Vã Glória, sobre o filme O Quartilho, de Fábio
Barreto, Já, nº 36, 21 de Novembro de 1996
Party, sobre o filme Party, de Manoel de
Oliveira, Já, nº 37, 28 de Novembro de 1996
O Festival de Munique, Já, nº 37, 28 de Novembro
de 1996
Shakespeare, Groucho Modo, sobre o espectáculo As
Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos, pela Reduced
Shakespeare Company, Já, nº 37, 28 de Novembro de 1996
Morte e Insurreição de Antonin Artaud, Vida
Mundial, nº 2, Março de 1998
Mudanças de Pina Baush, Vida Mundial, nº 4, Maio
de 1998
Espero que filmes isto com amor, a propósito do
filme de Fernando Lopes sobre Pina Bausch, Vida Mundial, nº 5, Junho de
1998
O teatro como ‘cosa mentale’, diálogo com Luís
Miguel Cintra a propósito do aniversário do Teatro da Cornucópia, Vida
Mundial, nº 9, Outubro de 1998
Os papa teatro, sobre o Festival de Avignon,
Pública, 1 Agosto de 1999
A força da idade, sobre três espectáculos de Pina
Bausch, Expresso, 25 de Março de 2000
Cultura e Preconceito, sobre a política estatal
relativa às artes do espectáculo, Expresso, 27 de Janeiro de 2001
Encontro de Experiências em Buenos Aires, sobre o
Festival de Teatro Iberoamericano em Buenos Aires, Diário de Notícias,
14 de Março de 2001
Festival de Mar del Plata, Première, 18 de Abril
de 2001
Direcção de trabalhos científicos:
Mestrado e Doutoramento
Orientou a dissertação de Mestrado em Estudo
Americanos da Universidade Aberta, intitulada “Vozes de Emigrantes:
História oral dos portugueses em Chicopee, Massachusetts”, do Lic. Tony
Sousa Claudino, aprovada em 13 de Janeiro de 1998.
Orientou a dissertação de Mestrado em Ciências da
Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade
Nova de Lisboa da Lic. Eleonor Margarida Motta Botelho de Melo Sousa,
com o título “Arte, para além da técnica – o mundo operatório da
técnica e o mundo simbólico da arte”. Foi aprovada em 2001 com Muito
Bom por unanimidade.
Está a orientar a dissertação de Mestrado em
Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da
Universidade Nova de Lisboa do Lic. Rui Miguel Silva Braz, com o título
“O Espaço do Teatro - tipologia dos espaços teatrais e condições da sua
emergência”.
Está a orientar a dissertação de Mestrado em
Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação no Departamento de
Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa
do Lic. Joaquim Paulo Nogueira, com o título “Escrita Teatral dos Anos
90: impasses e perspectivas da dramaturgia portuguesa do fim do
milénio”.
Está a orientar a dissertação de Doutoramento em
Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da
Universidade Nova de Lisboa do Mestre Delson Lima Filho, intitulada “A
Comunicação da Imagem Geometro-fractal na Arte de Vieira da Silva”.
Está a orientar a dissertação de Doutoramento em
Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da
Universidade Nova de Lisboa da Mestre Maria Paula Pinto Soares,
intitulada “Cinema como Arte e como relação entre as Artes: questões
teóricas e análise do cinema de João César Monteiro e do pós-cinema de
Bill Viola”.
Fez o enquadramento em Portugal e a co-orientação
da dissertação de doutoramento em Comunicação e Semiótica do Mestre
Jorge Luiz Cruz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo,
intitulada “Do modo do cinema: a palavra e a imagem”.
Orientou a dissertação de Doutoramento em
Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da
Universidade Nova de Lisboa da Mestre Vera Sandra dos Santos de Sousa
Borges, intitulada “O Teatro Profissional em Portugal nos Anos 90:
companhias e percursos”, até a candidata a transferir para o
Departamento de Sociologia.
Está a orientar a dissertação de doutoramento em
Ciências Sociais, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de
Lisboa, da mestre Cláudia Maria Guerra Madeira, intitulada “O
hibridismo nas artes performativas”.
Está a orientar a dissertação de Doutoramento em
Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da
Universidade Nova de Lisboa da Mestre Regina Lucia Gomes Souza e Silva,
intitulada “O cinema brasileiro exibido em Portugal: estudo da recepção
de filmes brasileiros do Cinema Novo ao Novo Cinema (1961-1990)”.
Está a orientar a dissertação de Doutoramento em
Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da
Universidade Nova de Lisboa da Mestre Leonor Areal e Silva Calvet da
Costa, intitulada “Ficções do real: representações e ideologia no
cinema português”.
Participação em Júris:
Júris Universitários
Foi membro dos júris dos exames ad-hoc de acesso
à licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade Nova de
Lisboa nos anos de 1990, 1995 e 1997.
A 12 de Junho de 1996, no Instituto de Ciências
Sociais, da Universidade de Lisboa, foi arguente da dissertação de
Mestrado em Ciências Sociais (Cultura e Mudança Social) intitulada
“Críticas e Críticos: um estudo sociológico da crítica literária nos
jornais”, do Lic. Rui Telmo Ferreira de Oliveira Gomes, orientada pela
Professora Doutora Eduarda Cruzeiro.
A 19 de Fevereiro de 1997, no Instituto de
Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, foi arguente da dissertação
de Mestrado em Ciências Sociais (Cultura e Mudança Social) intitulada
“Comédias Cinematográficas dos anos 30/40: textos e contextos”, do Lic.
Vasco Diogo, orientada pela Professora Doutora Maria de Lourdes Lima
dos Santos.
A 21 de Fevereiro de 1997, na Universidade Nova
de Lisboa, foi arguente da tese de Mestrado em Estudos Literários
Comparados intitulada “On the Air: voz, som e música na dramaturgia
radiofónica e televisiva de Samuel Beckett”, do Lic. Vasco Lorente
Corisco, orientada pela Professora Doutora Yvette K. Centeno.
A 12 de Janeiro de 1998, na Universidade Nova de
Lisboa, fez parte do júri de doutoramento e teve a intervenção final
nas provas de doutoramento em Ciências da Comunicação (especialidade de
cinema) do Lic. Eduardo Geada, que apresentou a dissertação intitulada
“Os Mundos do Cinema”.
A 13 de Janeiro de 1998, na Universidade Aberta
foi arguente da dissertação de Mestrado em Estudos Americanos da
Universidade Aberta, intitulada “Vozes de Emigrantes: História oral dos
portugueses em Chicopee, Massachusetts”, do seu orientando Lic. Tony
Sousa Claudino, aprovada em 13 de Janeiro de 1998.
A 20 de Maio de 1998, na Universidade Nova de
Lisboa, fez parte do júri de doutoramento em Estudos Portugueses
(especialidade em Literatura Portuguesa do Século XX) do Mestre Rui
Barreira Zink, que apresentou a tese intitulada “Banda Desenhada
Portuguesa Contemporânea”, orientada pelo Professor Doutor Arnaldo
Saraiva.
A 14 Abril de 1999, na Universidade Nova de
Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação
intitulada “Processos de Abstracção nas Linguagens Visuais: Pintura,
Cinema, Arte Vídeo e Videoclips”, da Lic. Patrícia Silveirinha,
orientada pelo Professor Doutor João Mário Grilo.
A 16 de Abril de 1999, na Universidade Nova de
Lisboa, fez parte do júri de doutoramento em Ciências da Comunicação da
Mestre Maria Teresa Cruz, que apresentou a tese intitulada
“Investigações sobre a modernidade estética: sobre arte, estética e
técnica”, orientada pelo Professor Doutor José Bragança de Miranda.
A 10 de Novembro de 1999, na Universidade Nova de
Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação
intitulada “Fotografia e a Imagem Construída: o privilégio de um olhar
moderno”, do Lic. António Sérgio Mah Alves da Silva, orientada pelo
Professor Doutor João Mário Grilo.
A 3 e 4 de Abril de 2000, na Universidade Nova de
Lisboa, foi arguente das provas de doutoramento em Ciências da
Comunicação (especialidade de Comunicação e Cultura) do Lic. João Maria
Gomes Ribeiro Mendes, que apresentou as dissertações “Por quê tantas
histórias: uma investigação na área de Comunicação e Cultura sobre o
lugar do ficcional na aventura humana” e “A nova plataforma
comunicacional e o que e por quê nela se ensina”, orientadas pelo
Professor Doutor Tito Cardoso e Cunha.
A 30 de Outubro de 2000, na Universidade da Beira
Interior, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação
intitulada “Violência e Cinema, Monstros, Soberanos, Ícones e Medos”,
do Lic. Luís Carlos da Costa Nogueira, orientada pelo Professor Doutor
José Bragança de Miranda.
A 22 de Fevereiro de 2001, na Universidade Nova
de Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação
intitulada “Arte, para além da técnica – o mundo operatório da técnica
e o mundo simbólico da arte”, da sua orientanda Lic. Eleonor Margarida
Motta Botelho de Melo Sousa.
A 30 de Março de 2001, na Faculdade de Letras da
Universidade de Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Estética e
Filosofia da Arte intitulada “O riso e as lágrimas: estudo sobre a
estética teatral de Samuel Beckett”, da Lic. Maria João Lopes dos Reis,
orientada pelo Professor Doutor Carlos João Correia.
A 7 de Novembro de 2001, na Universidade Nova de
Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação
intitulada “Cinema Total: A experiência cinematográfica e os efeitos
espectatoriais a partir da Filmologia”, do Lic. José Filipe Moreira da
Costa, orientada pelo Professor Doutor João Mário Grilo.
A 28 de Fevereiro de 2002, na Universidade Nova
de Lisboa, fez parte do júri e fez a intervenção final das provas de
doutoramento em Ciências da Comunicação do Lic. Eduardo Paz Barroso,
que apresentou as dissertações “Justificação e Crítica do Cinema
Português – Anos 60/Anos 70”, orientada pelo Professor Doutor Tito
Cardoso e Cunha.
A 4 de Junho de 2002, na Universidade Católica
Portuguesa (Escola das Artes, Porto), foi o arguente da tese de
mestrado em Som e Imagem intitulada “Anjo Caído: argumento para
telefilme”, do Lic. Paulo Jorge Rodrigues da Rosária, orientada pelo
Professor Doutor Arnaldo Saraiva.
A 18 de Janeiro de 2002, na Universidade Nova de
Lisboa, foi arguente da dissertação de Mestrado em História da Arte
Contemporânea intitulada “Teoria e Crítica de Arte em Portugal
(1871-1900), da Lic. Sandra Maria Fonseca Leandro, orientada pela
Professora Doutora Margarida Acciaiuolli.
A 6 de Junho de 2002, fez parte do júri que
concedeu na Universidade Nova de Lisboa a equivalência ao grau de
Mestre em História de Arte a Maria Paula Pinto Soares.
A 17 e 18 de Junho de 2002, na Universidade Nova
de Lisboa, fez parte do júri e fez a intervenção final das provas de
doutoramento em Ciências da Comunicação (especialidade de Cinema) do
Lic. Carlos Miguel de Sá e Melo Ferreira, que apresentou as
dissertações “As poéticas do cinema: a poética da terra e os rumos do
humano na ordem do fílmico” e “Para além das poéticas do cinema: o
cinematógrafo”, orientadas pelo Professor Doutor João Mário Grilo.
A 20 de Setembro de 2002, na Universidade Aberta,
foi arguente das provas de doutoramento em Teoria da Literatura,
especialidade de literatura comparada, da Mestre Maria do Rosário
Leitão Lupi Bello, que apresentou a dissertação “Da narrativa literária
à narrativa fílmica: ‘Amor de Perdição’, um exemplo de transcodificação
intersemiótica”, orientada pelos Professores Doutores Vítor Aguiar e
Silva e Carlos Reis.
A 30 e 31 de Janeiro de 2003, na Universidade
Nova de Lisboa, fez parte do júri das provas de doutoramento em
Ciências da Comunicação (especialidade de Cinema) do Lic. Rafael
Pereira Godinho, que apresentou a dissertação “Estética d’Os Amores
Frustrados: dandismo e melancolia na obra cinematográfica de Manoel de
Oliveira” e a tese complementar “O labirinto da cor: de Dreyer a Klee”,
orientadas pelo Prof. Doutor João Mário Grilo.
Em Fevereiro de 2003, na Universidade Nova de
Lisboa, fez parte do júri que concedeu na Universidade Nova de Lisboa a
equivalência ao Mestrado em Ciências da Comunicação a Regina Lúcia
Gomes Souza e Silva.
A 8 de Abril de 2003, na Faculdade de Belas Artes
da Universidade de Lisboa, foi arguente das provas de Mestrado em
Teorias da Arte da Lic. Elisa Maria Gaudêncio Soares, que apresentou a
dissertação “Cruz Filipe: Viagem do tempo do cinema ao interior do
tempo da pintura”, orientada pelo Prof. Pintor Hugo Ferrão.
Outros Júris
De Outubro de 1988 a Maio de 1992, foi consultor
da Câmara Municipal de Oeiras para a área do teatro.
Fez parte, em 1996, da Comissão Consultiva do
Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, para a
Concessão de Bolsas de Estudo na área do teatro e dança.
Foi membro do Júri de selecção de
curtas-metragens do Instituto Português de Arte Cinematográfica e
Audiovisual (IPACA), Outubro de 1996.
Foi membro do Júri de selecção de primeiras obras
(longas-metragens) do Instituto Português de Arte Cinematográfica e
Audiovisual, Novembro de 1996.
Foi Presidente do Júri de selecção de
longas-metragens do Instituto Português de Arte Cinematográfica e
Audiovisual, Maio e Novembro de 1997.
Foi assessor da exposição “Objectos
Comunicantes”, inaugurada a 13 de Setembro de 1999 no âmbito da
Experimentadesign99.
Foi membro do Júri de selecção de
longas-metragens do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia
(ICAM), em Agosto de 1999 e Janeiro de 2000.
Foi membro do Júri do Prémio APAD de Teatro 2001,
atribuído em Junho de 2002 pela Associação Portuguesa de Argumentistas
e Dramaturgos.
Funções organizativas:
No Departamento de Ciências da Comunicação
É, presentemente, Presidente da Comissão
Científica e Coordenador do Departamento de Ciências da Comunicação.
Foi membro da Comissão Pedagógica do Departamento
de Ciências da Comunicação nos anos lectivos de 1994/95, 95/96 e seu
Presidente no ano lectivo 1997/1998.
Em Fevereiro de 1999, foi eleito Coordenador e
Presidente da Comissão Científica do Departamento de Ciências da
Comunicação, cargos que exerceu até Fevereiro de 2000.
Nessas funções, para além da gestão corrente,
organizou em Março a visita da Comissão de avaliação externa, com
grande participação dos docentes, estudantes e entidades empregadoras e
elaborou a respectiva documentação.
Durante o seu mandato, foram aprovados: o novo
Grupo de Disciplinas de Ciências da Comunicação; o novo regulamento de
Mestrado; uma proposta de contrato-programa, que foi apresentado como
modelo aos outros Departamentos; os ECTS e regras para dar
equivalências a notas estrangeiras e uma proposta de elenco de Majors e
Minors em Ciências da Comunicação.
Organizou uma reunião de todos os docentes, em
Junho, onde se trocaram experiências, programas, bibliografias, linhas
de trabalho.
Organizou uma reunião com antigos alunos e deixou
bem encaminhada a criação da respectiva Associação, já com estatutos.
Conseguiu a aquisição de valioso equipamento de
informática, imagem e som.
Dinamizou o processo de elaboração de protocolos
com todos os outros cursos de comunicação do país, bem como a relação
com a Biblioteca central da Faculdade.
Conseguiu contratações para abrir as disciplinas
de Ciberjornalismo e Fotografia.
No Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens
(CECL)
É membro do Centro de Estudos em Comunicação e
Linguagens (CECL). Nesse âmbito, tem organizado a vinda de vários
Professores estrangeiros. No concurso de 1999 para projectos de
investigação científica e desenvolvimento tecnológico da Fundação para
a Ciência e a Tecnologia, apresentou o projecto individual “Comunicação
e Incomunicação no novo cinema português” e integrou a equipa do
projecto colectivo “Tendências da cultura das redes em Portugal”; ambos
os projectos foram financiados, em 2002. Desde 2003, coordena a linha
de acção “Cinema, Ficção e Drama”
Faz parte da Redacção da Revista de Comunicação e
Linguagens, e, desde 1996, pertence ao seu Conselho Editorial.
Organizou três números dessa revista, intitulados O Que É o Cinema?,
Dramas e Ficções.
Moderou uma das mesas do ICTM’97: Conferência
Internacional sobre Tecnologias e Mediação, organizado pelo
Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa,
o Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, o Departamento de
Comunicação Social da Universidade da Beira Interior e o CNRS/LAIOS de
Paris, a 29 de Março de 1997
Organizou o Colóquio Internacional “À espera de
Artaud”, com o apoio do Instituto Franco-Português, em Outubro de 1997
Coordenou a secção “Mapeamento da experiência” do
1º Congresso Internacional sobre Cultura das Redes, organizado pelo
CECL na Fundação Calouste Gulbenkian em Outubro de 2001
No Núcleo de Estudos Cinematográficos
Foi um dos fundadores, em Outubro de 1996, do
Núcleo de Estudos Cinematográficos da Faculdade de Ciências Sociais e
Humanas da Universidade Nova de Lisboa, de configuração
interdepartamental, dedicado à investigação, pedagogia e divulgação do
cinema. Aí estruturou, em 1997, um programa de Pós-graduação e
Mestrado, já aprovado em Senado Universitário.
Também no âmbito do Núcleo, organizou em Outubro
e Novembro de 1997 um ciclo de filmes com Antonin Artaud ou por ele
escritos e de vídeos sobre a sua vida e obra, exibidos na Faculdade de
Ciências Sociais e Humanas e na Cinemateca Portuguesa. Para esse ciclo,
organizou um catálogo e escreveu o respectivo texto de introdução.
Do Futuro Núcleo de Estudos das Artes do
Espectáculo
Está a preparar com colegas de vários
departamentos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas a fundação,
muito em breve, de um Núcleo de Estudos das Artes do Espectáculo,
dedicado a investigar, experimentar e ensinar o que diz respeito às
artes cénicas. Pretende-se, entre outras actividades, oferecer um
Mestrado em Artes do Espectáculo a partir do ano lectivo de 2004/2005.
Outras funções organizativas
É membro fundador da Associação Portuguesa de
Ciências da Comunicação (SOPCOM). Fez parte da Comissão de Programa do
seu 1º e do seu 2º Congresso, intitulado “As Ciências da Comunicação na
Viragem do Século”, coordenando a secção “Comunicação, Imagens e
Imaginário”.
No I Congresso Ibérico de Comunicação, em Málaga,
em Março de 2001, presidiu à secção Teoría del Espectáculo.
Actividade Artística:
Formação artística
Tem feito regularmente estágios e aulas de voz,
canto, jazz, pantomima, sapateado, técnica de máscara, técnica de
bufões, Alexander Technique, Linklater Technique, Tai Chi Chuan, Chi
Kung, contact improvisation, body-mind centering, ioga, bioenergética e
biosíntese, expressão dramática, interpretação, método do Actor’s
Studio, encenação e guionismo com professores portugueses, franceses,
italianos, ingleses, alemães, russos e americanos. Destaca, entre as
pessoas com quem trabalhou, Peter Brook, Pina Bausch, Andrei Serban,
Eugenio Barba, Julia Varley, Polina Klimovistskaya, Martia Haufrecht,
Philippe Gaulier, Adolfo Gutkin, Mario Valdez, Howard Sonenklar, Ana
Waxman, Walton Bir, Yvette Biro, Nicola Badaluco, Gilberto Briani, José
de Oliveira Barata, António Brito, Maria João Serrão, Maria do Rosário
Coelho, Inês Martins, Lúcia Lemos e Conceição Nunes.
Actividade Teatral
Iniciou a sua actividade teatral em Coimbra: no
Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) fez um curso de
teatro com os professores José de Oliveira Barata, Mário Barradas,
Adolfo Gutkin, Joaquim Benite e Orlando Worm e participou como actor na
peça E Agora?, encenada por Adolfo Gutkin, apresentada em vários
teatros do país e no Festival Internacional de Lyon de 1978.
Em 1980, já em Lisboa, depois de uma breve
passagem, como actor, pelo Teatro Nacional D. Maria II, fundou o grupo
Íbis. Em 1981 estreou o espectáculo Drama em Gente: exposição teatral
sobre Fernando Pessoa, de que fez a dramaturgia e a encenação, e em que
participou como actor; ganhou com este espectáculo o Prémio Revelação
1981 da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
Em 1983 apresentou Poemas a Piaf (com textos de
Jorge de Sena e canções de Edith Piaf), onde trabalhou igualmente como
dramaturgista, encenador e actor.
Em 1984, ainda com o Íbis, encenou Sonata, de
Yannis Ritsos, que apresentou na Fábrica de Cerâmica Lusitânia, em
Lisboa, e na IV SITU, em Coimbra.
Em 1985, dirigiu a leitura encenada de peça Meio
Dia, de Luís Figueiredo Tomé, na Sociedade Portuguesa de Autores.
No mesmo ano traduziu a peça A Noite das
Tríbades, de Peer Olov Enquist, que foi apresentada no Teatro da
Trindade com encenação de Fernanda Lapa.
Ainda em 1985, foi assistente de encenação do
argentino Ricardo Marques na peça Embalagem Perdida, de Vera Feyder, no
Instituto Franco-Português, posteriormente emitida na RTP2.
Em 1986 encenou para o CITAC Crime na Catedral,
de T.S. Eliot, com tradução sua; o espectáculo estreou no Convento de
Santa Clara a Velha, em Coimbra, apresentando-se seguidamente no Porto
(no âmbito do FITEI) e em vários outros pontos do país.
Em Abril de 1987 estreou-se no papel de Horácio
da peça Hamlet, de William Shakespeare, com encenação de Carlos Avilez,
no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.
De Setembro de 1987 a Fevereiro de 1988
representou o papel de Autor na peça A Dama do Maxim's, de Georges
Feydeau, com encenação de João Lourenço, no Teatro Aberto, em Lisboa, e
no Teatro Carlos Alberto, no Porto.
Em Dezembro de 1987 encenou para o Íbis A Espuma
dos Dias, segundo tradução e adaptação suas do romance homónimo de
Boris Vian.
Em Novembro de 1989 estreou na Oficina Municipal
de Teatro de Oeiras a peça Os Pais Terríveis, de Jean Cocteau, com
encenação de Fernanda Lapa, onde representou o papel de Michel. Foi
apresentada também no Instituto Franco-Português, em Lisboa.
Em Junho de 1990 traduziu, adaptou e encenou a
peça Rei Lear, de William Shakespeare, também para a Oficina Municipal
de Teatro de Oeiras.
Em Novembro de 1991 e Janeiro de 1992 foi actor
da peça Nunca Nada de Ninguém, de Luísa Costa Gomes, encenada por Ana
Tamen no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e
posteriormente também apresentada no Porto e em Coimbra.
Em Fevereiro e Março de 1996 integrou o elenco do
espectáculo Alma 13, coreografado por Madalena Victorino e apresentado
em Coimbra no âmbito das VI Jornadas Lusófonas.
Em 1997, dirigiu e interpretou o espectáculo
Canções do Sonoro, comemorativo dos Cem Anos do Cinema Português, no
Teatro da Trindade.
Em Novembro de 1997, estreou Artaud-Estúdio, com
textos de Antonin Artaud, Sófocles, Shakespeare, Baudelaire, Nerval,
Fernando Pessoa e Ângelo de Lima, de que fez a dramaturgia e encenação,
no Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian.
Em Dezembro de 1998, estreou Cair em Si, com
textos seus e uma cena de Hamlet, com alunos do Balleteatro Escola
Profissional, do Porto.
Em Novembro de 1999, estreou Área de Risco, o seu
primeiro original para teatro, tendo também feito a encenação e sido um
dos actores, no Serviço ACARTE da Fundação Gulbenkian.
Em Setembro de 2000, apresentou no Instituto
Franco-Português O Coração na Boca, dramaturgia sua a partir de cartas
de James Joyce, Virginia Wolf, Katherine Mansfield, Kafka, Karl Marx,
Rosa Luxemburgo, Bernard Shaw e Mrs. Patrick Campbell, Heloísa,
Condessa du Barry, Eça, Cesariny, Mécia e Jorge de Sena, A. Estrella,
Graciliano Ramos, Gabriela Mistral, Neruda, Musset, Sartre, Beauvoir,
Artaud e Van Gogh, e ainda a partir de canções de G. Paisiello, Luiz de
Freitas Branco, José Afonso, A. C. Jobim, Chico Buarque, Vinicius de
Morais, Boris Vian e Alain Goraguer, Jacques Brel, Fred Chichin e C.
Ringer, D. Elfman, Burke e Van Heusen, Kurt Weil e Ogden Nash, Cole
Porter, Hanslang e Reisfeld, P. J. Harvey, Nick Cave e Bruno Pisek. O
espectáculo foi posteriormente levado ao Teatro Gil Vicente, de Coimbra.
Fez a tradução, dramaturgia e encenação (e
colaborou na cenografia) de Abaixo da Cintura, de Richard Dresser,
apresentado no Centro Cultural de Belém em Maio de 2001 e no Teatro Gil
Vicente, de Coimbra, e Teatro Viriato, de Viseu, em Junho do mesmo ano.
Co-realizou e co-montou uma versão vídeo do espectáculo, que foi
emitida pela RTP2 e RTP Internacional.
Encenou a peça Rastos, de António Ferreira,
produzida e apresentada pelo Teatro Aberto entre Março e Maio de 2002.
Para os programas dos espectáculos que encenou,
escreveu sempre textos de apresentação e análise (que se incluem no
dossier bibliográfico destas provas) e seleccionou textos de outros
autores.
Rádio e televisão
Para a rádio, fez regularmente trabalhos de
declamação de poesia, e participou como actor na radionovela A Cidade e
as Serras, sob a direcção de Canto e Castro, em Março de 1988.
Para a televisão foi:
Actor em dois episódios do programa Matria, de
Natália Correia, em 1982
Actor no telefilme Miguel Bombarda, de Sinde
Filipe, em 1984
Actor no papel de Abade Faria-jovem do telefilme
L'Abbé Faria ou le trésor du sommeil lucide, escrito por Lucile Hogate,
realizado por Régis Forissier e co-produzido por FR3 e RTP, em 1985
Actor da série Cobardias, escrita por Miguel
Rovisco e realizada por Herlânder Peyroteo para a RTP, em 1988
Actor no episódio O assalto da série Histórias
que o diabo conta, escrita por Doc Comparato e realizada por Wellington
Amaral para a RTP, 1988
Actor no telefilme O Bloqueio (quarto episódio da
série europeia "Napoleão e a Europa"), escrito por Carlos Saboga e
realizado por José Fonseca e Costa em 1990
Actor na série luso-brasileira Procura-se,
escrita por Doc Comparato e realizada em 1992 por Susana Amaral para a
RTP, onde foi exibida em 1993
Actor no telefilme da BBC One Foot in the
Algarve, realizado em 1993 e que ganhou nesse ano o prémio do melhor
programa da televisão inglesa
Actor no episódio A escultura da série televisiva
Marina, Marina (remake português da série norte-americana "I Love
Lucy"), produzido e exibido em 1993
Actor no filme Le grand cirque, escrito por
Sylvain Joubert, adaptado por Jean-Luc Miesch e realizado por Alain
Michel Blanc para a televisão francesa, em 1994
Actor no filme Les femmes et les enfants d'abord,
com argumento e realização de Sandra Joxe, para a televisão francesa,
em 1994
Actor em Les Sans Soucis: Le bal de la chèvre
d'or, um dos três episódios da série La Tribu, escrita por Tito Topin e
realizada por Gérard Marx, em 1996
Actor num episódio da série Diário de Maria, RTP,
1999
Actor num episódio da série Jornalistas, SIC, 1999
Actor num episódio da sitcom Casa em Fanicos, 1999
Actor em A Hora da Liberdade, telefilme produzido
pela SIC para comemorar o 25 de Abril, 1999
Actor num episódio de Não És Homem Não És Nada,
sitcom das Produções Fictícias realizada por Jorge Paixão da Costa, 1999
Actor num episódio da sitcom Sociedade Anónima,
sitcom das Produções Fictícias realizada por Jorge Paixão da Costa, 2001
Actor no telefilme francês Brigade, realizado por
Marc Angelo, 2001
Actor em vários episódios da série Fúria de
Viver, SIC, 2001
Actor em dois episódios da série O Último Beijo,
TVI, 2002
Actor no telefilme Ruy Blas, de Jacques Weber,
2002, contracenando com Gérard Dépardieu
Actor no telefilme francês Trop jeune pour
mourir, realizado por Patrick Poubel, 2002
Cinema
Desempenhou o papel de Duque de Cadaval no filme
O Processo do Rei, de João Mário Grilo, filmado em 1988 e estreado em
Janeiro de 1990
Desempenhou o papel de Primo de Rivera no filme
Passagem por Lisboa, de Eduardo Geada, filmado em 1992 e estreado em
Setembro de 1994
Foi actor no filme espanhol Antártida, de Manel
Huerga, rodado em 1994
Foi actor no filme espanhol Palace, escrito e
realizado por Carlos Sans, Paco Mir e Juan Gracia, rodado em 1995
Guionista
Foi autor do guião da série televisiva A Viúva do
Enforcado, adaptada da novela homónima de Camilo Castelo Branco, e
autor dos respectivos diálogos; a série foi apresentada pela SIC, pela
primeira vez, entre Janeiro e Abril de 1993
Foi co-autor, com João Mário Grilo, do guião da
longa-metragem deste realizador, O Fim do Mundo, seleccionada para o
Festival de Cannes em 1993 (secção "Un certain regard") e apresentado
em Portugal no mesmo ano
Foi co-autor, com João Mário Grilo, do guião da
longa-metragem deste realizador, Os Olhos da Ásia, seleccionada para o
Festival de Locarno de 1996 e estreada em Portugal em 1997
Foi co-autor, com João Mário Grilo, do guião da
longa-metragem deste realizador, Longe da Vista, seleccionada em 1998
para o Festival de Veneza e estreada em Portugal em 1999
Foi autor do texto (dito por Luís Miguel Cintra)
do documentário E Depois de Abril... (História do Cinema Português,
1974-1984), realizado por Jorge Paixão da Costa para a RTP em 1999
Foi co-autor, com João Mário Grilo, dos guiões
dos três telefilmes da série Crimes Portugueses, produzidos por Paulo
Branco e exibidos pela RTP em Janeiro de 2002: As Contas do Morto,
realizado por Rita Nunes, 451 Forte, realizado por João Mário Grilo, e
A Hora da Morte, adaptado e realizado por José Nascimento
Foi autor do guião para o espectáculo musical
comemorativo do 25 de Abril, O Primeiro Dia, a estrear em 2003 no
âmbito de Coimbra, Capital da Cultura.
Excertos de críticas a trabalhos artísticos de
Paulo Filipe
“Caramba! não pode ser! Certamente sonhei! Um
espectáculo revolucionário (...), saudavelmente provocatório,
emocionante sem deixar de arrancar algumas boas gargalhadas (...),
cheio de imaginação (...). Um espectáculo que se segue e que se assume
como uma experiência vital que não poderá deixar de ser inesquecível.”
Carlos Porto, sobre Drama em Gente
“Perfeito saber e sensibilidade (...), poderosas
imagens, macroenquadramentos. Teatro? Sim e não. Cinema? Não e sim.
Poesia? Está lá toda a solidariedade com a poesia, mas não em forma de
recital duma colagem banal. Então o quê? Um espectáculo, felizmente,
sem nome, um artefacto manual, um objecto artístico off das vias
batidas. (...) Espectáculo sobre a cultura? Evidentemente. Contudo,
produz valores próprios, normativos, musicais no sentido mais nobre e
mais raro da palavra, estéticos. (...) O prazer de uma nova
teatralidade.”
Jorge Listopad, sobre Drama em Gente
“Espectáculo perfeito na antiga Fábrica Lusitânia
(...) Um espectáculo fascinante e rico (...) Brilhante a opção de Paulo
Filipe, no seu melhor e mais sensível trabalho (...). Algo de tocante e
profundamente sentido. Um dos melhores espectáculos do ano.”
Tito Lívio, sobre Sonata
“Um teatro íntimo, oficiante, clandestino de
poesia (...), um espectáculo raro (...) A cultura teatral e o gosto que
a Sonata respira são devidos sobretudo ao encenador.”
Jorge Listopad, sobre Sonata
“O encenador jogou de uma forma quase
cinematográfica com a luz, povoando o espaço de uma forma
significativa, conferindo densidade a cada passagem”
Tito Lívio, sobre Meio-Dia
“Um aproveitamento muito inteligente do espaço, a
marcação do ritmo certo para o texto e excelente direcção da actriz”
Carlos Porto, sobre Meio-Dia
“A encenação de Paulo Filipe explorou outras
possibilidades do espaço com engenho espectacular que pressupõe
profundo entendimento da peça, (...) gizou a visualidade de Meio Dia
com a volúpia do sonho e o cru da realidade.”
Mário Sério, sobre Meio-Dia
“Uma grande ópera, um teatro total (...), jogando
com a tensão entre a modernidade e o classicismo”
A Capital, sobre Crime na Catedral
“Constate-se a importância deste trabalho
laboratorial para a procura de novas linguagens cénicas (...) Os
actores alcançam uma justeza de tom, trabalho de corpo e um ritmo de
representação a todos os títulos assinaláveis.”
Eugénia Vasques, sobre A Espuma dos Dias
“Excelente metamorfose, salto hábil desenhado do
romance para o palco (...), uso hábil e dinâmico do espaço disponível,
ritmo, muitíssimo bem engendrada banda sonora, coesão dos comediantes.
O espectáculo flui muito naturalmente do espaço cénico para a plateia,
comunica-se e comunica.”
Fernando Midões, sobre A Espuma dos Dias
“Uma nova forma de contar histórias de amor e
morte; originais maneiras de as representar (...) Criatividade no
desempenho e nas soluções cénicas (...) Um triunfo bem merecido”
Paula Alexandre, sobre A Espuma dos Dias
“Paulo Filipe conseguiu resolver os problemas
postos pela adaptação do romance, que surge verdadeiramente dramatizado
e não como narração, ao mesmo tempo que conseguiu exprimir a sua
simplicidade em termos igualmente simples, mas não sem rigor. (...)
Excelente banda sonora (...) Forte poder comunicativo.”
Carlos Porto, sobre A Espuma dos Dias
“A Viúva do Enforcado: penso que se está perante
(…) uma dessas adaptações, ao mesmo tempo inteligentes e fiéis, cuja
estratégia ficcional sabe restituir-nos, com uma impressionante
precisão, as intenções, talvez dizendo melhor, as virtualidades, as
atmosferas e por vezes até as inflexões do texto original. (...) Uma
grande inteligência de leitura permitiu, no respeito expresso das
intenções de Camilo Castelo Branco, reestruturar alguns eixos de
condução do enredo e dar uma dimensão humana a personagens que o
romancista quase só tinha esboçado. (...) Aliás, é notável a forma como
os diálogos recuperam tudo o que é possível extrair da linguagem
camiliana, respeitando as suas indicações de modos frásicos, de gírias
saborosas e de populismos enraizados, mesmo quando são topados no
discurso indirecto, e vertendo sem violência para as falas das
personagens a naturalidade prodigiosa da escrita do homem de S. Miguel
de Seide.”
Vasco Graça Moura, sobre A Viúva do Enforcado
“Quando nos chega um romance de Camilo em cenas
escolhidas e linguagem clara, damo-nos por abençoados. A Viúva do
Enforcado tem o mérito de não trair o autor nem os personagens. (...)
Eu regalo-me a ver, e Camilo também havia de gostar.”
Agustina Bessa-Luís, sobre A Viúva do Enforcado
“As palavras exactas para definir este trabalho
são os seguintes adjectivos: magnífico, perfeito, genial, sublime.
(...) Quando as personagens abrem a boca e falam, tudo sabe a verdade.
Culpa, antes de mais, da simplicidade requintada dos diálogos (Paulo
Filipe é o nome a fixar).”
Inês Pedrosa, sobre A Viúva do Enforcado
“Cada palavra tem o seu peso, seja ele na
definição das personagens (diz-me como falas, dir-te-ei quem és), seja
no desenvolvimento do conflito. (...) Cada fala está lá porque é
preciso - e é precisa. Cada acção também, cada cena, o que dá ao filme
uma escorreiteza firme que é muito incomum na maior parte do cinema (no
português, então, nem se fala) (...) É evidente que uma arquitectura
dramática certa é um excelente travejamento para o desempenho de
qualquer actor.”
Jorge Leitão Ramos, sobre O Fim do Mundo
“Uma estrutura de argumento muito cuidada e que
lida de forma pertinente com a dimensão física e mitológica do elemento
(“A Terra”) que se propõe abordar.”
João Lopes, sobre O Fim do Mundo
“É dos raros filmes, do recente cinema português,
que procuram olhar de frente e em profundidade para Portugal, tal como
ele é.”
Carlos Câmara Leme e José Navarro de Andrade,
sobre O Fim do Mundo
“O sinal visível desse rigor é a sua extrema
simplicidade narrativa – dessa simplicidade que não custa muito
descobrir ter origem num aturadíssimo trabalho de depuração. (…) Tudo o
que nele se vê, aquelas personagens e aqueles lugares, está lá porque
tem que estar; a sua presença é motivada por uma quase absoluta
necessidade dramática.”
José Navarro de Andrade, sobre O Fim do Mundo
“Quem julgava Artaud morto e enterrado (...)
desengane-se. A recente proposta levada à cena por Paulo Filipe vem
demonstrar que há ainda vertentes em aberto e por explorar.”
Rui Cintra, sobre Artaud-Estúdio
“Espectáculo produzido com grande cuidado (...)
De todos os projectos possíveis, Artaud-Estúdio é o que mais se
aproxima da agonia clínica de cunho patológico. (...) Os artaudianos
são exigentes. O projecto idem. E daqui nasce o verdadeiro mérito de
Paulo Filipe e dos seus colaboradores: enfrentar o impossível da
“primeira eternidade” com coragem e perseverança raras.”
Jorge Listopad, sobre Artaud-Estúdio
“Brilhante colagem dos melhores momentos do
teatro europeu dos últimos 2500 anos. Os mesmos que Antonin Artaud,
presumivelmente, escolheria para mostrar algumas das imagens que
suportam as suas ideias fundadoras do teatro da crueldade. Um dos
melhores espectáculos da “rentrée”, um desfile de grandes actores.”
Público, sobre Artaud-Estúdio
“Um excelente objecto de análise e fruição (...),
extremamente singular e exigente. (...) É da energia, da energia dos
actores, das particularidades identificadoras das suas vozes e corpos
que evola a metafórica “crueldade”.”
Eugénia Vasques, sobre Artaud-Estúdio
“Quem não viu perdeu algumas das grandes
“performances” duma temporada onde esta produção brilha com raro
fulgor.”
Manuel João Gomes, sobre Artaud-Estúdio
“Um brilhante trabalho de actores (com destaque
para António Rama e Isabel Ruth)”
Pedro Dias de Almeida, Visão, sobre Artaud Estúdio
“Mais simples e directa em termos narrativos do
que a generalidade do cinema português, esta encantadora história de
enganos é baseada num caso real.”
David Rooney, Variety, sobre Longe da Vista
“Uma bela história bem contada.”
Libération sobre Longe da Vista
“Um espectáculo com muitos momentos de grande
beleza.”
Mário Rocha, sobre Área de Risco
“Um espectáculo inesperadamente bem disposto,
desmistificador (…) No meio do caos – di-lo o humor desconcertante de
Isabel Ruth – há sempre alguma felicidade. Por exemplo: as revelações
e/ou confirmações de jovens actores”.
Manuel João Gomes, sobre Área de Risco
"A Hora da Morte" (morte que é também a do
regime) é um filme onde a parábola política e a reflexão social
coexistem de modo admirável com o prazer de contar uma história. (…) Os
dois pólos entre os quais balança podem muito bem ser o eco da tragédia
clássica e as "short stories" para televisão de Alfred Hitchcock, a
impotência das vontades humanas e a sua mordazmente cínica revisão.”
Vasco Câmara, sobre A Hora da Morte
“Paulo Filipe (…) tem vindo a adquirir uma
segurança crescente na encenação.”
João Carneiro, sobre Abaixo da Cintura
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