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Bernardo Vasconcelos e Sousa
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Pedro Chambel
Maria Adelaide Miranda
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Instituto de Estudos Medievais
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas - Universidade Nova de Lisboa
Av. Berna 26 C, 1069-061 Lisboa

ISSN 1646-740X

estudosmedievais@fcsh.unl.pt

ano 4  ● número 4  ● 2008

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Resumos abstracts

Programa e resultados de uma investigação de mestrado em História Medieval. O casal: uma unidade de organização social do espaço no Entre-Douro-e-Lima (906-1200) [TEXTO INTEGRAL]
André Evangelista Marques

Este texto apresenta, de forma breve, uma dissertação de mestrado dedicada ao estudo do casal enquanto unidade de organização social do espaço, no Entre-Douro-e-Lima, entre os séculos X e XII. Procura-se sintetizar o programa orientador e os principais resultados da análise da evolução de uma unidade familiar de povoamento, de exploração e de exacção fiscal, que, à semelhança do que aconteceu na generalidade do Ocidente europeu, constituiu um elemento essencial na implantação dos “modelos sócio-económicos feudais” nesta região.
This text is a synopsis of a master’s dissertation in Medieval History, focused on the study of the casal, regarded as an unit of space social organization, in the NW of Portugal, along the X-XII centuries. It synthesizes the guiding programme and the main results of an analysis centred on the evolution of this type of peasant holding which, alike what happened in most regions of Medieval West, was a key-element in the construction of a feudal society in Entre-Douro-e-Lima.
Resumo: Este texto apresenta, de forma breve, uma dissertação de mestrado dedicada ao estudo do casal enquanto unidade de organização social do espaço, no Entre-Douro-e-Lima, entre os séculos X e XII. Procura-se sintetizar o programa orientador e os principais resultados da análise da evolução de uma unidade familiar de povoamento, de exploração e de exacção fiscal, que, à semelhança do que aconteceu na generalidade do Ocidente europeu, constituiu um elemento essencial na implantação dos “modelos sócio-económicos feudais” nesta regiã
o.
A Charola Templária de Tomar – Uma Construção Românica entre o Oriente e o Ocidente [TEXTO INTEGRAL]
Carlos Emanuel Santos

A arte românica em Portugal atingiu um dos seus pontos mais altos com a construção da bela igreja românica do Convento de Cristo, denominada Charola de Tomar. Este monumento assume um carácter genuíno, o que a permite diferenciar dos outros edifícios religiosos, pois estes ao contrário da igreja de Tomar, que apresenta uma planta poligonal, figuram-se em plano basilical[1]. A capela palatina de Aix-la-Chapelle de Carlos Magno é a única construção que apresenta o mesmo desenvolvimento planimétrico com a rotunda do Convento de Cristo, ou seja, um espaço central com oito ângulos e uma nave envolvente poligonal de 16 lados.
D. Gualdim Pais – o grande responsável por este monumento – deu na sua época, um interessante contributo para a história da arquitectura em Portugal, cheia de acontecimentos variados, tanto no capítulo militar como religioso. O seu mestrado é considerado um período dourado da presença templária no reino, altura em que se construiu um conjunto de edifícios militares em território de fronteira, que no caso de Tomar constitui numa sede de importante comenda.
The Romanesque arte period in Portugal reached it´s peak with the construction of the Romanesque church of the Convent of Christ, also known as the Charola of Tomar. This monument has a very genuine character that distinguishes it amongst other religious constructions that were based on a basilican[2] plan, the novelty being that the Charola has a polygonal plan. The church of Aix-la Chapelle by Charles the Great is the only construction that presents the same metric-plan development as that of the convent of Christ, that is a central space with eight angles and an involving polygonal nave of 16 sides.
D. Gualdim Pais – the founder of this monument – made an important contribute towards the architectural history in Portugal in his time, filled with various events of military or religious nature. His era was considered a golden one marked by the Templar presence in the kingdom, a time in which were built other military2 constructions in border-line territory, thus making Tomar a strategic point.
Mosteiro de Santa Maria das Júnias [TEXTO INTEGRAL]
Delmira Espada

Localizado num vale estreito de difícil acesso, o Mosteiro de Santa Maria das Júnias, na província de Trás-os-Montes, enquadra-se no românico tardio da região de Braga e da bacia do Cavado, sendo uma das poucas estruturas monásticas que ainda conserva parte do claustro. Embora a documentação indique uma fundação em torno de 1147, com base na métrica da igreja, podemos equacionar uma existência mais remota. A beleza intrínseca desta construção, a sua proporção e harmonia revelam conhecimento da geometria e métrica vitruvianas. Se por um lado a métrica encontrada para a igreja nos pode revelar a existência de um edifício anterior à actual construção, o claustro, expressa um rigor que não é alheio à forma de estar dos cistercienses. Quanto à filiação, o mosteiro esteve ligado, em períodos alternados, ao mosteiro de Oseira e a Santa Maria do Bouro, podendo-se comprovar a sua passagem para a Ordem de Cister a partir de 1248. Pitões das Júnias é assim, um complexo monástico de pequena escala, construído num vale isolado, numa zona irrigada, de acordo com os princípios de São Bernardo. A contenção ornamental, a harmonia e a ausência de profundidade do portal manifestam uma opção estética racionalmente construída com motivos que remontam ao visigótico.
Monastery of Santa Maria das Júnias
Delmira Espada

Located at a narrow valley, with difficult access, the monastery of Santa Maria das Júnias, on the region of Trás-os Montes, is part of the late Romanic style from Braga and the Cávado river area. It is one of the few monastic structures that still keeps part of the cloister. Although the available documentation indicates a foundation from around 1147, we can speculate on a previous construction, based on the church’s dimensions. The monastery has been incorporated, alternatively, to the monasteries of Oseira and Santa Maria do Bouro. We can also establish that it joined the Cister Order from 1248. The natural beauty of this construction, its proportion and harmony show acquaintance with Vitruvian geometry and dimension. If, on one hand, the dimensions of the church can show us that there was a previous building, prior to the existing construction, one the other hand, the cloister shows a precision not strange to the Cister Order. Thus, Pitões das Júnias is a small scale monastic complex, built on an isolated valley, at an irrigated area, according to the principles of Saint Bernard. The ornamental simplicity, the harmony and lack of perspective of the doorway show an aesthetic option, rationally structured, with motives going back to visigothic art.

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