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Número 22 | Julho – Dezembro 2017 ISSN 1646-740X
 

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Editorial: Uma Medievalista com passado, com presente e com novos desafios para o futuro

 

A Redacção

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Publicação aberta tanto a autores consagrados como a jovens investigadores, nem sempre é fácil à Medievalista alcançar um equilíbrio entre uns e outros que vá ao encontro do que é requerido pelos estudiosos da Idade Média que acedem à nossa revista. Os múltiplos afazeres dos investigadores mais antigos e as ingentes necessidades curriculares dos mais novos fazem com que surjam, naturalmente, mais propostas dos segundos do que dos primeiros. Mas a importância da lição dos Mestres nunca deixou de estar bem presente naqueles que fazem a nossa revista. Daí o gosto que sentimos pela publicação neste número do artigo de Iria Gonçalves intitulado “Para o estudo de um direito senhorial nas terras medievais de Alcobaça: o montado dos porcos”; e daí também a sua incontestável apresentação como Destaque. A Professora Iria Gonçalves integra, sem dúvida alguma, esse núcleo de Mestres a que diferentes gerações de estudiosos da Idade Média muito devem. Além da sua própria obra, tão diversa e em muitos aspectos absolutamente original e pioneira, importa também ter em conta as muitas teses académicas que orientou. Iria Gonçalves teve sempre uma rara disponibilidade para acompanhar, aconselhar, corrigir e melhorar trabalhos de todos aqueles que se lhe dirigiam; e fê-lo com o único interesse de ajudar, partilhando o seu imenso saber e a sua grande experiência de forma absolutamente gratuita e solidária, sem discriminações nem exclusões de qualquer tipo. Antes e depois de 1974.

Na secção seguinte, a dos Artigos, incluem-se seis trabalhos que vão da Filosofia à Literatura, passando pela História da Arte, pela história dos costumes ou, ainda, pela reflexão acerca de um aspecto central na obra de um medievalista como foi Luís Krus, pioneiro em tantos aspectos e, desde logo, na criação do Instituto de Estudos Medievais (IEM) e no lançamento desta nossa revista, de que foi o primeiro Director. Assim, temos de Fernando Martín de Blassi, “L’action créatrice par rapport à la Métaphysique de Thomas d’Aquin”; de Luciana Cordo Russo, “Culhwch ac Olwen como texto de transición de la matéria artúrica”; de Franklin Pereira, “O couro lavrado de estética mudéjar na Casa-Museu e Fundação Guerra Junqueiro – Memórias do al-Andalus em terras portuguesas”; de Tiago Moita, “Manuscritos hebraicos em Portugal”; de Ana Mafalda Pereira Lopes, “O luto em Portugal: da corte à gente comum (séculos XV- XVI)”; e de Carlos Clamote Carreto, “Ali se mudou a aventura… O imaginário mítico no pensamento de Luís Krus”. Um tão elevado número de estudos, pouco frequente na nossa revista, reflecte de modo claro o significativo aumento das propostas de publicação que nos têm chegado.

Seguem-se as habituais secções de Recensões, visando reflectir acerca de obras recentes, nacionais ou estrangeiras; a Apresentação de Teses, dando a conhecer dissertações académicas realizadas em qualquer área dos estudos medievais; e a Varia, com notícias de actividades científicas ou culturais de relevo no âmbito da medievalidade.

Com este número 22 da Medievalista OnLine damos continuidade à forma regular como o IEM tem procedido à elaboração e difusão da sua revista, procurando manter a abertura temática, a diversidade de autores, a pluralidade de perspectivas e, sobretudo, o nível de qualidade que desde o início da publicação, em 2005, quisemos que a caracterizassem. Se voltamos a insistir neste aspecto é porque tem sido tal opção que tem gerado um constante aumento das propostas de artigos para avaliação e publicação, tanto por parte de autores nacionais como estrangeiros. Do mesmo modo, não deixa de se alargar o universo de difusão da revista, apesar das notórias dificuldades técnico-financeiras de inserção em plataformas digitais a que continuamos a pretender chegar, desenvolvendo esforços “invisíveis” para o exterior, mas constantes – mesmo que por vezes também frustrantes.

De facto, sobre este último ponto, as diferentes e tantas vezes não conciliáveis exigências formais colocadas pelas várias bases de dados de publicações científicas indexadas requerem, cada vez mais, uma estrutura profissional com custos humanos e financeiros que o nosso exíguo orçamento não suporta. As propaladas políticas oficiais de “acesso aberto” implicam a existência de meios para a sua execução. E requerem coerência entre o discurso e a prática das autoridades com responsabilidade no sector da Ciência e da Tecnologia.

Independentemente da qualidade dos conteúdos da nossa revista ou da dedicação dos membros que integram a Redacção e, nomeadamente, daqueles que têm desempenhado tarefas de secretariado, este é um desafio que também se coloca no curto prazo à Medievalista e ao IEM.

 

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Referência electrónica:

“Editorial: Uma Medievalista com passado, com presente e com novos desafios para o futuro”. Medievalista [Em linha]. Nº 22 (Julho – Dezembro 2017). [Consultado dd.mm.aaaa]. Disponível em http://www2.fcsh.unl.pt/iem/medievalista/MEDIEVALISTA22/editorial2201.html

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