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ISSN 1646-740X

ano 4  ● NÚMERO 5  2008
ISSN 1646-740X
 

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O bestiário medieval na Internet. Os sites de países de língua inglesa

Pedro Chambel
IEM / Doutor em História Medieval
pedrochambel@live.com.pt

Para realizar este estudo procurei na Internet os sites de países de língua inglesa dedicados ao bestiário medieval ou relacionados com ele. A pesquisa revelou-se bastante interessante dado que os resultados alcançados superaram, por vezes, as expectativas. Irei agora apresentar os sites, começando com o ChristStory bestiary, christian legends & symbols[1], que apresenta uma lista de animais com um link para o seu simbolismo. Para a sua explicação são privilegiados a tradição bíblica e os autores cristãos, indicando-se, igualmente, os significados que adquiriram noutras épocas e culturas. A lista de animais é extensa e os simbolismos revelam-se adequados e fruto de um bom trabalho de pesquisa. A página inicial apresenta dois conjuntos de links, um indica sites relacionados com as fontes utilizadas, e o outro sites dedicados ao bestiário.

Em Encyclopedia mythica bestiary[2], encontramos alguns dos animais do bestiário e respectivas descrições, mas nem sempre surge a componente simbólica. Privilegiam-se os animais fantásticos, não surgindo os reais. As explicações dos simbolismos são curtas e não apresentam as fontes. A fauna apresentada é oriunda de diversas tradições e mitos. Trata-se, em suma, de um texto pouco interessante para o estudo do bestiário medieval.

Num site dedicado à literatura medieval, surge em
http://medievalwriting.50megs.com/word/bestiary.htm[3],
um espaço dedicado ao bestiário. O texto começa por explicar o que é o bestiário e como surgiu, sempre acompanhado de imagens. Depois, intercalando o texto principal, aparecem referências a alguns animais isoladamente, associados a uma breve explicação simbólica. O site apresenta, assim, o bestiário de forma simples e sintética surgindo enriquecido pelas imagens que acompanham o texto, surgindo estas devidamente referenciadas.

Outro site com simbologias animais aparece com o título The bestiary Project[4]. Trata-se de um pequeno dicionário de animais e outros seres com a explicação da sua função em diversas culturas e tradições. O texto apresenta-se como um conjunto de curiosidades das crenças dos homens do passado, surgindo desta forma mencionados alguns dos animais do bestiário medieval.

Um texto de Aura Beckhöfer-Fialho, Medieval bestiaries and the birth of zoology[5], apresenta de forma sintética a origem dos bestiários e as suas principais características até ao surgimento da moderna zoologia com uma relativamente extensa bibliografia.

Um dos sites mais interessantes dos dedicados ao bestiário medieval é o Aberdeen Bestiary[6]. Nele faz-se a edição crítica on line do manuscrito Aberdeen University Library MS 24 (o Bestiário de Aberdeen) escrito e iluminado em Inglaterra por volta do ano 1200. O site apresenta as páginas fotografadas do manuscrito, acompanhadas de uma tradução do texto latino original e, noutra possibilidade que nos é fornecida, o seu comentário. Noutras “entradas” surgem a história do manuscrito, o estudo codicológico do mesmo  e a bibliografia. Deste modo, apresenta-se on line o manuscrito com as suas iluminuras, texto e estudo.

Por fim, irei referenciar aquele que é um dos mais completos sites sobre o bestiáro, em http://bestiary.ca/[7]. Trata-se de um site canadiano cujas opções de “entrada” incluem um blog sobre o bestiário, a bibliografia das fontes, divididas em enciclopédias e manuscritos, um guia de orientação para consulta do site e ainda a bibliografia, uma livraria digital com diversas obras dedicadas ao estudo do bestiário, podendo-se fazer o download em pdf, e um conjunto de artigos on line.

No que respeita aos animais e seus símbolos, o site apresenta o animal, indica o sentido alegórico-moral, quando este existe, e fornece as fontes em que se baseia, por ordem cronológica, surgindo com uma ilustração medieval do mesmo. No entanto, algumas das simbologias atribuídas aos animais surgem de forma demasiado sucinta ou encontram-se ausentes, como é o caso do cordeiro, onde apenas surge como fonte as Etimologias de Isidoro de Sevilha e ignora-se todo o simbolismo cristológico do animal.  Outra característica importante reside no facto de apresentar, igualmente, plantas e pedras como nos bestiários medievais que seguiam o modelo do Phisiologus. Em suma, estamos perante um interessante guia para o conhecimento do bestiário medieval, com uma introdução explicativa e a descrição e simbologias dos seres, surgindo com uma vasta bibliografia.

Desta apresentação pode-se concluir que a Internet fornece um conjunto de sites que podem ajudar estudantes e investigadores do bestiário medieval, tanto nas simbologias atribuídas aos animais, como na sua descrição e na bibliografia para o seu estudo.



[1] TUCKER, Suzetta - ChristStory Bestiary [Em linha]. 1997. actual. 11 Novembro 2008. [Consult. 10 Outubro 2008] ChristStory Christian Legends & Symbols. Disponível em
WWW:http://ww2.netnico.net/users/legend01/beast.htm.

[2] Bestiary [Em linha]. 1995. actual. 4 de Julho 2007. [Consult. 10 Outubro 2008]. Encyclopedia Mythica. Disponível em
WWW:http://pantheon.org/areas/bestiary/.

[3] TILLOTSON, Dianne – Bestiaries [Em linha]. actual. 3 Novembro 2008. [Consult. 10 Outubro 2008]. Medieval Writing. Disponível em
WWW:http://medievalwriting.50megs.com/word/bestiary.htm.

[4] VOLK, Sylvia – The bestiary Project [Em linha]. actual.17 Fevereiro 1998. [Consult. 10 Outubro 2008]. Page of Myths. Disponível em
WWW:http://www.iras.ucalgary.ca/~volk/sylvia/TheBestiaryProject.htm.

[5] BECKHÖFER-FIALHO, Aura -  Medieval bestiaries and the birth of zoology [Em linha].[Consult. 10 Outubro 2008] Antlion pit. Disponível em
WWW:http://www.antlionpit.com/aura.html.

[6] ARNOTT, Michael [et al.] – The Aberdeen Bestiary [Em linha] Aberdeen: University of Aberdeen, King's College. [Consult 10 Outubro 2008].
Disponível em WWW:http://www.abdn.ac.uk/bestiary/.

[7] The medieval bestiary. Animals in the Middle Ages [Em linha]. Ed. David Badke. Victoria, Canadá, actual. 14 Abril 2008. [Consult. 10 Outubro 2008] Disponível em WWW:http://bestiary.ca/.