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ISBN: 989-20-0088-9

 

Copyright

© Carlos Ceia

2005

 

Centre for English, Translation and Anglo-Portuguese Studies

Research group:

Literature, Media and Discourse Analysis

 

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SCRAPBOOK

Literalmente, livro de apontamentos ou esboços de textos, ou simples colectânea de fragmentos textuais ou plásticos, recolhidos por um autor com fins diversos, desde a preparação de um livro maior à mera recolha de informação de interesse pessoal. O OED define-o comoa blank book in which pictures, newspaper cuttings, and the like are pasted for preservation. Hence occasionally, as the title of a printed book of miscellaneous content.” (vol. VIII, p.263). O termo abrange tipos diversos desde miscelâneas infantis a diários e compilações.

Sumariamente, recorre a técnicas diversas da miscelânea e da compilação  tais como o recorte, a colagem e a montagem de elementos exteriores vários, transportados para o espaço da página em branco, com o intuito de preservar elementos.

Tratam-se de livros claramente derivativos dado que se compõem de elementos exteriores adicionados a um suporte-papel em estilo patchwork. São geralmente regidos por um tema unificador, o que contrapõe o scrapbook à sua raiz: o commonplace book (conjunto de citações, máximas e preceitos sem tema unificador compilados por um indivíduo) que conheceu sucesso no século XVI. No século XVII, registam-se já álbuns de recortes e desenhos organizados por coleccionadores, tornando-se o livro um misto de texto impresso e scrapbook. No século XVIII, a Biographical History of England, de William Granger, incluía páginas em branco destinadas à colagem de recortes e ilustrações. Na época vitoriana, os scrapbooks temáticos eram práctica corrente, versando testemunhos de realizações pessoais e histórias de aventuras. Devido ao crescimento exponencial de material impresso (jornais, calendários, ilustrações), surgem na Alemanha, cerca de 1840, os scraps. Compunham-se de ilustrações coloridas em folhas que versavam um tema específico (o natal, a flora, a fauna), podendo ser cortadas e coladas, constituindo-se como o antecedente dos actuais autocolantes. No século XX, os avanços tecnológicos na área da fotografia, da cromolitografia e a rentabilização do trabalho de impressão impulsionaram a popularidade dos scrapbooks que se afirmam assim como compilações informais de objectos e material diverso sobre um tema.

Inicialmente, os scrapbooks eram relegados para segundo plano e negligenciados, catalogados com mero interesse biográfico dada a natureza pessoal e única de cada compilação. Posteriormente, começaram a ser considerados como fontes primárias de estudo. Detêm o seu lugar como forma comum de preservar fotografias, artigos, documentos e outros objectos, consubstanciando-se numa categoria abrangente que integra jornais íntimos e diários, narrativas dispersas, autobiografias, memórias e afins. 

http://www.tulane.edu/~wclib/scrapbooks.html

http://www.well.com/user/bronxbob/resume/54_7-93.html

 

Maria de Lurdes Afonso

 


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Os verbetes cujo redactor não se assinala na lista por letras são da autoria de Carlos Ceia. Os verbetes a cor-de-laranja ainda não foram redigidos.

Se desejar citar um artigo deste e-dicionário, a citação deve obedecer ao seguinte formato:

Nome do Autor do verbete, s.v. "Verbete", E-Dicionário de Termos Literários, coord. de Carlos Ceia, ISBN: 989-20-0088-9, <http://www.fcsh.unl.pt/edtl> (data da consulta).

 

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Última actualização: 29-08-2009