Paulo Filipe MonteiroPaulo Filipe Monteiro

Funções: Professor Associado

E-mail: pfm@sapo.pt

URL: www.pfm.com.pt

Gabinete: 503


 

Habilitações Académicas:

Doutorado em Ciências da Comunicação, especialidade de Cinema

 

Áreas de investigação:

ficção, drama e cinema

Tem também trabalhado em teatro, cinema e televisão, como encenador, guionista e actor.

 

Publicações:

Livros:

Os Outros da Arte, Oeiras, Celta, 1996.

Emigração: O Eterno Mito do Retorno, Oeiras, Celta, 1994.

Luso-americanos no Connecticut: Questões de Etnicidade e de Comunidade, separata de Povos e Culturas, n.º 2, 1987

 

Terra que já foi Terra: Análise Sociológica de Nove Lugares Agro-pastoris da Serra da Lousã, Lisboa, Salamandra, 1985.

Alguns dos 37 artigos:

“Uma margem no centro: arte e poder no Novo Cinema”, in Luís Reis Torgal (org.), O Cinema sob o olhar de Salazar, Lisboa, Círculo de Leitores, 2000; “Ficção e abdução”, Revista Educare/Educere, ano V, n.º 6, Junho de 1999; “Mudanzas de Pina Bausch”, Revista Apuntes, Santiago de Chile, 1999; “Fenomenologias do cinema”, Revista de Comunicação e Linguagens, n.º 23 (O que é o cinema?), 1996;

“As artes: várias vidas, várias mortes”, in Antelo, Camargo, Andrade and Almeida (eds.), Declínio da arte/Ascensão da Cultura, Letras Contemporâneas/Abralic, Florianópolis (Brasil), 1998;

“Os públicos dos teatros de Lisboa: primeiras hipóteses”, Análise Social, vol. XXIX, nº 129, 1994;

“Scénographier le temps”, in José Manuel Castanheira, Scénographies: 1973-1993, Évora, Nobilis, 1993, volume publicado como catálogo da exposição realizada no Centre Georges Pompidou.

Introdução:

Aprendi desde a minha formação como o trabalho académico é um jogo de linguagem que exige rigor, criatividade e continuidade. Quatro anos a estudar na licenciatura e vinte anos a estudar como professor: é já muito tempo de universidade. A ela me entreguei com toda a dedicação e com os resultados que aqui se enumeram. Outros farão a leitura da relação que na minha trajectória existiu entre diversidade e coerência. Aqui gostaria apenas de agradecer às universidades que me convidaram, às instituições que me atribuíram bolsas, aos colegas e estudantes que tanto enriqueceram o meu percurso; e gostaria também de esboçar a minha leitura do que fiz.

Não é por acaso que a Faculdade onde ensino e investigo há quinze anos se chama Faculdade de Ciências Sociais e Humanas: sinal de uma transdiciplinaridade que deu sentido e força ao seu projecto plural e, nele, ao campo inovador das Ciências da Comunicação. Vindo do ISCTE, onde comecei por trabalhar nas áreas de sociologia rural e sociologia da emigração e onde ensinei, aos cursos de Sociologia e Antropologia, os grandes clássicos, mas onde acabei por criar a disciplina de Sociologia da Arte, encontrei depois, na Universidade Nova de Lisboa, o espaço justo que, por um lado, me pediu para transmitir e desenvolver a minha formação de base (por exemplo, leccionando transitoriamente as disciplinas de Sociologia Política, Sociologia das Práticas Artísticas e Teorias Sociais para a Comunicação), e, por outro lado, me incentivou a investir em novas áreas.

O processo de doutoramento constituiu, naturalmente, a oportunidade de ganhar consistência epistemológica, teórica e metodológica em outros terrenos. Acentuou em mim uma posição de abertura perspectivista que recusa essencialismos. Deu-me consistência para pensar as artes de um ponto de vista a que chamei jânico, com mais do que uma face, em que a sociologia não é exclusiva, antes dialoga com a estética, as teorias da comunicação, a hermenêutica e a filosofia. Conduziu-me ao estudo aprofundado daqueles temas a que há dez anos me dedico essencialmente: o drama, o cinema, a narração.

Sinto hoje que aquilo que persigo, aquilo que gostaria de conseguir pensar, é, no fundo, o ficcional: por que razão a humanidade precisa, há tantos milénios, de criar seres e situações ficcionais e como essa ficção se molda às exigências dos diferentes modos, como o dramático, o fílmico e o romanesco. O próprio cinema, abordei-o sempre, assumidamente, mais do ponto de vista filosófico, dramático e narrativo do que imagético ou sonoro.

Mesmo numa época em que a nossa Faculdade, a nível de licenciaturas, mestrados e doutoramentos, optou por acentuar o cruzamento entre campos de saber (temos cada vez mais estudantes de variados departamentos), parece-me dever destacar que as temáticas que pesquiso têm uma pertinência fundamental para as Ciências da Comunicação, nomeadamente através das questões da representação e do espectáculo – como procuro argumentar no relatório e lição destas provas.

Quatro livros (e outro no prelo), trinta e sete artigos científicos, sessenta e cinco conferências são já o resultado das investigações que fui desenvolvendo. Procurei também, noutras publicações, comunicar com públicos exteriores à academia. Mas, olhando para trás, vejo que a maior (não sei se a melhor) parte do meu tempo a dediquei a ensinar: actividade tão absorvente (mesmo quando era só uma disciplina, agora ainda mais e já no limite do possível quando há que leccionar quatro disciplinas por ano), mas de resultados que pouco conhecemos – a não ser quando dão azo, em mestrados e doutoramentos, à formação ou aprovação de jovens mestres e doutores.

Por iniciativa minha ou pelo estado da universidade portuguesa, aconteceu esse ensino assumir muitas vezes contornos inovadores, pelo menos na criação de disciplinas que nunca antes tinham existido no nosso país: Sociologia das Artes, Teorias do Drama, Guionismo de Cinema e Televisão, ou mesmo Géneros e Modos Ficcionais.

Em momentos pontuais, pareceu-me importante e natural dialogar com outras universidades. Estive em júris do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade Aberta, da Universidade da Beira Interior, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. Realizei conferências em muitas universidades portuguesas e também nas universidades de Louvain-la-Neuve, Paris VIII, Federal da Bahia, Santa Catarina, Munique, Dublin e Rutgers. Foram sempre experiências significativas, em que sair de um território físico significou igualmente sair de um território mental e descobrir outros caminhos do pensamento.

Procurei ainda contribuir para a vida conjunta das instituições a que estou ligado. No Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, sobretudo através da sua Revista de Comunicação e Linguagens, apaixonadamente. No Departamento de Ciências da Comunicação, chegando a assumir as responsabilidades que não quis mas que, uma vez assumidas, também não reneguei, de Presidente da Comissão Pedagógica, Presidente da Comissão Científica e Coordenador.

Finalmente, não se estranhará que considere ter sido enriquecedor, para mim e para a academia, o trabalho que ao longo de todos estes anos mantive na criação artística: porque creio profundamente que o criador é alguém que procura conhecer a sociedade em que vive, as estéticas que no seu tempo se cruzam e as linguagens específicas de cada arte que convoca – linguagens que ao mesmo tempo investigo e ensino, com acrescido conhecimento de causa, na universidade.

Formação Académica:

Paulo Filipe Gouveia Monteiro nasceu em Coimbra, onde concluiu o Liceu José Falcão com a média geral de 19 valores.

Tem os seguintes diplomas de línguas:

"Diplôme de Langue Française", da Alliance Française;

"Spoken English", do Trinity College, London;

"Advanced Level", da Berlitz School of English;

"Certificate of Proficiency in English", da Universidade de Cambridge;

"Zertifikat Deutsch als Fremdsprache", do Goethe Institut.

Completou até ao quinto nível o Instituto Italiano de Lisboa.

Frequentou, em Lisboa, a licenciatura em Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), que concluiu em Julho de 1983 com a média geral de 18 valores.

Enquanto estudante no ISCTE frequentou ainda os seguintes Seminários Abertos:

- Psicologia Social, com o Dr. Luís Rodrigues, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa;

- Psicanálise e Sociedade, com a Drª Maria Belo, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa;

- Antropologia do Simbólico, com o Prof. Dr. José Carlos Gomes da Silva, no ISCTE.

Na licenciatura, o trabalho final de Seminário foi feito na área de Sociologia Rural, sob a orientação do Prof. Doutor Manuel Villaverde Cabral, com uma dissertação, posteriormente publicada em livro, sobre o abandono de nove lugares agro-pastoris da Serra da Lousã.

Posteriormente, realizou um follow-up desta investigação com um trabalho de campo nos Estados Unidos sobre emigrantes portugueses (nomeadamente as famílias emigradas da Lousã). Utilizou esta pesquisa nas Provas de Aptidão Científica e Pedagógica, realizadas em Julho de 1987 sob a orientação do Prof. Doutor Manuel Villaverde Cabral. Apresentou as teses: "Luso-Americanos no Connecticut: questões de etnicidade e de comunidade", de que foi arguente o orientador, e "Aula de críticas a Marx: experiência e projecto", de que foi arguente o Prof. Doutor Juan Mozzicafreddo. O júri foi presidido pela Profª Doutora Maria de Lourdes Lima dos Santos e "deliberou atribuir ao candidato a classificação de Muito Bom", sublinhando, em relação à primeira tese, "a óptima qualidade do trabalho apresentado, nomeadamente no nível de pesquisa científica em causa, no seu bom enquadramento teórico-metodológico e, ainda, na vasta e diversificada bibliografia utilizada para tratar o tema em discussão"; em relação à aula, o júri referiu "o excelente nível pedagógico do candidato, manifestado através da sistematização, clareza e articulação dos vários argumentos e na reflexão crítica correspondente."

No âmbito do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, e em colaboração com o Goethe Institut, foi um dos organizadores da vinda a Portugal de Jürgen Habermas, em 1988, e de Niklas Luhman, no ano seguinte.

Para o ano de 1990/91, já assistente da Universidade Nova de Lisboa, obteve da respectiva Reitoria a dispensa de serviço docente, a fim de preparar a tese de doutoramento sobre "Os argumentos da ficção cinematográfica portuguesa desde os anos sessenta até aos nossos dias", sob a orientação do Professor Eduardo Lourenço.

Durante essa dispensa, a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe uma bolsa de quatro meses para estudar em Paris, onde a partir de Novembro seguiu:

- o seminário "L'imaginaire du politique", do Prof. Michel Maffésoli, na Sorbonne (Paris V);

- o curso "Interprétation de textes filmiques: écriture du scénario", ministrado por Jean Collet em Paris VII;

- o seminário de Christian Metz sobre "Théorie du film: l'énonciation comparée", em Paris III (Sorbonne Nouvelle);

- o curso sobre cinema americano orientado por Jean Douchet na Cinemateca Francesa;

- o seminário de Rainer Rochlitz sobre "Walter Benjamin", no Collège International de Philosophie;

- e o seminário de Jacques Rancière, sobre "Politiques de l'écriture", também no Collège International de Philosophie.

Durante essa estada em França, teve ainda ocasião de apresentar comunicações em dois Colóquios Internacionais, que adiante se indicarão.

De 6 a 10 de Maio de 1991 participou, em Lisboa, no “Seminário sobre a elaboração do argumento cinematográfico”, ministrado por Suso Cecchi d'Amico e organizado pelo Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em Maio e Junho de 1991, com um subsídio do Instituto Nacional de Investigação Científica, realizou um estágio no Centro Sperimentale di Cinematografía da Cinecittà, em Roma, onde:

- participou no seminário intensivo sobre guionismo, com o título de "Exercices of imagination", ministrado por Yvette Biro, professora da New York University;

- seguiu o trabalho regular do curso de guionismo do Centro Sperimentale, sob a orientação do Prof. Nicola Badalucco;

- e seguiu ainda algumas sessões de trabalho dos cursos de realização e de montagem, sob a orientação de Valentino Orsini e Roberto Perpignani.

Em 1991/92 e 1992/93, foi-lhe renovada a dispensa de serviço docente a fim de preparar a tese de doutoramento.

Em 1992, obteve a renovação da bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para uma nova estada em Paris, onde ficou de Abril a Julho de 1992. Aí frequentou os seguintes cursos:

- na Sorbonne (Paris V), o “Séminaire sur le monde imaginal” ministrado pelo Prof. Michel Maffésoli;

- na Cinemateca Francesa, o curso de cinema ministrado por Jean Douchet e esse ano dedicado à Nouvelle Vague.

- no Collège International de Philosophie, o seminário sobre estética ministrado por Rainer Rochlitz e intitulado "De Benjamin et Adorno aux problèmes actuels";

- também no Collège International de Philosophie, a continuação do seminário de Jacques Rancière sobre "Politiques de l'Écriture".

A 27 de Março de 1993, participou no seminário breve sobre "A construção do diálogo no argumento", orientado por Kerry Crabbe e Gill Denis e organizado, na Fundação Gulbenkian, pelo programa Script Craft-Scale com o apoio do Secretariado Nacional para o Audiovisual.

Em Setembro de 1993, com uma bolsa da Fundação Luso-Americana, deslocou-se aos Estados Unidos, a fim de realizar pesquisa bibliográfica para a tese de doutoramento e para as cadeiras que iria leccionar no ano seguinte. O trabalho foi realizado, sobretudo, na University of Massachusetts, em Amherst, mas também em Nova Iorque, na National Public Library e na Library for the Performing Arts do Lincoln Center.

Em Dezembro de 1995 defendeu a tese de doutoramento, com o título “Autos da alma: os guiões de ficção do cinema português entre 1961 e 1990”. Foram arguentes o Professor Doutor Eduardo Prado Coelho e o orientador, Professor Eduardo Lourenço. O júri, presidido pelo Professor Doutor António Marques, era ainda constituído pelos Professores Doutores Adriano Duarte Rodrigues, Manuel Villaverde Cabral, José Bragança de Miranda e João Mário Grilo, tendo este último intervindo no final das provas. Foi-lhe atribuído o grau de Doutor em Ciências da Comunicação, na especialidade de Cinema, com a classificação de Muito Bom com Distinção e Louvor, por unanimidade, assim justificada: “o trabalho do candidato Paulo Filipe Monteiro é uma séria tentativa de repensar o discurso da cultura ocidental nas suas relações com a realidade artística, em particular o cinema. Fá-lo com quase exaustiva análise dos diversos discursos hermenêuticos para melhor situar a sua própria proposição de uma abordagem de tipo perspectivista e intrinsecamente aberto. É uma tese do melhor nível, provocadora, incitadora e de algum modo auto-crítica.”

É membro do International Conference Group on Portugal, do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, do Conselho Editorial da Revista de Comunicação e Linguagens, do Conselho de Redacção da revista on line Interact, do Conselho Editorial da revista Políticas Públicas e Sociedade (Brasil) e do Conselho Consultivo da revista Poiesis (Brasil).

É Presidente da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos e fundador da Federation of Scriptwriters in Europe.

Actividade Docente:

Em Outubro de 1983, por concurso público, ingressou como Assistente Estagiário no ISCTE, para leccionar a cadeira de Teorias Sociológicas aos cursos de Sociologia e Antropologia – o que fez durante quatro anos lectivos.

No ano de 1987/88, já como Assistente, criou e passou a leccionar a cadeira de Sociologia da Arte, no ISCTE.

Em Setembro de 1988 transferiu-se para o Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde passou a reger as cadeiras de Sociologia das Práticas Artísticas e Sociologia Política dos Poderes e do Estado.

Em Julho de 1989 leccionou o módulo de Sociologia das Artes do primeiro curso de pós-graduação em Gestão das Artes no Instituto Nacional de Administração, módulo que voltou a leccionar no segundo curso, em Abril de 1990, e no terceiro curso, em Março de 1991.

De Setembro a Dezembro de 1989 leccionou também a cadeira de Sociologia da Arte nos cursos de Produtores/Gestores e de Assistentes de Encenação do Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral.

No ano lectivo de 1989/90 criou e regeu, no Departamento de Comunicação Social da Universidade Nova de Lisboa, a cadeira de Teoria e Técnica do Argumento de Cinema e Televisão.

Em Abril de 1992, deslocou-se como docente convidado ao Departamento de Comunicação da Université Catholique de Louvain la Neuve, onde abordou os seguintes temas:

- "Simpathy for the devil: la peur dans les scénarios de cinéma et télevision", no âmbito do curso de Analyse des récits;

- "La narration dans les scénarios de cinéma et télévision", no âmbito do curso de Communication narrative.

A partir do ano lectivo de 1993/94, leccionou na Universidade Nova de Lisboa, no Departamento que passou a chamar-se de Ciências da Comunicação, as disciplinas de Argumento de Cinema e Argumento de Televisão, no primeiro semestre, e Teoria do Drama, no segundo semestre.

Em Março de 1994, leccionou um pequeno módulo sobre Escrita teatral no Curso de Teatro organizado no âmbito de Lisboa, Capital da Cultura-94.

No ano lectivo de 1996/97, leccionou também a cadeira de Teorias Sociais para a Comunicação da licenciatura em Ciências da Comunicação.

No ano lectivo de 1997/98, criou e leccionou o seminário Géneros Ficcionais no Mestrado em Ciências da Comunicação, variante “Estratégias da Comunicação”.

No primeiro semestre do ano lectivo de 1999/2000, e com a devida autorização do Senhor Reitor da Universidade Nova de Lisboa, leccionou a disciplina de Estudos de Recepção Teatral na licenciatura em Estudos Teatrais da Universidade de Évora.

No âmbito do programa Sócrates, deslocou-se a Paris de 12 a 20 de Março de 2000. Em Paris VIII, falou de Sujets du cinéma portugais (incluindo projecção de excertos do filme “Belarmino”, de Fernando Lopes), na disciplina de Jean Henri Roger, "Analyse de films contemporains", destinada a estudantes da licenciatura, assim como de Arguments sur la narration no curso de Denis Lévy intitulado "Parler d'un film" e destinado a estudantes da pós-graduação (second cycle).

Nos meses de Abril e Maio de 2000, na Universidade Federal da Bahia, leccionou, para professores e alunos da graduação e da pós-graduação da Escola de Comunicação e da Escola de Teatro da referida Universidade, um curso de 15 horas intitulado Drama e Comunicação: heranças, contemporaneidades e técnicas para um actor livre.

Para alunos do programa de doutoramento do Programa de Pós-graduação em Artes Cénicas (PPGAC) da mesma Universidade, realizou ainda a conferência “As MuDanças de Pina Bausch”.

Nos anos lectivos de 2000/2001 e 2001/2002, leccionou no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa as disciplinas de Teorias do Drama e do Espectáculo e Guionismo de Cinema e Televisão, na licenciatura, o seminário Modos da Ficção no mestrado e o curso de doutoramento Questões Aprofundadas da Representação.

Em Dezembro de 2000, obteve a nomeação definitiva como Professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Na base desta nomeação, o relatório assinado pelos Professores Doutores Maria de Lourdes Lima dos Santos e António Marques sublinha como o docente “tão amplamente tem demonstrado as suas capacidades científicas e pedagógicas e o seu empenhamento tanto na projecção da Universidade Nova de Lisboa em geral e do seu Departamento de Ciências da Comunicação em particular como no desenvolvimento das áreas de estudo a que aí se vem dedicando”, sublinhando que “resulta clara a articulação entre a actividade lectiva e a de pesquisa e a correspondente produção escrita e oral. Nalguns aspectos, a própria actividade artística desenvolvida por Paulo Filipe Monteiro relaciona-se igualmente com aquelas outras actividades, designadamente no que respeita aos trabalhos de encenação.”

No ano lectivo de 2002/2003, orientou três sessões sobre As Mediações Ficcionais no Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação do ISCTE.

No ano lectivo de 2002/2003 está a leccionar, sempre no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa: na licenciatura, as disciplinas de Teorias do Drama e do Espectáculo, Guionismo de Cinema e Televisão e Cinema Português e, a nível de mestrado e doutoramento, o seminário Modos da Ficção.

Bolsas:

Em 1986 obteve uma bolsa da Comissão Fullbright para os Estados Unidos, para uma investigação sobre emigrantes portugueses.

Em 1990/91, durante a dispensa de serviço docente, a Fundação Calouste Gulbenkian concedeu-lhe uma bolsa de quatro meses para estudar em Paris, a fim de preparar a sua tese de doutoramento.

No ano lectivo de 1991/92, de novo com dispensa de serviço docente, obteve uma bolsa do Instituto Nacional de Investigação Científica para a sua investigação sobre os argumentos portugueses de cinema e televisão.

Em 1992, obteve a renovação da bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para uma nova estada em Paris, onde esteve de Abril a Julho de 1992.

No ano lectivo de 1992-93, obteve a renovação da dispensa de serviço docente e da bolsa do Instituto Nacional de Investigação Científica.

Em Setembro de 1993 deslocou-se aos Estados Unidos com uma bolsa da Fundação Luso-Americana.

Com uma bolsa de curta duração da Fundação Calouste Gulbenkian, estagiou com Pina Bausch, na Alemanha, nos meses de Fevereiro e Março de 2000.

Com uma Bolsa de Licença Sabática da Fundação para a Ciência e Tecnologia, esteve, nos meses de Abril e Maio de 2000, na Universidade Federal da Bahia.

Em 2002, um júri inteiramente composto por especialistas estrangeiros escolheu para um financiamento de dois anos pela Fundação para a Ciência e Tecnologia o seu projecto “Communication and Incommunication in the New Portuguese Cinema (1961-1990)”.

IV Missões científicas

De Maio a Setembro de 1986, nos Estados Unidos, no âmbito do seu trabalho de campo sobre emigrantes portugueses, teve contactos académicos com a Brown University, o Western Connecticut State College e The Mattatuck Museum.

De 22 a 27 de Novembro de 1994, foi um dos quatros professores do Workshop sobre Scriptwriting, realizado na Hochschüle fur Fernsehen und Film, em Munique, no quadro do programa Erasmus e envolvendo estudantes dessa escola e de Portugal, Irlanda, Escócia e Catalunha. Paralelamente, pôde acompanhar o "Internationales Festival des Filmhochschulen" e as conferências realizadas no seu âmbito. A experiência repetiu-se em Novembro de 1995, desta vez para preparação de um programa de televisão, e em Novembro de 1996, com idêntico objectivo.

Em Abril de 1996, deslocou-se ao Dublin Institute of Technology no âmbito do programa Erasmus para a conclusão de um segundo projecto audiovisual de cooperação entre as escolas do Programa. Discutiu-se a conversão do projecto Erasmus numa candidatura (experimental) ao programa Media II.

Participou em vários debates do V Compós (Congresso da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação do Brasil), na Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, de 27 a 31 de Maio de 1996

No âmbito do programa Sócrates, deslocou-se à universidade de Paris VIII de 12 a 20 de Março de 2000. Além das aulas de licenciatura e pós-graduação (second cycle), já atrás referidas, prestou atendimento a estudantes que quisessem vir à Universidade Nova de Lisboa no programa Erasmus.

De 18 de Fevereiro a 6 de Março de 2000, com um subsídio da Fundação Calouste Gulbenkian, esteve em Wuppertal, na Alemanha, a acompanhar o trabalho da fundadora do Tanztheater, Pina Bausch. Foi uma oportunidade, talvez nunca antes concedida a um observador externo, para acompanhar diariamente, durante quase três semanas, o trabalho da Companhia, que nesse período se desdobrou em três espectáculos diferentes. Pôde também visionar muitos vídeos de trabalhos anteriores (quase todos apenas existentes nos arquivos do Tanztheater) e consultar os jornais e artigos que estão arquivados no Schauspielhaus, tendo fotocopiado volumosa bibliografia. Estabeleceu ainda contactos com o Director do Departamento de Comunicação e Design da Universidade de Wuppertal.

Nos meses de Abril e Maio de 2000, na Universidade Federal da Bahia, além das aulas e conferências referidas noutros lugares deste currículo, teve ocasião de assistir a trabalhos em curso na Escola de Teatro e na Escola de Comunicação, trocar experiências com vários dos Professores e bolsistas, apoiar os projectos teóricos de alguns alunos de pós-graduação e participar na I Reunião Científica da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cénicas (Abrace).

V. Comunicações e conferências

1984

Produção e consumos culturais: estratégias de diferenciação, no Seminário de Formação de Animadores Culturais realizado pelo Centro de Estudos de Sociologia do ISCTE, a 22 de Março de 1984

1985

Young people and the aging of remote rural areas, no Expert Meeting on Young People in Remote Rural Areas do European Social Program of the United Nations, em Luz Saint Sauveur, de 4 a 8 de Março de 1985

Mas a tua vida não (sobre a escolha do objecto de conhecimento entre formas de cultura não erudita), nas V Jornadas de Comunicação e Cultura do ISCTE, de 5 a 7 de Dezembro de 1985

L'inclusion et l'exclusion de la culture des pauvres, no colóquio "Culture et Pauvreté", organizado pelo Centre Thomas More e pelo Ministério Francês da Cultura, em l'Arbresle, 13 a 15 Dezembro de 1985

1986

O motivo estético na ciência, no colóquio "O motivo estético: o interesse pelo belo e pela arte", organizado pela Sociedade Portuguesa de Psicanálise, no LNEC, a 11 e 12 de Abril de 1986

1987

Questões de etnicidade e comunidade: Lousã e Connecticut, no seminário de investigação "Desenvolvimentos Teóricos e Metodológicos da Antropologia Social no Sul da Europa", no Instituto de Ciências Sociais, a 30 de Janeiro de 1987

A flor e o estrume: a propósito dos cadernos de Georges Braque (questões metodológicas em Sociologia da Arte), nas VI Jornadas de Comunicação e Cultura do ISCTE, 31 de Janeiro de 1987

1988

Os brancos de António Ramos Rosa, no colóquio "Moderno/Pós-Moderno", organizado pelo Departamento de Comunicação Social da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa na Fundação Calouste Gulbenkian, a 4 de Fevereiro de 1988

1989

Cultura Portuguesa no século XIX e Cultura Portuguesa no século XX, na Embaixada Americana em Lisboa, nos dias 2 e 16 de Março de 1989

Nem normal nem patológico: sobre a diferença e a indiferença, nas VI Jornadas de Pós-Graduação em Psiquiatria, na Biblioteca da Universidade Católica de Lisboa, a 1 de Junho de 1989

A juventude e o teatro depois da pós-modernidade: a macguffinização da experiência?, no colóquio "Teatro, mira da juventude?", organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian na Casa de Mateus, de 9 a 12 de Junho de 1989

1990

Vocações do cinema e da televisão, no debate sobre "Cinema e televisão" organizado pelo Clube Português de Artes e Ideias a 28 de Maio de 1990

As artes na era da diferenciação social, no 1º Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, em Coimbra, a 3 de Julho de 1990

O real muda: e a sua interpelação?, no 11º Congresso da Associação Internacional de Críticos de Teatro, na Fundação Calouste Gulbenkian, a 13 de Setembro de 1990;

Os públicos dos teatros ABC, A Barraca, Casa da Comédia, Comuna, Cornucópia, D. Maria II, Teatro Aberto e Villaret, segundo inquéritos realizados em 1987 e 1988, no 1º Colóquio José de Castro, sobre "Os públicos do teatro português", organizado pela Câmara Municipal de Oeiras, a 1 de Outubro de 1990

A poética da ciência, no Seminário "Poesia e ciência: atracção e contactos", a 26 de Outubro de 1990, integrado no ciclo "A descoberta do universo", organizado no Porto pelo Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e pela Câmara Municipal do Porto

Les scénarios et l'expérience du sacré: Pasolini et l'inhumain, no Colóquio "Pasolini et le sacré", organizado em l'Arbresle pelo Centre Thomas More, de 30 de Novembro a 2 de Dezembro de 1990

Arts et syncrétisme, no Colóquio "Post-modernité et syncrétisme", organizado na Sorbonne pelos Centre de Recherche sur l'Imaginaire e Centre d'Études sur l'Actuel et le Quotidien a 12 e 13 de Dezembro de 1990.

1991

Teoria do argumento, no 1º Curso Livre de Introdução ao Cinema organizado pelo Departamento de Estudos Portugueses da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a 18 de Fevereiro de 1991

Públicos das artes ou artes públicas?, no Colóquio Internacional "Percepção estética e públicos da cultura", organizado pelo Serviço Acarte da Fundação Calouste Gulbenkian em colaboração com o Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do ISCTE, nos dias 11 e 12 de Outubro de 1991

Recuperação de espaços teatrais no concelho de Oeiras, no Colóquio Internacional "Arqueologia e recuperação dos espaços teatrais", organizado pela Fundação Calouste Gulbenkian a 25 e 26 de Outubro de 1991

1992

Questões teóricas e metodológicas na sociologia das artes, no 2º Congresso Português de Sociologia, de 5 a 7 de Fevereiro de 1992

Art and society, no 5th. Meeting do International Conference Group on Portugal, intitulado "Portuguese studies in international perspective: the state-of-the-art and the pressures for change", 12 de Junho de 1992

Sociologia e administração das artes, no I Curso de Gestão do Património Cultural, organizado em Coimbra pelo Centro de Estudos e Formação Autárquica, a 18 de Setembro de 1992

Os públicos dos teatros de Lisboa: primeiras hipóteses, no 3º Congresso Internacional de Sociologia do Teatro, na Fundação Calouste Gulbenkian, a 2 de Novembro de 1992

Emigrantes imigrados: da Lousã ao Connecticut, uma investigação em dois tempos, no Colóquio Internacional sobre Emigração-Imigração Portuguesa nos séculos XIX e XX, na Fundação Calouste Gulbenkian, a 12 de Novembro de 1992

1993

Falsos testemunhos, no debate “Teatro independente: existe? esgotou?”, no Teatro da Cornucópia, a 10 de Maio de 1993

O argumento de cinema, entre o teatro e o romance, no debate "Argumento, teatro e cinema", integrado no III Festival Internacional de Teatro, no Teatro Nacional D. Maria II, a 12 de Maio de 1993

A personagem, a cenografia e o tempo, no colóquio sobre "Fotografia de Teatro e Dança", organizado pela Fundação das Casas de Fronteira e Alorna, no Palácio Fronteira, a 27 de Outubro de 1993

O drama televisivo, no 1º Congresso do Teatro Português, na Fundação Calouste Gulbenkian, a 22 de Novembro de 1993

1994

Entre a filosofia e a filosofia, a perspectiva das ciências sociais, no Nono Encontro de Filosofia, subordinado ao tema "Estética e Filosofia", na Reitoria da Universidade de Coimbra, a 4 de Março de 1994

Novas e velhas contradições do Cinema Novo em Portugal, no colóquio internacional “Cultura e Economia”, organizado pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, no âmbito de Lisboa 94 - Capital Europeia da Cultura, na Culturgest, a 9 de Novembro de 1994

1995

Cinema e filosofia, no colóquio sobre “Linguagens e comunicação” organizado pela Associação de Professores de Filosofia, na Fundação Cupertino de Miranda, a 29 de Maio de 1995

1996

Uma margem no centro: arte e poder (ou a arte no poder) no cinema português dos anos 50 a 90, no III Congresso Português de Sociologia, a 7 de Fevereiro de 1996

"Amo-te como a um túmulo": o novo cinema português, no debate promovido pelo cineclube de Faro no âmbito das comemorações do centenário do cinema português, a 29 de Junho de 1996

Hamlet: "O que está em mim excede o gesto", nos II Encontros Interdisciplinares da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, sobre “O conceito de representação”, a 22 de Novembro de 1996

A voz: espelho da alma?, na Conferência Nacional “O Som e a Informação”, organizada pela Câmara Municipal de Lisboa, no dia 12 de Dezembro de 1996

1997

A “ideia do teatro” em Ortega y Gasset, no Colóquio Internacional “Ortega e a modernidade estética”, organizado pelo Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens e pelo Instituto de Filosofia da Linguagem na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, a 30 de Janeiro de 1997

As artes, várias vidas, várias mortes, no Colóquio Internacional “Declínio da arte/Ascensão da Cultura”, organizado pela Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, a 5 de Março de 1997

O corpo na sombra, no Colóquio “O corpo reflectido”, organizado pela Associação de Professores de Filosofia, Matosinhos, 21 de Abril de 1997

Seminário de Guionismo Cinematográfico, no Festival “Caminhos do Cinema Português 97”, organizado pelo Centro de Estudos Cinematográficos da Associação Académica de Coimbra, 17 a 27 de Abril de 1997 (seminário posteriormente repetido em 2001 e 2002)

Construir um filme, nos Encontros de Cinema “Da vida dos filmes, dos filmes da vida: a propósito do Centenário do Cinema Português”, organizados pelo Cineclube de Faro, 29 de Abril de 1997

Seminário de Escrita para Cinema e Televisão, na Fundação Calouste Gulbenkian nos meses de Abril, Maio e Junho de 1997

Artaud e os seus duplos, no Colóquio Internacional “À espera de Artaud”, que organizou com o apoio do Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens e o Instituto Franco-Português, a 13 de Outubro de 1997

Narração e enunciação, nos III Encontros de Cinema: “Cinema e Literatura”, organizados pela Sala de Estudos Cinematográficos da Universidade de Coimbra, a 23 de Outubro de 1997

1998

How Portuguese is Portuguese Cinema?, no “Portuguese Film Festival” organizado pelo Department of Classical and Modern Languages da Rutgers University, Estados Unidos da América, 17 de Abril de 1998

O quadro branco, no 10º Encontro Nacional da Associação de Professores de Expressão e Comunicação Visual, “A arte como linguagem universal”, 7 de Maio de 1998

Panorâmica do cinema português, no “Curso de Língua e Cultura Portuguesas” da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa”, 3 de Julho de 1998

Teatro nu, no Colóquio Internacional “Teatro Iberoamericano o Teatro en Iberoamérica?”, Jarandilla de la Vera, 28 de Julho de 1998

A arte no mundo contemporâneo, apesar dos impasses, no Simpósio Internacional “Arte e Cultura Contemporânea” organizado pela Universidade Federal Fluminense, Niterói, a 17 de Setembro de 1998

1999

A realidade das imagens do real, no Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação “As Ciências da Comunicação na Viragem do Século”, a 23 de Março de 1999

Tendências e recorrências do cinema português, no Curso de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa, a 6 de Julho de 1999

O amor como cena, no Curso de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa, a 22 de Julho de 1999

2000

O velho e o novo no Cinema Português, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia, a 24 de Abril de 2000

Suspeitas sobre o espectáculo, no Encontro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa e Extensão em Contemporaneidade, Imaginário e Teatralidade (GIPE-CIT) da Universidade Federal da Bahia

Situação e Temas do Ensino e Investigação das Artes Cénicas em Portugal, na I Reunião Científica da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cénicas (Abrace), em Salvador da Bahia, a 3 de Maio de 2000

Dúvidas sobre a imagem, no Curso da Arrábida “A Construção do Olhar”, 24 de Agosto de 2000

2001

La relevancia da la teoría del espectáculo en la teoría de la comunicación, o el anillo de Stanislavski, no I Congresso Ibérico de Comunicação, Málaga, 9 de Março de 2001, em que presidiu à secção Teoría del Espectáculo

Os públicos da arte, no ciclo de conferências associado à Exposição “KWY Paris 1958-1968”, Centro Cultural de Belém, 8 de Junho de 2001

Grandes tendências do cinema português, no Curso de Língua e Cultura Portuguesas, Universidade Nova de Lisboa, 6 de Julho de 2001

Posições e dúvidas sobre a virtualidade do virtual, no Congresso Internacional sobre Cultura das Redes, organizado pelo CECL na Fundação Calouste Gulbenkian, em Outubro de 2001

O espectáculo da comunicação, no ciclo de conferências “20 anos para 2000”, comemorativos dos 20 anos do Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, a 22 de Novembro de 2001

2002

Conversa inacabada sobre o cinema português, no colóquio “Le cinéaste portugais João Botelho”, organizada pela Universität Trier e realizado na Cinemateca do Luxemburgo a 9 de Fevereiro de 2002

Lugares de passagem ou de contacto?, no Debate sobre “Psicologia e Dança” organizado pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Coimbra a 5 de Março de 2002

Tendências e recorrências do cinema português (retomando a conferência de 1999) e Poemas portugueses: de Camões a Ramos Rosa, no Curso de Língua e Cultura Portuguesa da Universidade Nova de Lisboa, a 4 e a 10 de Julho de 2002

2003

Orfeu e Ecrã, no Colóquio sobre “Natália Correia”, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, da Universidade Nova de Lisboa, a 27 de Março de 2003.

Bibliografia:

Livros e artigos:

Young people and the aging of remote rural areas, in Franz Pavelka e Michel Stefanov (orgs.), Rural Youth: yesterday, today, tomorrow, Sofia, International Sociological Association/ European Centre for Social Welfare Training and Research/ Institute of Youth Studies, 1985

Terra Que Já Foi Terra: análise sociológica de nove lugares agro-pastoris da serra da Lousã, Lisboa, Salamandra, 1985, 290 páginas

Deixar ou não o meio rural: notícia e comentário, Revista Crítica de Ciências Sociais,nº 21, Novembro de 1986

A ciência e o regresso da estética, Revista Portuguesa de Psicanálise, nº 4, Dezembro de 1986

Her lips were soft: presença da estética na ciência, Revista de Comunicação e Linguagens, nº 5, Novembro de 1987

Chez eux, chez nous, in Antoine Lion e Pedro de Meca (orgs.), Culture et pauvretés, Paris, La Documentation Française, 1988

Os brancos de António Ramos Rosa, Revista de Comunicação e Linguagens, nº 6/7, Março de 1988

A dimensão dramática, literária e visual do trabalho científico: alguns exemplos, Sociologia: Problemas e Práticas, nº 7, Outubro de 1989

Luso-americanos no Connecticut: questões de etnicidade e de comunidade, separata de Povos e Culturas, nº 2, datado de 1987 mas efectivamente saído em Novembro de 1989, 148 páginas

Uma cenografia de câmara, in José Manuel Castanheira, O Espaço Memória, Lisboa, Centro de Arte Moderna, Fundação Calouste Gulbenkian, 1989

Os usos das artes na era da diferenciação social: críticas e alternativas a Pierre Bourdieu, Revista de Comunicação e Linguagens, nº 12/13, Janeiro de 1991

A figura da derrota no cinema português, Via Latina, nº 3, Maio de 1991

O real muda: e a sua interpelação?, in O Teatro e a Interpelação do Real, edição trilingue da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e das Edições Colibri, Lisboa, edição bilingue datada de 1990 mas efectivamente publicado em 1992

Recuperação de espaços teatrais no concelho de Oeiras, in José Manuel Castanheira (org.), Arqueologia e recuperação dos espaços teatrais, Lisboa, ACARTE/ Fundação Calouste Gulbenkian, datado de 1992 embora de facto publicado em 1993

Públicos das artes ou artes públicas?, in Idalina Conde (coord.), Percepção Estética e Públicos da Cultura, Lisboa, ACARTE/Fundação Calouste Gulbenkian, datado de 1992 embora de facto publicado em 1993

Bourdieu e as críticas que caíram ao chão, Revista Crítica de Ciências Sociais, nº 37, Junho de 1993

Scénographier le temps, in José Manuel Castanheira, Scénographies: 1973-1993, Évora, Nobilis, 1993, volume publicado como catálogo da exposição realizada no Centre Georges Pompidou

Emigrantes imigrados: da Lousã ao Connecticut, uma investigação em dois tempos, in Nizza da Silva, Ioannis Baganha, Maria José Maranhão e Halpern Pereira (orgs.), Emigração/imigração em Portugal: actas do Colóquio Internacional sobre Emigração e Imigração em Portugal (séculos XIX e XX), Lisboa, Fragmentos, 1993

Questões teóricas e metodológicas na sociologia das artes, in José Madureira Pinto (org.), Estruturas Sociais e Desenvolvimento, Actas do II Congresso Português de Sociologia, vol. II, Lisboa, Fragmentos, 1993

Emigração: o eterno mito do retorno, Oeiras, Celta, 1994, 65 páginas

Os públicos dos teatros de Lisboa: primeiras hipóteses, Análise Social, vol. XXIX, nº 129, 1994

Os Outros da Arte, Oeiras, Celta, 1996, 316 páginas;

Co-organizou, com João Mário Grilo, o número 23 da Revista de Comunicação e Linguagens, dedicado ao centenário do cinema, com data de Dezembro de 1996. Aí publicou o artigo Fenomenologias do cinema e as recensões a Fidelino de Figueiredo, “De regresso de Hollywood” e Almada Negreiros, “O cinema é uma coisa e o teatro é outra”, além de co-traduzir os artigos “Qual é o problema da teoria do cinema?”, de Ian C. Jarvie, “7 argumentos em defesa da 7ª arte ou a conta do talento”, de Yvette Biro, “Fim de Festa”, de Raymond Bellour e “Como todos os velhos casais, cinema e televisão acabaram por ficar parecidos”, de Serge Daney

Artaud, um visionário do cinema, no catálogo que dirigiu para o ciclo organizado em conjunto pelo Núcleo de Estudos Cinematográficos da Universidade Nova de Lisboa e pela Cinemateca Portuguesa, Lisboa, Outubro de 1997

Glosa a versos de Ammons, in A Arte, o Artista e o Outro, Vila Nova de Famalicão, Fundação Cupertino de Miranda, 1997

Organizou o número 24 da Revista de Comunicação e Linguagens, com o tema “Dramas”, dedicado às questões da representação, drama e espectáculo, com data de Junho de 1998. Aí publicou o seu artigo Artaud entre a vida e a morte, e foi co-tradutor do artigo “Performance e cultura performativa: o teatro como modelo cultural”, de Erika Fischer-Lichte

As artes: várias vidas, várias mortes, in Antelo, Camargo, Andrade e Almeida (orgs.), Declínio da arte/Ascensão da Cultura, Letras Contemporâneas/Abralic, Florianópolis (Brasil), 1998

El fuego de Pina Bausch, Revista Apuntes Teatro, nº 116, Santiago de Chile, 2º semestre de 1999

Ficção e abdução, Educare Educere, Ano V, nº 6, Junho de 1999

Uma margem no centro: a arte e o poder do ‘novo cinema’, in Luís Reis Torgal (org.), O Cinema sob o Olhar de Salazar, Lisboa, Círculo de Leitores, 2000 (e posteriormente na editora Temas e Debates, 2001)

Pode uma peça sobre o poder ser também sobre a amizade?, prefácio a Richard Dresser, Abaixo da Cintura, Oeiras, Celta, 2001, tradução sua e primeiro volume de uma colecção de teatro e cinema que passou a orientar nesta editora

Posições e dúvidas sobre a virtualidade do virtual, in Revista de Comunicação e Linguagens, nº extra, A Cultura das Redes, Junho de 2002

Imagens da Imagem, in José Bragança de Miranda e Joel Frederico da Silveira (orgs.), As Ciências da Comunicação na Viragem do século: Actas do I Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, Lisboa, Vega, 2002

A Realidade das Imagens do Real, in José Bragança de Miranda e Joel Frederico da Silveira (orgs.), As Ciências da Comunicação na Viragem do século: Actas do I Congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação, Lisboa, Vega, 2002

Destaques da actualidade teatral portuguesa, in Celcit, Revista de Teatro, nº 22, Buenos Aires, Setembro de 2002

Organizou o número 32 da Revista de Comunicação e Linguagens, com o tema “Ficções”, no prelo, para o qual contribuiu também com o artigo Alternativas ao realismo no novo cinema português

Uma aventura permanente: história e sociografia do novo cinema português (1961-1990), Lisboa, Observatório de Actividades Culturais, livro no prelo

Conversation inachevée sur le cinéma portugais, in Henry Thorau (org.), João Botelho, Cinémathèque de Luxembourg, no prelo

Orfeu e Ecrã, sobre as encenações televisivas de Natália Correia, in Fernando Rebello (org.), Natália Correia, London, Rebello Publishing, no prelo

An afternoon in Portugal: andanças luso-americanas no Connecticut, in Salwa Castel Branco e Jorge Freitas Branco (orgs.), Vozes do Povo: a folclorização em Portugal, Oeiras, Celta, no prelo

Experimentar viver: Bartís, Bausch, Pérez, Pavlovsky, revista Gestos, número dedicado ao Processo Teatral, University of California, no prelo

Outras publicações

Para catálogos de exposições, escreveu três textos:

Objectos de desconfiança, para a exposição de pintura de Rogério Silva, Lisboa, Galeria Monumental, Março de 1986

O colete e a força - comentário sobre a espera e a barbárie, para a exposição colectiva intitulada À Espera dos Bárbaros, Lisboa, Galeria Pedro e o Lobo, Julho de 1990

Femaëlstrom, para a exposição de pintura de Filomena Serra, Lisboa, Galeria de São Bento, 1999

Tem também escrito regularmente nos seguintes jornais e revistas: Jornal de Letras, Expresso, Público, Pública, Diário de Notícias, Já, Vida Mundial, Première. De entre os textos de maior dimensão, destaca:

Questões de gosto sem senso, sobre Edgar Morin, Jornal de Letras, 1984

Para situar o Carnaval, Jornal de Letras, nº 87, 3 de Março de 1984

Linguagens e comunicação, recensão ao livro Estratégias da Comunicação, de Adriano Duarte Rodrigues, Público, 23 de Novembro de 1990

Esqueceram-se do Tim, sobre o filme Pequenos Crimes entre Amigos, de David Boyle, Já, nº 1, 21 de Março de 1996

Cavalheiro procura convívio, sobre o filme Afirma Pereira, de Roberto Faenza, Já, nº 1, 21 de Março de 1996

O mudo que fala, sobre o filme Há Festa na Aldeia, de Jacques Tati, Já, nº 2, 28 de Março de 1996

O rato pariu um filme, sobre o filme Toy Story, de John Lasseter, Já, nº 3, 4 de Abril de 1996

Mário Viegas viveu, Já, nº 3, 4 de Abril de 1996

Othello resiste, sobre o filme Othello, de Oliver Parker, Já, nº 5, 18 de Abril de 1996

O Coração de Oliveira, sobre o filme A Caça, de Manoel de Oliveira, Já, nº 6, 24 de Abril de 1996

A Bela e o Bêbedo, sobre o filme Morrer em Las Vegas, de Mike Figgis, Já, nº 7, 2 de Maio de 1996

A ambiguidade do mal, sobre o filme A Sede do Mal, de Orson Welles, Já, nº 9, 16 de Maio de 1996

Diário Bufo, sobre o workshop de Philippe Gaulier na Fundação Gulbenkian dedicado à Técnica do Bufão, Já, nº 9, 16 de Maio de 1996

O regresso ao ringue, entrevista a Fernando Lopes, Já, nº 11, 30 de Maio de 1996

Pepino cor-de-rosa, sobre o filme Comer, Beber, Homem, Mulher, de Ang Lee, Já, nº 13, 13 de Junho de 1996

Mais Morto que vivo, sobre o teatro brasileiro, Já, nº13, 13 de Junho de 1996

Cinema Underground, Já, nº 14, 20 de Junho de 1996

Tabacarias, sobre o filme Fumo, de Waine Wang e Paul Auster Já, nº 14, 20 de Junho de 1996

A nós o que é de César, sobre o filme A Flor do Mar, de João César Monteiro, Já, nº 14, 20 de Junho de 1996

De Washington a Clinton, sobre os presidentes no cinema americano, Já, nº 15, 27 de Junho de 1996

Presidentes encenados, sobre a encenação da vida política, Já, nº 15, 27 de Junho de 1996

Chaplin no pátio, sobre o filme Dom Roberto, de Ernesto de Sousa, Já, nº 15, 27 de Junho de 1996

Se os índios fizessem filmes, sobre o género western, Já, nº 16, 4 de Julho de 1996

Ascensão, sobre o filme Para além das nuvens, de Michelangelo Antonioni e Wim Wenders, Já, nº 17, 11 de Julho de 1996

A Valsa no Espaço, sobre o filme 2001, Odisseia no Espaço, de Stanley Kubric, Já, nº 18, 18 de Julho 1996

Fax de Deus sobre os Anjos, sobre a temática dos anjos, Já, nº 18, 18 de Julho de 1996

Anjos de Celulóide, sobre os anjos no cinema, Já, nº 18, 18 de Julho de 1996

Admirável New Age, sobre o filme Safe, de Todd Haynes, Já, nº 19, 25 de Julho de 1996

Elite para todos, sobre o filme Brigada de Elite, de Lee Tamahori, Já, nº 20, 1 de Agosto de 1996

Pretérito Imperfeito, sobre a exposição O Cinema Vai ao Teatro, patente no Museu do Teatro, Já, nº 22, 15 de Agosto de 1996

Diário de um estágio e Actores que não representam, reportagem com Marcia Haufrecht, do Actor’s Studio, Já, nº 23, 22 de Agosto de 1996

Trintões ao telefone, sobre o filme Denise Telefona, de Hal Salwen, Já, nº 24, 29 de Agosto de 1996

Os desastres de Mabel, sobre o filme Uma Mulher sob Influência, de John Cassavetes, Já, nº 25, 5 de Setembro de 1996

Bloodygena, sobre a actriz Gena Rowlands, Já, nº 25, 5 de Setembro de 1996

Prince quebra-nozes, sobre The Jeoffrey Ballet, Já, nº 26, 12 de Setembro de 1996

Bem-vindos a Fargo, sobre o filme Fargo, de Joel e Ethan Coen, Já, nº 26, 12 de Setembro de 1996

Motamorfoses do cinema, Já, nº 30, 10 de Outubro de 1996

Cinema Trabalhista, sobre o filme Segredos e Mentiras, de Mike Leigh, Já, nº 31, 17 de Outubro de 1996

O Teatro de Leigh, sobre o dramaturgo e encenador Mike Leigh, Já, nº 31, 17 de Outubro de 1996

Pop-Modernismo, sobre o filme Trainspotting, de Danny Boyle, Já, nº 33, 31 de Outubro de 1996

Sexo com dor, sobre o filme O Último Tango em Paris, de Bernardo Bertolucci, Já, nº 34, 7 de Novembro de 1996

Filmes desesperados, sobre uma mostra de cinema contemporâneo, Já, nº 35, 14 de Novembro de 1996

Vã Glória, sobre o filme O Quartilho, de Fábio Barreto, Já, nº 36, 21 de Novembro de 1996

Party, sobre o filme Party, de Manoel de Oliveira, Já, nº 37, 28 de Novembro de 1996

O Festival de Munique, Já, nº 37, 28 de Novembro de 1996

Shakespeare, Groucho Modo, sobre o espectáculo As Obras Completas de William Shakespeare em 97 minutos, pela Reduced Shakespeare Company, Já, nº 37, 28 de Novembro de 1996

Morte e Insurreição de Antonin Artaud, Vida Mundial, nº 2, Março de 1998

Mudanças de Pina Baush, Vida Mundial, nº 4, Maio de 1998

Espero que filmes isto com amor, a propósito do filme de Fernando Lopes sobre Pina Bausch, Vida Mundial, nº 5, Junho de 1998

O teatro como ‘cosa mentale’, diálogo com Luís Miguel Cintra a propósito do aniversário do Teatro da Cornucópia, Vida Mundial, nº 9, Outubro de 1998

Os papa teatro, sobre o Festival de Avignon, Pública, 1 Agosto de 1999

A força da idade, sobre três espectáculos de Pina Bausch, Expresso, 25 de Março de 2000

Cultura e Preconceito, sobre a política estatal relativa às artes do espectáculo, Expresso, 27 de Janeiro de 2001

Encontro de Experiências em Buenos Aires, sobre o Festival de Teatro Iberoamericano em Buenos Aires, Diário de Notícias, 14 de Março de 2001

Festival de Mar del Plata, Première, 18 de Abril de 2001

Direcção de trabalhos científicos:

Mestrado e Doutoramento

Orientou a dissertação de Mestrado em Estudo Americanos da Universidade Aberta, intitulada “Vozes de Emigrantes: História oral dos portugueses em Chicopee, Massachusetts”, do Lic. Tony Sousa Claudino, aprovada em 13 de Janeiro de 1998.

Orientou a dissertação de Mestrado em Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa da Lic. Eleonor Margarida Motta Botelho de Melo Sousa, com o título “Arte, para além da técnica – o mundo operatório da técnica e o mundo simbólico da arte”. Foi aprovada em 2001 com Muito Bom por unanimidade.

Está a orientar a dissertação de Mestrado em Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa do Lic. Rui Miguel Silva Braz, com o título “O Espaço do Teatro - tipologia dos espaços teatrais e condições da sua emergência”.

Está a orientar a dissertação de Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação no Departamento de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa do Lic. Joaquim Paulo Nogueira, com o título “Escrita Teatral dos Anos 90: impasses e perspectivas da dramaturgia portuguesa do fim do milénio”.

Está a orientar a dissertação de Doutoramento em Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa do Mestre Delson Lima Filho, intitulada “A Comunicação da Imagem Geometro-fractal na Arte de Vieira da Silva”.

Está a orientar a dissertação de Doutoramento em Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa da Mestre Maria Paula Pinto Soares, intitulada “Cinema como Arte e como relação entre as Artes: questões teóricas e análise do cinema de João César Monteiro e do pós-cinema de Bill Viola”.

Fez o enquadramento em Portugal e a co-orientação da dissertação de doutoramento em Comunicação e Semiótica do Mestre Jorge Luiz Cruz, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, intitulada “Do modo do cinema: a palavra e a imagem”.

Orientou a dissertação de Doutoramento em Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa da Mestre Vera Sandra dos Santos de Sousa Borges, intitulada “O Teatro Profissional em Portugal nos Anos 90: companhias e percursos”, até a candidata a transferir para o Departamento de Sociologia.

Está a orientar a dissertação de doutoramento em Ciências Sociais, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, da mestre Cláudia Maria Guerra Madeira, intitulada “O hibridismo nas artes performativas”.

Está a orientar a dissertação de Doutoramento em Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa da Mestre Regina Lucia Gomes Souza e Silva, intitulada “O cinema brasileiro exibido em Portugal: estudo da recepção de filmes brasileiros do Cinema Novo ao Novo Cinema (1961-1990)”.

Está a orientar a dissertação de Doutoramento em Ciências da Comunicação no Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa da Mestre Leonor Areal e Silva Calvet da Costa, intitulada “Ficções do real: representações e ideologia no cinema português”.

Participação em Júris:

Júris Universitários

Foi membro dos júris dos exames ad-hoc de acesso à licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa nos anos de 1990, 1995 e 1997.

A 12 de Junho de 1996, no Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa, foi arguente da dissertação de Mestrado em Ciências Sociais (Cultura e Mudança Social) intitulada “Críticas e Críticos: um estudo sociológico da crítica literária nos jornais”, do Lic. Rui Telmo Ferreira de Oliveira Gomes, orientada pela Professora Doutora Eduarda Cruzeiro.

A 19 de Fevereiro de 1997, no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, foi arguente da dissertação de Mestrado em Ciências Sociais (Cultura e Mudança Social) intitulada “Comédias Cinematográficas dos anos 30/40: textos e contextos”, do Lic. Vasco Diogo, orientada pela Professora Doutora Maria de Lourdes Lima dos Santos.

A 21 de Fevereiro de 1997, na Universidade Nova de Lisboa, foi arguente da tese de Mestrado em Estudos Literários Comparados intitulada “On the Air: voz, som e música na dramaturgia radiofónica e televisiva de Samuel Beckett”, do Lic. Vasco Lorente Corisco, orientada pela Professora Doutora Yvette K. Centeno.

A 12 de Janeiro de 1998, na Universidade Nova de Lisboa, fez parte do júri de doutoramento e teve a intervenção final nas provas de doutoramento em Ciências da Comunicação (especialidade de cinema) do Lic. Eduardo Geada, que apresentou a dissertação intitulada “Os Mundos do Cinema”.

A 13 de Janeiro de 1998, na Universidade Aberta foi arguente da dissertação de Mestrado em Estudos Americanos da Universidade Aberta, intitulada “Vozes de Emigrantes: História oral dos portugueses em Chicopee, Massachusetts”, do seu orientando Lic. Tony Sousa Claudino, aprovada em 13 de Janeiro de 1998.

A 20 de Maio de 1998, na Universidade Nova de Lisboa, fez parte do júri de doutoramento em Estudos Portugueses (especialidade em Literatura Portuguesa do Século XX) do Mestre Rui Barreira Zink, que apresentou a tese intitulada “Banda Desenhada Portuguesa Contemporânea”, orientada pelo Professor Doutor Arnaldo Saraiva.

A 14 Abril de 1999, na Universidade Nova de Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação intitulada “Processos de Abstracção nas Linguagens Visuais: Pintura, Cinema, Arte Vídeo e Videoclips”, da Lic. Patrícia Silveirinha, orientada pelo Professor Doutor João Mário Grilo.

A 16 de Abril de 1999, na Universidade Nova de Lisboa, fez parte do júri de doutoramento em Ciências da Comunicação da Mestre Maria Teresa Cruz, que apresentou a tese intitulada “Investigações sobre a modernidade estética: sobre arte, estética e técnica”, orientada pelo Professor Doutor José Bragança de Miranda.

A 10 de Novembro de 1999, na Universidade Nova de Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação intitulada “Fotografia e a Imagem Construída: o privilégio de um olhar moderno”, do Lic. António Sérgio Mah Alves da Silva, orientada pelo Professor Doutor João Mário Grilo.

A 3 e 4 de Abril de 2000, na Universidade Nova de Lisboa, foi arguente das provas de doutoramento em Ciências da Comunicação (especialidade de Comunicação e Cultura) do Lic. João Maria Gomes Ribeiro Mendes, que apresentou as dissertações “Por quê tantas histórias: uma investigação na área de Comunicação e Cultura sobre o lugar do ficcional na aventura humana” e “A nova plataforma comunicacional e o que e por quê nela se ensina”, orientadas pelo Professor Doutor Tito Cardoso e Cunha.

A 30 de Outubro de 2000, na Universidade da Beira Interior, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação intitulada “Violência e Cinema, Monstros, Soberanos, Ícones e Medos”, do Lic. Luís Carlos da Costa Nogueira, orientada pelo Professor Doutor José Bragança de Miranda.

A 22 de Fevereiro de 2001, na Universidade Nova de Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação intitulada “Arte, para além da técnica – o mundo operatório da técnica e o mundo simbólico da arte”, da sua orientanda Lic. Eleonor Margarida Motta Botelho de Melo Sousa.

A 30 de Março de 2001, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Estética e Filosofia da Arte intitulada “O riso e as lágrimas: estudo sobre a estética teatral de Samuel Beckett”, da Lic. Maria João Lopes dos Reis, orientada pelo Professor Doutor Carlos João Correia.

A 7 de Novembro de 2001, na Universidade Nova de Lisboa, foi arguente da tese de mestrado em Ciências da Comunicação intitulada “Cinema Total: A experiência cinematográfica e os efeitos espectatoriais a partir da Filmologia”, do Lic. José Filipe Moreira da Costa, orientada pelo Professor Doutor João Mário Grilo.

A 28 de Fevereiro de 2002, na Universidade Nova de Lisboa, fez parte do júri e fez a intervenção final das provas de doutoramento em Ciências da Comunicação do Lic. Eduardo Paz Barroso, que apresentou as dissertações “Justificação e Crítica do Cinema Português – Anos 60/Anos 70”, orientada pelo Professor Doutor Tito Cardoso e Cunha.

A 4 de Junho de 2002, na Universidade Católica Portuguesa (Escola das Artes, Porto), foi o arguente da tese de mestrado em Som e Imagem intitulada “Anjo Caído: argumento para telefilme”, do Lic. Paulo Jorge Rodrigues da Rosária, orientada pelo Professor Doutor Arnaldo Saraiva.

A 18 de Janeiro de 2002, na Universidade Nova de Lisboa, foi arguente da dissertação de Mestrado em História da Arte Contemporânea intitulada “Teoria e Crítica de Arte em Portugal (1871-1900), da Lic. Sandra Maria Fonseca Leandro, orientada pela Professora Doutora Margarida Acciaiuolli.

A 6 de Junho de 2002, fez parte do júri que concedeu na Universidade Nova de Lisboa a equivalência ao grau de Mestre em História de Arte a Maria Paula Pinto Soares.

A 17 e 18 de Junho de 2002, na Universidade Nova de Lisboa, fez parte do júri e fez a intervenção final das provas de doutoramento em Ciências da Comunicação (especialidade de Cinema) do Lic. Carlos Miguel de Sá e Melo Ferreira, que apresentou as dissertações “As poéticas do cinema: a poética da terra e os rumos do humano na ordem do fílmico” e “Para além das poéticas do cinema: o cinematógrafo”, orientadas pelo Professor Doutor João Mário Grilo.

A 20 de Setembro de 2002, na Universidade Aberta, foi arguente das provas de doutoramento em Teoria da Literatura, especialidade de literatura comparada, da Mestre Maria do Rosário Leitão Lupi Bello, que apresentou a dissertação “Da narrativa literária à narrativa fílmica: ‘Amor de Perdição’, um exemplo de transcodificação intersemiótica”, orientada pelos Professores Doutores Vítor Aguiar e Silva e Carlos Reis.

A 30 e 31 de Janeiro de 2003, na Universidade Nova de Lisboa, fez parte do júri das provas de doutoramento em Ciências da Comunicação (especialidade de Cinema) do Lic. Rafael Pereira Godinho, que apresentou a dissertação “Estética d’Os Amores Frustrados: dandismo e melancolia na obra cinematográfica de Manoel de Oliveira” e a tese complementar “O labirinto da cor: de Dreyer a Klee”, orientadas pelo Prof. Doutor João Mário Grilo.

Em Fevereiro de 2003, na Universidade Nova de Lisboa, fez parte do júri que concedeu na Universidade Nova de Lisboa a equivalência ao Mestrado em Ciências da Comunicação a Regina Lúcia Gomes Souza e Silva.

A 8 de Abril de 2003, na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, foi arguente das provas de Mestrado em Teorias da Arte da Lic. Elisa Maria Gaudêncio Soares, que apresentou a dissertação “Cruz Filipe: Viagem do tempo do cinema ao interior do tempo da pintura”, orientada pelo Prof. Pintor Hugo Ferrão.

Outros Júris

De Outubro de 1988 a Maio de 1992, foi consultor da Câmara Municipal de Oeiras para a área do teatro.

Fez parte, em 1996, da Comissão Consultiva do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian, para a Concessão de Bolsas de Estudo na área do teatro e dança.

Foi membro do Júri de selecção de curtas-metragens do Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual (IPACA), Outubro de 1996.

Foi membro do Júri de selecção de primeiras obras (longas-metragens) do Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual, Novembro de 1996.

Foi Presidente do Júri de selecção de longas-metragens do Instituto Português de Arte Cinematográfica e Audiovisual, Maio e Novembro de 1997.

Foi assessor da exposição “Objectos Comunicantes”, inaugurada a 13 de Setembro de 1999 no âmbito da Experimentadesign99.

Foi membro do Júri de selecção de longas-metragens do Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM), em Agosto de 1999 e Janeiro de 2000.

Foi membro do Júri do Prémio APAD de Teatro 2001, atribuído em Junho de 2002 pela Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos.

Funções organizativas:

No Departamento de Ciências da Comunicação

É, presentemente, Presidente da Comissão Científica e Coordenador do Departamento de Ciências da Comunicação.

Foi membro da Comissão Pedagógica do Departamento de Ciências da Comunicação nos anos lectivos de 1994/95, 95/96 e seu Presidente no ano lectivo 1997/1998.

Em Fevereiro de 1999, foi eleito Coordenador e Presidente da Comissão Científica do Departamento de Ciências da Comunicação, cargos que exerceu até Fevereiro de 2000.

Nessas funções, para além da gestão corrente, organizou em Março a visita da Comissão de avaliação externa, com grande participação dos docentes, estudantes e entidades empregadoras e elaborou a respectiva documentação.

Durante o seu mandato, foram aprovados: o novo Grupo de Disciplinas de Ciências da Comunicação; o novo regulamento de Mestrado; uma proposta de contrato-programa, que foi apresentado como modelo aos outros Departamentos; os ECTS e regras para dar equivalências a notas estrangeiras e uma proposta de elenco de Majors e Minors em Ciências da Comunicação.

Organizou uma reunião de todos os docentes, em Junho, onde se trocaram experiências, programas, bibliografias, linhas de trabalho.

Organizou uma reunião com antigos alunos e deixou bem encaminhada a criação da respectiva Associação, já com estatutos.

Conseguiu a aquisição de valioso equipamento de informática, imagem e som.

Dinamizou o processo de elaboração de protocolos com todos os outros cursos de comunicação do país, bem como a relação com a Biblioteca central da Faculdade.

Conseguiu contratações para abrir as disciplinas de Ciberjornalismo e Fotografia.

No Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens (CECL)

É membro do Centro de Estudos em Comunicação e Linguagens (CECL). Nesse âmbito, tem organizado a vinda de vários Professores estrangeiros. No concurso de 1999 para projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, apresentou o projecto individual “Comunicação e Incomunicação no novo cinema português” e integrou a equipa do projecto colectivo “Tendências da cultura das redes em Portugal”; ambos os projectos foram financiados, em 2002. Desde 2003, coordena a linha de acção “Cinema, Ficção e Drama”

Faz parte da Redacção da Revista de Comunicação e Linguagens, e, desde 1996, pertence ao seu Conselho Editorial. Organizou três números dessa revista, intitulados O Que É o Cinema?, Dramas e Ficções.

Moderou uma das mesas do ICTM’97: Conferência Internacional sobre Tecnologias e Mediação, organizado pelo Departamento de Ciências da Comunicação da Universidade Nova de Lisboa, o Centro de Estudos de Comunicação e Linguagens, o Departamento de Comunicação Social da Universidade da Beira Interior e o CNRS/LAIOS de Paris, a 29 de Março de 1997

Organizou o Colóquio Internacional “À espera de Artaud”, com o apoio do Instituto Franco-Português, em Outubro de 1997

Coordenou a secção “Mapeamento da experiência” do 1º Congresso Internacional sobre Cultura das Redes, organizado pelo CECL na Fundação Calouste Gulbenkian em Outubro de 2001

No Núcleo de Estudos Cinematográficos

Foi um dos fundadores, em Outubro de 1996, do Núcleo de Estudos Cinematográficos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, de configuração interdepartamental, dedicado à investigação, pedagogia e divulgação do cinema. Aí estruturou, em 1997, um programa de Pós-graduação e Mestrado, já aprovado em Senado Universitário.

Também no âmbito do Núcleo, organizou em Outubro e Novembro de 1997 um ciclo de filmes com Antonin Artaud ou por ele escritos e de vídeos sobre a sua vida e obra, exibidos na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e na Cinemateca Portuguesa. Para esse ciclo, organizou um catálogo e escreveu o respectivo texto de introdução.

Do Futuro Núcleo de Estudos das Artes do Espectáculo

Está a preparar com colegas de vários departamentos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas a fundação, muito em breve, de um Núcleo de Estudos das Artes do Espectáculo, dedicado a investigar, experimentar e ensinar o que diz respeito às artes cénicas. Pretende-se, entre outras actividades, oferecer um Mestrado em Artes do Espectáculo a partir do ano lectivo de 2004/2005.

Outras funções organizativas

É membro fundador da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação (SOPCOM). Fez parte da Comissão de Programa do seu 1º e do seu 2º Congresso, intitulado “As Ciências da Comunicação na Viragem do Século”, coordenando a secção “Comunicação, Imagens e Imaginário”.

No I Congresso Ibérico de Comunicação, em Málaga, em Março de 2001, presidiu à secção Teoría del Espectáculo.

Actividade Artística:

Formação artística

Tem feito regularmente estágios e aulas de voz, canto, jazz, pantomima, sapateado, técnica de máscara, técnica de bufões, Alexander Technique, Linklater Technique, Tai Chi Chuan, Chi Kung, contact improvisation, body-mind centering, ioga, bioenergética e biosíntese, expressão dramática, interpretação, método do Actor’s Studio, encenação e guionismo com professores portugueses, franceses, italianos, ingleses, alemães, russos e americanos. Destaca, entre as pessoas com quem trabalhou, Peter Brook, Pina Bausch, Andrei Serban, Eugenio Barba, Julia Varley, Polina Klimovistskaya, Martia Haufrecht, Philippe Gaulier, Adolfo Gutkin, Mario Valdez, Howard Sonenklar, Ana Waxman, Walton Bir, Yvette Biro, Nicola Badaluco, Gilberto Briani, José de Oliveira Barata, António Brito, Maria João Serrão, Maria do Rosário Coelho, Inês Martins, Lúcia Lemos e Conceição Nunes.

Actividade Teatral

Iniciou a sua actividade teatral em Coimbra: no Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC) fez um curso de teatro com os professores José de Oliveira Barata, Mário Barradas, Adolfo Gutkin, Joaquim Benite e Orlando Worm e participou como actor na peça E Agora?, encenada por Adolfo Gutkin, apresentada em vários teatros do país e no Festival Internacional de Lyon de 1978.

Em 1980, já em Lisboa, depois de uma breve passagem, como actor, pelo Teatro Nacional D. Maria II, fundou o grupo Íbis. Em 1981 estreou o espectáculo Drama em Gente: exposição teatral sobre Fernando Pessoa, de que fez a dramaturgia e a encenação, e em que participou como actor; ganhou com este espectáculo o Prémio Revelação 1981 da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.

Em 1983 apresentou Poemas a Piaf (com textos de Jorge de Sena e canções de Edith Piaf), onde trabalhou igualmente como dramaturgista, encenador e actor.

Em 1984, ainda com o Íbis, encenou Sonata, de Yannis Ritsos, que apresentou na Fábrica de Cerâmica Lusitânia, em Lisboa, e na IV SITU, em Coimbra.

Em 1985, dirigiu a leitura encenada de peça Meio Dia, de Luís Figueiredo Tomé, na Sociedade Portuguesa de Autores.

No mesmo ano traduziu a peça A Noite das Tríbades, de Peer Olov Enquist, que foi apresentada no Teatro da Trindade com encenação de Fernanda Lapa.

Ainda em 1985, foi assistente de encenação do argentino Ricardo Marques na peça Embalagem Perdida, de Vera Feyder, no Instituto Franco-Português, posteriormente emitida na RTP2.

Em 1986 encenou para o CITAC Crime na Catedral, de T.S. Eliot, com tradução sua; o espectáculo estreou no Convento de Santa Clara a Velha, em Coimbra, apresentando-se seguidamente no Porto (no âmbito do FITEI) e em vários outros pontos do país.

Em Abril de 1987 estreou-se no papel de Horácio da peça Hamlet, de William Shakespeare, com encenação de Carlos Avilez, no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian.

De Setembro de 1987 a Fevereiro de 1988 representou o papel de Autor na peça A Dama do Maxim's, de Georges Feydeau, com encenação de João Lourenço, no Teatro Aberto, em Lisboa, e no Teatro Carlos Alberto, no Porto.

Em Dezembro de 1987 encenou para o Íbis A Espuma dos Dias, segundo tradução e adaptação suas do romance homónimo de Boris Vian.

Em Novembro de 1989 estreou na Oficina Municipal de Teatro de Oeiras a peça Os Pais Terríveis, de Jean Cocteau, com encenação de Fernanda Lapa, onde representou o papel de Michel. Foi apresentada também no Instituto Franco-Português, em Lisboa.

Em Junho de 1990 traduziu, adaptou e encenou a peça Rei Lear, de William Shakespeare, também para a Oficina Municipal de Teatro de Oeiras.

Em Novembro de 1991 e Janeiro de 1992 foi actor da peça Nunca Nada de Ninguém, de Luísa Costa Gomes, encenada por Ana Tamen no Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e posteriormente também apresentada no Porto e em Coimbra.

Em Fevereiro e Março de 1996 integrou o elenco do espectáculo Alma 13, coreografado por Madalena Victorino e apresentado em Coimbra no âmbito das VI Jornadas Lusófonas.

Em 1997, dirigiu e interpretou o espectáculo Canções do Sonoro, comemorativo dos Cem Anos do Cinema Português, no Teatro da Trindade.

Em Novembro de 1997, estreou Artaud-Estúdio, com textos de Antonin Artaud, Sófocles, Shakespeare, Baudelaire, Nerval, Fernando Pessoa e Ângelo de Lima, de que fez a dramaturgia e encenação, no Serviço ACARTE da Fundação Calouste Gulbenkian.

Em Dezembro de 1998, estreou Cair em Si, com textos seus e uma cena de Hamlet, com alunos do Balleteatro Escola Profissional, do Porto.

Em Novembro de 1999, estreou Área de Risco, o seu primeiro original para teatro, tendo também feito a encenação e sido um dos actores, no Serviço ACARTE da Fundação Gulbenkian.

Em Setembro de 2000, apresentou no Instituto Franco-Português O Coração na Boca, dramaturgia sua a partir de cartas de James Joyce, Virginia Wolf, Katherine Mansfield, Kafka, Karl Marx, Rosa Luxemburgo, Bernard Shaw e Mrs. Patrick Campbell, Heloísa, Condessa du Barry, Eça, Cesariny, Mécia e Jorge de Sena, A. Estrella, Graciliano Ramos, Gabriela Mistral, Neruda, Musset, Sartre, Beauvoir, Artaud e Van Gogh, e ainda a partir de canções de G. Paisiello, Luiz de Freitas Branco, José Afonso, A. C. Jobim, Chico Buarque, Vinicius de Morais, Boris Vian e Alain Goraguer, Jacques Brel, Fred Chichin e C. Ringer, D. Elfman, Burke e Van Heusen, Kurt Weil e Ogden Nash, Cole Porter, Hanslang e Reisfeld, P. J. Harvey, Nick Cave e Bruno Pisek. O espectáculo foi posteriormente levado ao Teatro Gil Vicente, de Coimbra.

Fez a tradução, dramaturgia e encenação (e colaborou na cenografia) de Abaixo da Cintura, de Richard Dresser, apresentado no Centro Cultural de Belém em Maio de 2001 e no Teatro Gil Vicente, de Coimbra, e Teatro Viriato, de Viseu, em Junho do mesmo ano. Co-realizou e co-montou uma versão vídeo do espectáculo, que foi emitida pela RTP2 e RTP Internacional.

Encenou a peça Rastos, de António Ferreira, produzida e apresentada pelo Teatro Aberto entre Março e Maio de 2002.

Para os programas dos espectáculos que encenou, escreveu sempre textos de apresentação e análise (que se incluem no dossier bibliográfico destas provas) e seleccionou textos de outros autores.

Rádio e televisão

Para a rádio, fez regularmente trabalhos de declamação de poesia, e participou como actor na radionovela A Cidade e as Serras, sob a direcção de Canto e Castro, em Março de 1988.

Para a televisão foi:

Actor em dois episódios do programa Matria, de Natália Correia, em 1982

Actor no telefilme Miguel Bombarda, de Sinde Filipe, em 1984

Actor no papel de Abade Faria-jovem do telefilme L'Abbé Faria ou le trésor du sommeil lucide, escrito por Lucile Hogate, realizado por Régis Forissier e co-produzido por FR3 e RTP, em 1985

Actor da série Cobardias, escrita por Miguel Rovisco e realizada por Herlânder Peyroteo para a RTP, em 1988

Actor no episódio O assalto da série Histórias que o diabo conta, escrita por Doc Comparato e realizada por Wellington Amaral para a RTP, 1988

Actor no telefilme O Bloqueio (quarto episódio da série europeia "Napoleão e a Europa"), escrito por Carlos Saboga e realizado por José Fonseca e Costa em 1990

Actor na série luso-brasileira Procura-se, escrita por Doc Comparato e realizada em 1992 por Susana Amaral para a RTP, onde foi exibida em 1993

Actor no telefilme da BBC One Foot in the Algarve, realizado em 1993 e que ganhou nesse ano o prémio do melhor programa da televisão inglesa

Actor no episódio A escultura da série televisiva Marina, Marina (remake português da série norte-americana "I Love Lucy"), produzido e exibido em 1993

Actor no filme Le grand cirque, escrito por Sylvain Joubert, adaptado por Jean-Luc Miesch e realizado por Alain Michel Blanc para a televisão francesa, em 1994

Actor no filme Les femmes et les enfants d'abord, com argumento e realização de Sandra Joxe, para a televisão francesa, em 1994

Actor em Les Sans Soucis: Le bal de la chèvre d'or, um dos três episódios da série La Tribu, escrita por Tito Topin e realizada por Gérard Marx, em 1996

Actor num episódio da série Diário de Maria, RTP, 1999

Actor num episódio da série Jornalistas, SIC, 1999

Actor num episódio da sitcom Casa em Fanicos, 1999

Actor em A Hora da Liberdade, telefilme produzido pela SIC para comemorar o 25 de Abril, 1999

Actor num episódio de Não És Homem Não És Nada, sitcom das Produções Fictícias realizada por Jorge Paixão da Costa, 1999

Actor num episódio da sitcom Sociedade Anónima, sitcom das Produções Fictícias realizada por Jorge Paixão da Costa, 2001

Actor no telefilme francês Brigade, realizado por Marc Angelo, 2001

Actor em vários episódios da série Fúria de Viver, SIC, 2001

Actor em dois episódios da série O Último Beijo, TVI, 2002

Actor no telefilme Ruy Blas, de Jacques Weber, 2002, contracenando com Gérard Dépardieu

Actor no telefilme francês Trop jeune pour mourir, realizado por Patrick Poubel, 2002

Cinema

Desempenhou o papel de Duque de Cadaval no filme O Processo do Rei, de João Mário Grilo, filmado em 1988 e estreado em Janeiro de 1990

Desempenhou o papel de Primo de Rivera no filme Passagem por Lisboa, de Eduardo Geada, filmado em 1992 e estreado em Setembro de 1994

Foi actor no filme espanhol Antártida, de Manel Huerga, rodado em 1994

Foi actor no filme espanhol Palace, escrito e realizado por Carlos Sans, Paco Mir e Juan Gracia, rodado em 1995

Guionista

Foi autor do guião da série televisiva A Viúva do Enforcado, adaptada da novela homónima de Camilo Castelo Branco, e autor dos respectivos diálogos; a série foi apresentada pela SIC, pela primeira vez, entre Janeiro e Abril de 1993

Foi co-autor, com João Mário Grilo, do guião da longa-metragem deste realizador, O Fim do Mundo, seleccionada para o Festival de Cannes em 1993 (secção "Un certain regard") e apresentado em Portugal no mesmo ano

Foi co-autor, com João Mário Grilo, do guião da longa-metragem deste realizador, Os Olhos da Ásia, seleccionada para o Festival de Locarno de 1996 e estreada em Portugal em 1997

Foi co-autor, com João Mário Grilo, do guião da longa-metragem deste realizador, Longe da Vista, seleccionada em 1998 para o Festival de Veneza e estreada em Portugal em 1999

Foi autor do texto (dito por Luís Miguel Cintra) do documentário E Depois de Abril... (História do Cinema Português, 1974-1984), realizado por Jorge Paixão da Costa para a RTP em 1999

Foi co-autor, com João Mário Grilo, dos guiões dos três telefilmes da série Crimes Portugueses, produzidos por Paulo Branco e exibidos pela RTP em Janeiro de 2002: As Contas do Morto, realizado por Rita Nunes, 451 Forte, realizado por João Mário Grilo, e A Hora da Morte, adaptado e realizado por José Nascimento

Foi autor do guião para o espectáculo musical comemorativo do 25 de Abril, O Primeiro Dia, a estrear em 2003 no âmbito de Coimbra, Capital da Cultura.

Excertos de críticas a trabalhos artísticos de Paulo Filipe

“Caramba! não pode ser! Certamente sonhei! Um espectáculo revolucionário (...), saudavelmente provocatório, emocionante sem deixar de arrancar algumas boas gargalhadas (...), cheio de imaginação (...). Um espectáculo que se segue e que se assume como uma experiência vital que não poderá deixar de ser inesquecível.”

Carlos Porto, sobre Drama em Gente

“Perfeito saber e sensibilidade (...), poderosas imagens, macroenquadramentos. Teatro? Sim e não. Cinema? Não e sim. Poesia? Está lá toda a solidariedade com a poesia, mas não em forma de recital duma colagem banal. Então o quê? Um espectáculo, felizmente, sem nome, um artefacto manual, um objecto artístico off das vias batidas. (...) Espectáculo sobre a cultura? Evidentemente. Contudo, produz valores próprios, normativos, musicais no sentido mais nobre e mais raro da palavra, estéticos. (...) O prazer de uma nova teatralidade.”

Jorge Listopad, sobre Drama em Gente

“Espectáculo perfeito na antiga Fábrica Lusitânia (...) Um espectáculo fascinante e rico (...) Brilhante a opção de Paulo Filipe, no seu melhor e mais sensível trabalho (...). Algo de tocante e profundamente sentido. Um dos melhores espectáculos do ano.”

Tito Lívio, sobre Sonata

“Um teatro íntimo, oficiante, clandestino de poesia (...), um espectáculo raro (...) A cultura teatral e o gosto que a Sonata respira são devidos sobretudo ao encenador.”

Jorge Listopad, sobre Sonata

“O encenador jogou de uma forma quase cinematográfica com a luz, povoando o espaço de uma forma significativa, conferindo densidade a cada passagem”

Tito Lívio, sobre Meio-Dia

“Um aproveitamento muito inteligente do espaço, a marcação do ritmo certo para o texto e excelente direcção da actriz”

Carlos Porto, sobre Meio-Dia

“A encenação de Paulo Filipe explorou outras possibilidades do espaço com engenho espectacular que pressupõe profundo entendimento da peça, (...) gizou a visualidade de Meio Dia com a volúpia do sonho e o cru da realidade.”

Mário Sério, sobre Meio-Dia

“Uma grande ópera, um teatro total (...), jogando com a tensão entre a modernidade e o classicismo”

A Capital, sobre Crime na Catedral

“Constate-se a importância deste trabalho laboratorial para a procura de novas linguagens cénicas (...) Os actores alcançam uma justeza de tom, trabalho de corpo e um ritmo de representação a todos os títulos assinaláveis.”

Eugénia Vasques, sobre A Espuma dos Dias

“Excelente metamorfose, salto hábil desenhado do romance para o palco (...), uso hábil e dinâmico do espaço disponível, ritmo, muitíssimo bem engendrada banda sonora, coesão dos comediantes. O espectáculo flui muito naturalmente do espaço cénico para a plateia, comunica-se e comunica.”

Fernando Midões, sobre A Espuma dos Dias

“Uma nova forma de contar histórias de amor e morte; originais maneiras de as representar (...) Criatividade no desempenho e nas soluções cénicas (...) Um triunfo bem merecido”

Paula Alexandre, sobre A Espuma dos Dias

“Paulo Filipe conseguiu resolver os problemas postos pela adaptação do romance, que surge verdadeiramente dramatizado e não como narração, ao mesmo tempo que conseguiu exprimir a sua simplicidade em termos igualmente simples, mas não sem rigor. (...) Excelente banda sonora (...) Forte poder comunicativo.”

Carlos Porto, sobre A Espuma dos Dias

“A Viúva do Enforcado: penso que se está perante (…) uma dessas adaptações, ao mesmo tempo inteligentes e fiéis, cuja estratégia ficcional sabe restituir-nos, com uma impressionante precisão, as intenções, talvez dizendo melhor, as virtualidades, as atmosferas e por vezes até as inflexões do texto original. (...) Uma grande inteligência de leitura permitiu, no respeito expresso das intenções de Camilo Castelo Branco, reestruturar alguns eixos de condução do enredo e dar uma dimensão humana a personagens que o romancista quase só tinha esboçado. (...) Aliás, é notável a forma como os diálogos recuperam tudo o que é possível extrair da linguagem camiliana, respeitando as suas indicações de modos frásicos, de gírias saborosas e de populismos enraizados, mesmo quando são topados no discurso indirecto, e vertendo sem violência para as falas das personagens a naturalidade prodigiosa da escrita do homem de S. Miguel de Seide.”

Vasco Graça Moura, sobre A Viúva do Enforcado

“Quando nos chega um romance de Camilo em cenas escolhidas e linguagem clara, damo-nos por abençoados. A Viúva do Enforcado tem o mérito de não trair o autor nem os personagens. (...) Eu regalo-me a ver, e Camilo também havia de gostar.”

Agustina Bessa-Luís, sobre A Viúva do Enforcado

“As palavras exactas para definir este trabalho são os seguintes adjectivos: magnífico, perfeito, genial, sublime. (...) Quando as personagens abrem a boca e falam, tudo sabe a verdade. Culpa, antes de mais, da simplicidade requintada dos diálogos (Paulo Filipe é o nome a fixar).”

Inês Pedrosa, sobre A Viúva do Enforcado

“Cada palavra tem o seu peso, seja ele na definição das personagens (diz-me como falas, dir-te-ei quem és), seja no desenvolvimento do conflito. (...) Cada fala está lá porque é preciso - e é precisa. Cada acção também, cada cena, o que dá ao filme uma escorreiteza firme que é muito incomum na maior parte do cinema (no português, então, nem se fala) (...) É evidente que uma arquitectura dramática certa é um excelente travejamento para o desempenho de qualquer actor.”

Jorge Leitão Ramos, sobre O Fim do Mundo

“Uma estrutura de argumento muito cuidada e que lida de forma pertinente com a dimensão física e mitológica do elemento (“A Terra”) que se propõe abordar.”

João Lopes, sobre O Fim do Mundo

“É dos raros filmes, do recente cinema português, que procuram olhar de frente e em profundidade para Portugal, tal como ele é.”

Carlos Câmara Leme e José Navarro de Andrade, sobre O Fim do Mundo

“O sinal visível desse rigor é a sua extrema simplicidade narrativa – dessa simplicidade que não custa muito descobrir ter origem num aturadíssimo trabalho de depuração. (…) Tudo o que nele se vê, aquelas personagens e aqueles lugares, está lá porque tem que estar; a sua presença é motivada por uma quase absoluta necessidade dramática.”

José Navarro de Andrade, sobre O Fim do Mundo

“Quem julgava Artaud morto e enterrado (...) desengane-se. A recente proposta levada à cena por Paulo Filipe vem demonstrar que há ainda vertentes em aberto e por explorar.”

Rui Cintra, sobre Artaud-Estúdio

“Espectáculo produzido com grande cuidado (...) De todos os projectos possíveis, Artaud-Estúdio é o que mais se aproxima da agonia clínica de cunho patológico. (...) Os artaudianos são exigentes. O projecto idem. E daqui nasce o verdadeiro mérito de Paulo Filipe e dos seus colaboradores: enfrentar o impossível da “primeira eternidade” com coragem e perseverança raras.”

Jorge Listopad, sobre Artaud-Estúdio

“Brilhante colagem dos melhores momentos do teatro europeu dos últimos 2500 anos. Os mesmos que Antonin Artaud, presumivelmente, escolheria para mostrar algumas das imagens que suportam as suas ideias fundadoras do teatro da crueldade. Um dos melhores espectáculos da “rentrée”, um desfile de grandes actores.”

Público, sobre Artaud-Estúdio

“Um excelente objecto de análise e fruição (...), extremamente singular e exigente. (...) É da energia, da energia dos actores, das particularidades identificadoras das suas vozes e corpos que evola a metafórica “crueldade”.”

Eugénia Vasques, sobre Artaud-Estúdio

“Quem não viu perdeu algumas das grandes “performances” duma temporada onde esta produção brilha com raro fulgor.”

Manuel João Gomes, sobre Artaud-Estúdio

“Um brilhante trabalho de actores (com destaque para António Rama e Isabel Ruth)”

Pedro Dias de Almeida, Visão, sobre Artaud Estúdio

“Mais simples e directa em termos narrativos do que a generalidade do cinema português, esta encantadora história de enganos é baseada num caso real.”

David Rooney, Variety, sobre Longe da Vista

“Uma bela história bem contada.”

Libération sobre Longe da Vista

“Um espectáculo com muitos momentos de grande beleza.”

Mário Rocha, sobre Área de Risco

“Um espectáculo inesperadamente bem disposto, desmistificador (…) No meio do caos – di-lo o humor desconcertante de Isabel Ruth – há sempre alguma felicidade. Por exemplo: as revelações e/ou confirmações de jovens actores”.

Manuel João Gomes, sobre Área de Risco

"A Hora da Morte" (morte que é também a do regime) é um filme onde a parábola política e a reflexão social coexistem de modo admirável com o prazer de contar uma história. (…) Os dois pólos entre os quais balança podem muito bem ser o eco da tragédia clássica e as "short stories" para televisão de Alfred Hitchcock, a impotência das vontades humanas e a sua mordazmente cínica revisão.”

Vasco Câmara, sobre A Hora da Morte

“Paulo Filipe (…) tem vindo a adquirir uma segurança crescente na encenação.”

João Carneiro, sobre Abaixo da Cintura