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Surrealismo
O aparecimento do surrealismo não pode dissociar-se da mudança
de estruturas económicas e sociais, decorrentes sobretudo da 1ª
Grande Guerra e da “Revolução de Outubro”, em 1917, na U.R.S.S.,
nem do agravamento de uma crise da valores que inclui o
questionamento do pensamento discursivo e racional. Este
movimento desejou revolucionar a vida através da arte, aceitando
e alimentando as manifestações do inconsciente, da loucura, do
desregramento dos sentidos, da anulação de fronteiras entre o
sonho e a realidade.
Abordar o aparecimento e evolução do Surrealismo em Portugal
implica, necessariamente, uma primeira referência ao movimento
surrealista em França e o imediato registo da “décalage”
cronológica entre as manifestações surrealistas em cada um dos
países.
Alguns autores consideram que o seu aparecimento coincide, em
linhas gerais, com o fim da primeira guerra mundial, e o
desaparecimento com o desencadear da segunda. No entanto, o
movimento não se pode delimitar entre as duas guerras, ainda que
o ambiente posterior seja radicalmente diferente do de antes da
guerra. Para além da estética e práticas surrealistas
continuarem a estar na origem de várias manifestações
artísticas, o grupo de artistas que se reúne à volta de Louis
Aragon (depois do seu regresso do exílio, nos Estados Unidos da
América, em 1947) só caminha para a dissolução com a morte
deste, em 1966, e só em 1969 assume a sua auto-dissolução,
através do artigo “le Quatrième Chant”, publicado no jornal
Le Monde, a 4 de Outubro, e assinado por Jean Schuster.
Num breve percurso pela história do surrealismo em França,
refira-se primeiro o movimento dada, fundado em 1916 por Tristan
Tzara, que pôs em prática, a partir de 1919, uma das técnicas
mais usadas, posteriormente, pelos surrealistas: a escrita
automática. Tristan Tzara, nascido na Roménia, vai para Paris
precisamente em 1919, onde é acolhido pelo grupo da revista
Littérature, fundada nesse ano por André Breton, Louis
Aragon e Philippe Soupault. Também Breton experimenta a escrita
automática a partir de 1919, e escreve, com Philippe Soupault,
Les Champs magnétiques.
Em 1922, Tristan Tzara rompe com André Breton e em 1924 surge
“oficialmente” o Surrealismo, com o Manifeste du surréalisme,
deste último. O vocábulo fora usado pela primeira vez por
Guillaume Apollinaire, em 1918, ao qualificar o seu drama “les
Mamelles de Tirésias”. A definição apresentada no Manifesto é a
seguinte: “Automatismo psíquico pelo qual se pretende exprimir,
verbalmente ou por escrito, ou de qualquer outra maneira, o
funcionamento real do pensamento. Ditado do pensamento, na
ausência de qualquer vigilância exercida pela razão, para além
de qualquer preocupação estética ou moral” (Breton, Manifestos
do Surrealismo, Lisboa, Edições Salamandra, 1993,p.34). No
entanto, os modos de expressão do surrealismo não se reduzirão
ao procedimento da escrita automática. Apresentar-se-á como um
movimento revolucionário, não reservado apenas à literatura mas
será sobretudo a poesia o instrumento de Conhecimento tendo em
vista a emancipação do homem.
Em 1929 surgirá o Second Manifeste du Surréalisme, também
de Breton. Entretanto, várias divergências surgiram no grupo:
em 1926, Aragon, Breton, Eluard, Péret e Pierre Unik excluiram
Antonin Artaud e Philippe Soupault, por incompatibilidade de
objectivos. Breton, juntamente com Eluard e Aragon aderiram ao
Partido comunista, em 1927; mas em 1933 Breton e Eluard serão
excluídos do Partido e depois da “Association des écrivains et
artistes révolutionnaires”. Conflitos ideológicos afastarão
alguns surrealistas do partido comunista.
Numa tentativa de sistematização dos aspectos mais importantes
da escrita surrealista, poderemos indicar:
-
Actividade experimental na prática do automatismo e na
prospecção dos estados segundos, através da escrita
automática e do sono provocado ou hipnótico.
-
Preocupação em explorar o inconsciente
-
Prospecção sistemática dos sonhos, das coincidências, de
fenómenos do acaso
-
Psicanálise
-
Inquéritos
acerca da sexualidade e do amor
-
Actividade
lúdica - sobretudo através de jogos, como o cadáver
exquisito
-
Escrito
e desenhado
-
Esoterismo
e magia
-
Humor
negro, cuja presença corrosiva é, por excelência,, o
princípio de subversão da linguagem.
Não esqueçamos, no entanto, que muitos destes aspectos não são
exclusivos da literatura e que foram também explorados noutras
manifestações artísticas, sobretudo na pintura e no cinema.
O conhecimento do movimento surrealista em Portugal é simultâneo
com o seu aparecimento em França, já que, num livro saído em
1925, cujo prefácio fora escrito em 1924, se refere, nesse mesmo
prefácio, o surrealismo, como frisa Jorge de Sena, citado por
Maria de Fátima Marinho, na sua obra O Surrealismo em
Portugal (Imprensa Nacional-Casa da Moeda,1987, p.14).
Trata-se do livro Afonso Lopes Vieira (Prosa e Poesia), com
organização e prefácio de Agostinho de Campos (Paris-Lisboa, Liv.
Aillaud e Bertrand, 1925). No entanto, só em 1942 surge a
revista Variante, com direcção de António Pedro e da qual
sairão apenas dois números. O nº2 é “votado ao “Mau gosto e
ironia” e pretende ser uma “intervenção contra o tabu do feio”.
Seguem-se outras publicações periódicas como O Globo
(1943), Unicórnio (1951), Anteu (1954) e
Pirâmide (1959). Autores franceses ligados ao surrealismo
são, então, referidos e traduzidos nas revistas portuguesas.
Uma obra de António Pedro, “Apenas uma Narrativa”, publicada em
1947, será considerada o primeiro conjunto de textos
surrealista-automáticos produzido em Portugal. António Pedro, já
em 1936, aderira ao grupo surrealista inglês e publicara em
Lisboa o “Manifesto Resumo do Dimensionismo”.
Em 1944, um artigo de Jorge de Sena, no jornal O Globo,
de 15 de Setembro (cit.in Marinho,1987:21), intitulado “Poesia
Sobrerealista”, é fundamental para a divulgação da “nova
estética”. De salientar que os termos “sobrerealista” e
“surrealista” alternam.
As polémicas são constantes entre aqueles que começam a
interessar-se ou a afirmar-se como surrealistas. Esta situação
tem que ver não apenas com divergências intelectuais,
filosóficas ou estéticas mas também com uma certa postura de
gosto pelo escândalo e que caracterizam também o fenómeno
lisboeta. Maria de Fátima Marinho considera que em 1947 ainda
não há verdadeiramente um grupo surrealista em Portugal
(1987,p.28), no entanto, as polémicas são já frequentes. É neste
ano que se iniciam as actividades do “Cadáver Esquisito”, cuja
definição é a seguinte: “Jogo de papel dobrado que consiste em
fazer compor uma frase ou desenho por várias pessoas, sem que
nenhuma delas possa aperceber-se da colaboração ou colaborações
precedentes. O exemplo, tornado clássico, que deu nome ao jogo,
está contido na primeira frase obtida deste modo: O
cadáver-esquisito-beberá-o-vinho-novo.” ( in Antologia do
Cadáver Esquisito, organização de Mário Cesariny, Lisboa,
Assírio & Alvim, 1989, p.95. Trata-se de uma tradução retirada
do Dictionnaire abrégé du surréalisme, de Breton e Éluard,
de 1938).
O cadáver esquisito era, como vimos, uma das principais técnicas
usadas pelos surrealistas franceses. O acaso, criando por vezes
insólitas aproximações, leva a que esta técnica seja encarada
não apenas como um divertimento mas como uma forma de
enriquecimento de conhecimento do real.
O surrealismo português, à parte algumas situações particulares,
seguirá de muito perto as concepções e técnicas do movimento
francês, sobretudo em relação a André Breton. Surge, no entanto,
uma necessidade de afirmação de independência baseada na
especificidade nacional (Marinho, 1987,p.30).
No final de 1947 forma-se o Grupo Surrealista de Lisboa, o qual
não chega a afirmar-se de forma coesa. Logo em 1948, Mário
Cesariny desliga-se deste grupo, assim como Pedro Oom, António
Maria Lisboa e Henrique Risques Pereira. Criam então o Grupo
Surrealista Dissidente, cuja primeira comunicação é “A Afixação
Proibida”, lida na sessão “O Surrealismo e o seu público em
1949” e que “funciona como um manifesto onde os surrealistas
expõem as suas concepções de poesia e os seus pontos de vista
perante a intervenção do poeta na sociedade(...)” (Marinho,
1987,p.54). Extremam-se assim duas posições, querendo cada grupo
afirmar-se como mais “autêntico” do que o outro. Há sobretudo
dois nomes que polarizam estas posturas: Mário Cesariny e
Alexandre O’Neill.
As polémicas sucedem-se, não só entre os elementos dos dois
grupos (do grupo dissidente com Alexandre O’Neill, José-Augusto
França, Jorge de Sena, por exemplo), mas também com críticos
literários e ensaístas não vinculados aos grupos, como João
Gaspar Simões, em 1949, com Eugénio de Andrade, em 1951
(conflito despoletado por Cesariny), entre outras polémicas.
Em 1951, Alexandre O’Neill demarca-se do surrealismo, com o
texto “Tempo de Fantasmas”(in Cadernos de Poesia, Fasc.onze,
2ª série, Nov.1951).
As polémicas referidas ilustram, em relação a Portugal, o que
Claude Abastado considera em relação a França: “Il n’y a pas,
chez les surréaliste, unité absolue de conduite et de doctrine”
(Introduction au surréalisme, Paris, Bordas,1986,p.36).
Em Portugal, foi efémera a existência do surrealismo através da
actividade de um grupo, mercê também de divergências, como em
França, mas as influências surrealistas não desapareceram.
Do grupo de Lisboa, Alexandre O’Neill, por exemplo, mesmo depois
de afirmar o seu distanciamento, não deixa de manifestar fortes
marcas da sua passagem pelo movimento bretoniano, continuando a
utilizar nos seus textos uma certa imagética típica do
surrealismo, alguns recursos técnico-literários, como as frases
justapostas, cuja ligação semântica é nula, e o humor. No
entanto, Maria de Fátima Marinho considera que este humor vem
mais na linha de um Tolentino ou de um Cesário Verde do que na
do surrealismo (1987,p.208).
A sua primeira obra, A Ampola Miraculosa, surge em 1948, na
colecção “Cadernos Surrealistas”, mas publicara já alguns poemas
na revista Litoral, em 1945.
Apesar dos rastos do surrealismo não desparecerem nunca da sua
poesia, a tradição literária portuguesa é uma presença
constante. Também Clara Rocha (Prefácio a Alexandre O’Neill -
Poesias Completas 1951/1986, Imprensa Nacional-Casa da
Moeda, 1990,p.26) refere as marcas da sátira medieval (pelo
aproveitamento da linguagem colorida, incisiva, por vezes
obscena e pela agudeza da crítica social e moral das cantigas de
escárnio e mal-dizer), da poesia barroca (essencialmente pela
utilização das antíteses, centradas sobretudo nos pólos da
aparência/profundidade, frivolidade/seriedade, parecer/ser);
refere também as presenças emblemáticas de Nicolau Tolentino (ao
perspectivar o feio como algo poetizável), de Bocage (tomando
como modelo o seu “auto-retrato”) e Cesário Verde (pela ligação
a uma poesia deambulatória pela cidade).
Várias técnicas são então usadas para a produção de um sentido
simultaneamente lúdico e satírico: a escrita automática e a
colagem, imagens visuais cheias de imprevisto, trocadilho,
invenção de palavras, integração de características da linguagem
publicitária (lembremos que O’Neill trabalhou em publicidade,
tendo criado vários slogans publicitários que se tornaram
famosos na televisão e, de uma maneira geral, no meio cultural
português), exploração da poesia experimental, com o
aproveitamento da mancha gráfica, utilização de linguagem de
calão, pelo que isso significa como forma de subversão e ruptura
da ordem, utilização de imagens de animais como representação de
um real abjecto. Globalmente, tudo isto centrado numa atitude de
provocação e blasfémia que opõe ao amor e ao lirismo,
socorrendo-se também do humor como forma de denúncia (Rocha,
1990,p.20).
Esta atitude não se centra apenas numa perspectiva crítica
individual mas projecta-se numa visão satírica de Portugal.
Quanto a Mário Cesariny de Vasconcelos, convém referir desde
logo que a ordem cronológica de publicação das obras de Cesariny
não corresponde à da sua elaboração, pelo que não se deverá
fazer juízos precipitados quanto a influências e opções
estéticas, delimitadas de forma rígida.
Publica o primeiro livro, Corpo Visível, em 1950, onde um animal
como o peixe tem uma especial relevância, sendo um dos elementos
consagrados pela estética bretoniana. Um outro animal como o
gato surgirá também com frequência, tratando-se de mais um
exemplo do bestiário privilegiado pelo surrealismo.
A visão do mundo que dominará a sua produção artística será
habitualmente uma visão humorística e onde o riso funciona como
forma de superioridade e poder de destruição, como é o caso em
Nobilíssima Visão, de 1956.
Declarando, em Pena Capital (1957), “O único fim que eu persigo/
é a fusão rebelde dos contrário as mãos livres os grandes
tranparentes”, continua no entanto a situar-se na linha do que
de mais essencial o surrealismo defende e que é preconizado por
Breton no Segundo Manifesto: “ Tudo leva a crer que existe um
certo ponto do espírito de onde a vida e a morte, o real e o
imaginário, o passado e o futuro, o comunicável e o
incomunicável, o que está em cima e o que está em baixo deixam
de ser apercebidos contraditoriamente”.
É interessante referir que, como epígrafe à Antologia
Surrealismo/Abjeccionismo, que organiza em 1963, apresenta
precisamente estas palavras de André Breton mas também a
paráfrase de Pedro Oom, que reproduz o texto exactamente da
mesma maneira, excepto a última parte “(...) deixam de ser e não
deixam de ser apercebidos contraditoriamente”. Parece, então,
que a situação das letras portuguesas no que concerne este
movimento foi ainda mais polarizada do que a francesa!
Registamos apenas os nomes de alguns autores que, na apreciação
de Maria de Fátima Marinho, são considerados “Surrealistas sem
Escola”: Mário Saa, Vitorino Nemásio, Edmundo de Bettencourt,
Manuel Lima e Jorge de Sena (1987,p.157-186) e referiremos
alguns autores que, nunca tendo feito parte de nenhum dos grupos
surrealistas apresentam inequivocamente influências e
características surrealistas. Continuamos a seguir de perto o
levantamento de nomes feito pela mesma autora na sua obra O
Surrealismo em Portugal, os quais se apresentam organizados
em três “secções”, no capítulo “À Margem do Surrealismo
Ortodoxo”. Na primeira são referidos os nomes de Isabel
Meyrelles, Fernando Lemos, Alfredo Margarido, Ruben A.; na
segunda, os nomes mais próximos da corrente do Abjeccionismo que
marca “um regresso ao desígnio de contestação e destruição
característico dos dadaístas, a um sentido de derisão, desespero
ou, até, agressão que vem retomar aquele espírito de
empenhamento revolucionário que é próprio do Surrealismo”
(Guimarães, 1992,p.172).
Esta posição abjeccionista parece ter sido uma das poucas
originalidades face ao surrealismo francês.
Sem que se considere que haja diferenças significativas entre
uns e outros, dentro do movimento português, para além de uma
pose teórica, referem-se, nesta secção, António Barahona da
Fonseca, Ernesto Sampaio, Manuel Grangeio Crespo (autor de O
Gigante Verde, “um dos raríssimos casos de teatro
surrealista em Portugal”, segundo M. F. Marinho, p.272), António
José Forte, José Carlos González, Manuel de Castro, Helder
Macedo ( apenas com algumas reminiscências surrealistas) e Luiz
Pacheco.
Não havendo uma preocupação de definição de linhas comuns, são
de referir escritores como Natália Correia, Virgílio Martinho,
Herberto Helder, José Sebag, António Quadros, M. S. Lourenço e
Luiza Neto Jorge.
Natália Correia, por exemplo, em 1958, na obra Poesia de Arte e
Realismo Poético, defende os princípios teorizados por André
Breton.
Uma “breve investigação da biografia de Herberto Helder tem a
utilidade de
mostrar o quanto na sua história pessoal há de instável, de
inquieto e palpitante” (Dal Farra, 1986, p.17) e permite-nos
perceber que a cosmogonia presente na sua obra não poderia
ignorar esta pluralidade e fusão de vivências.
O primeiro livro que publica é O Amor em Visita, em 1958,
mas publicara já, em 1954, o poema “Fonte” (in A Briosa,
Coimbra, 6 de Fevereiro de 1954, cit. in Dal Farra, 1986, p.15).
As imagens utilizadas, o erotismo, a alquimia, o ocultismo e a
forma insólita de narrar, são os traços mais surrealistas da sua
obra (Marinho, 1987, p.284).
Mas o inesperado da poesia de H.Helder vem da transmutação a que
ele sujeita o universo, transpondo essa alquimia para a
linguagem poética através de “campos semânticos cruzados”, como
lhes chama Maria Lúcia Dal Farra (1986, p.161).
De mencionar ainda, no panorama português, algumas antologias,
significativas na apresentação de autores surrealistas ou de
tendências surrealistas, incluindo outros autores não referidos
nesta breve resenha:
Antologia Surrealista do Cadáver Esquisito (1961)
Surrealismo/Abjeccionismo (1963), Grifo (1970) e
Coisas (1974).
Salienta-se de novo que o surrealismo teve uma forte expresão
noutros campos artísticos para além da Literatura, nomeadamente
nas artes visuais - pintura, escultura, fotografia. Em Portugal,
Mário Cesariny e Cruzeiro Seixas, por exemplo, destacam-se não
só na literatura mas também na pintura. Os artistas que de
seguida se referem são intencionalmente seleccionados tendo em
conta as suas diferentes origens nacionais, de forma a
ilustrar-se a projecção do surrealismo não só na Europa mas
também no continente americano, nos referidos campos artísticos:
René Magritte, belga, na pintura; Alberto Giacometti, suíço, na
escultura; Man Ray, americano, na fotografia.
Em todos estes campos houve mulheres que se destacaram também.
Alguns exemplos: Frida Khalo, mexicana, na pintura; Leonora
Carrington, inglesa, na pintura e na literatura; Lee Miller,
americana, na fotografia.
Bib.:Fernando Guimarães: Simbolismo, Modernismo e Vanguardas,
Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda (1982); Jean-Marc
Debenedetti: La Poésie surréaliste, Paris, France Loisirs
(1991); Maria Lúcia dal Farra: A Alquimia da Linguagem.
Leitura da Cosmogonia Poética de Herberto Helder, Lisboa,
Imprensa Nacional-Casa da Moeda (1986); Maurice Nadeau:
Histoire du Surréalisme, Paris, Editions du Seuil (1970);
Richard Leslie: Surrealisme.
The Dream of Revolution, London, Tiger Books
International (1997).
Maria da Natividade Pires |