António
(Original)
António era um estudante aplicado
Da primária ao unificado
Sempre passou com louvor
Foi ainda melhor no secundário
E o pai logo sonhou
Que ele podia ser doutor
Fez as provas globais
E outros exames que tais
Também aí foi o melhor
Então lá partiu para a faculdade
Estava mesmo decidido
A ter um curso superior
António estudante de eleição
Nunca esqueças a lição
Que te deu o professor
Estuda, sempre com muito afinco
Nunca te metas no tinto
Se queres chegar a Doutor
E ao chegar à faculdade
Dedicou-se de verdade
A todas essas ciências
Esqueceu-se de namorar
Passava o dia a estudar
E a marrar para as frequências
Os colegas lá o chateavam
Pois eles quase não estudavam
E ele estava a exagerar
Uma noite foram para os copos
E depois de muito custo
Lá o conseguiram levar
António estudante de eleição
Nunca esqueças a lição
Que te deu o professor
Estuda, sempre com muito afinco
Nunca te metas no tinto
Se queres chegar a Doutor
Desde esse dia o Tó Marrão
Dos estudos abriu mão
E agora só quer beber
E no fim do ano lectivo
Ele estava arrependido
Pois o ano ia perder
António, não bebas pá
Olha que o ano
Ainda acaba mal
É que para além de chumbares
Com tantas bubas que apanhas
Ainda acabas no hospital
António estudante de eleição
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Lisboa à Noite
Fernando Santos e Carlos Dias
(Arranjos: Rui Magno Pinto)
Lisboa adormeceu, já se acenderam
Mil velas nos altares das colinas
Guitarras pouco a pouco emudeceram
Cerraram-se as janelas pequeninas
Lisboa forme um sono repousado
Nos braços voluptuosos do seu Tejo
Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado
E a brisa veio, a medo, dar-lhe um beijo
Lisboa
Andou de lado em lado
Foi ver uma toirada
Depois bailou... bebeu...
Lisboa
Ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada
Quando ela adormeceu
Lisboa não parou a noite inteira
Boémia, estouvada, mas bairrista
Foi à sardinha assada lá na Feira
E à segunda sessão duma revista
Dali pró Bairro Alto então galgou
No céu a lua cheia refulgia
Ouviu cantar a Amália e então sonhou
Que era a saudade aquela voz que ouvia
Lisboa
Andou de lado em lado
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Lisboa Com Swing
(Original)
Somos estudantes de Lisboa
Nossa linda capital
Não há outra como ela
Em todo o Portugal
As suas sete colinas
Banhadas pelo Tejo
Com suas ondas suaves tão ternas como um beijo
Lisboa, cidade antiga
Linda como a Primavera
O estudante é uma andorinha
Que por ti vive à espera
Brilhas com o teu fulgor
Guias as nossas paixões
Lisboa, a nossa bela cidade
Lisboa, onde deixei a minha saudade
Lisboa, das travessas e vielas
Dos becos e ruelas
Da minha mocidade
Lisboa, dos lugares e recantos
Onde Amores e encantos
Me deram felicidade
Lisboa, dos lugares e recantos
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Pásion
Rodrigo Leão
(Arranjos: Rui Magno Pinto)
No me olvides, yo me muero
Amor, mi vida es sufrimiento
Yo te quiero en mi camino
Por vos cambiaba mi destino
Ay, abrázame esta noche
Y aunque no tengas ganas
Prefiero que me mientas
Tristes breves nuestras vidas
Acércate a mí, abrázame a ti por Dios
Entregate a mis brazos
Tengo un corazón penando
Yo sé que vos lo estas escuchando
Con mis lagrimas te quiero
Pasión, sos mi amor sincero
Ay, abrázame esta noche
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Madalena
Popular
(Arranjos: Ilídio Vasco)
Chorar
Como eu chorava
Ninguém
Pode chorar
Amar
Como eu amava
Ninguém
Deve amar
(Lá-lá-lá Lá-lá-lá Lá-lá-lá-lá )
Chorava que dava pena
Por amor a Madalena
Mas ela, me abandonou
E assim murchou em meu jardim
Essa linda flôr
Lá-lá-lá-lá-lá-lá (Madalena)
Lá-lá-lá-lá-lá-lá (Madalena)
Lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá
E Madalena foi
Como um Anjo salvador
Que eu adorava com fé
Um barco sem timão
Perdido em alto mar
Sou, Madalena,
Sem - ti - amor
Lá-lá-lá-lá-lá-lá (Madalena)
Lá-lá-lá-lá-lá-lá (Madalena)
Lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá-lá
E Madalena foi
Como um Anjo salvador
Que eu adorava com fé
Um barco sem timão
Perdido em alto mar
Sou, Madalena,
Sem, amor
Lá-lá-lá-lá-lá-lá (Madalena)
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Ai Venha Vinho
(Arranjos: João "3 Metros" Moniz)
Já que estamos na vindima
Vamos fazê-la bem feita
Que o povo fica contente
Toda a gente satisfeita
Ai venha vinho, aí venha vinho
Ai venha também bacalhau
Ai venha pão com peixe frito
Tudo junto não é mau
Quando é tempo de vindima
Nem eu penso em comer
È um regalo pr’ós olhos
Ver o vinho a correr
Ai venha vinho, ai venha vinho
Ai venha um jarro cá pró meio
Quer seja branco ou tinto
O que importa é que venha cheio
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Siempre En Mi Mente
(Juan Gabriel
Arranjos: Ilídio Vasco)
Tú estas siempre en mi mente
pienso en ti amor cada instante
como quieres tu que te olvide si estas tu
siempre tu tu tu siempre en mi mente
Tú estas siempre en mi mente
pienso en ti amor cada instante
como quieres tu que te olvide si estas tu
siempre tu tu tu siempre en mi mente
Que voy a hacer no se
no encuentro nada, nada, nada
la solución no se como encontrarla,
si yo trato de olvidarte,
yo quiero olvidarte y yo no se
como te olvido.
Siempre en mi mente
Tu estas siempre en mi mente
como hiciste tu para olvidarme,
ayudame a olvidar, en mi mente siempre estas
siempre tu tu tu siempre en mi mente
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Foi Feitiço
André Sardet
(Arranjos: Carlos Martins)
Eu gostava de olhar para ti
E dizer-te que és uma luz
Que me acende à noite
me guia de dia e seduz
Eu gostava de ser como tu
Não ter asas e poder voar
ter o céu como fundo
ir ao fim do mundo e voltar
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim
de alguém como tu
Eu gostava que olhasses
[para mim
E sentisses que sou o teu mar
Mergulhasses sem medo
Um olhar, um segredo
Só para eu te abraçar
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço!
O que é que me deu?
para gostar tanto assim
de alguém como tu
O primeiro impulso é sempre mais justo
É mais verdadeiro
E o primeiro susto
Dá voltas e voltas
Na volta redonda de um beijo profundo
Eu não sei o que me aconteceu
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Ai Rapariga
(Popular)
Lá da aldeia de onde eu sou
Não perdoo às raparigas
Se uma o olho me piscou
Meto-me logo em intrigas
Dou-lhe dois o três beijinhos
E vai de bater o pé
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é
Ai rapariga se fores à fonte
Vai pelo carreiro que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado com os rapazes
Loucos por ti e vê lá se algum tropeça
No outro dia a Rosinha
Que é baixinha e trigueira
Foi ao baile com o António
Andaram na brincadeira
E agora já namoram
É tão bom de ver ai é
Qualquer dia hão-de casar
E assim mesmo é que é
Qualquer dia hão-de casar
E assim mesmo é que é
Ai rapariga se fores à fonte
Vai pelo carreiro que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado com os rapazes
Loucos por ti e vê lá se algum tropeça
Esta vida são dois dias
Diz o povo e tem razão
E se é assim tão pouco tempo
Vou gozá-la até mais não
E se encontrares minh’ amada
Sorridente cheia de fé
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é
Ai rapariga se fores à fonte
Vai pelo carreiro que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado com os rapazes
Loucos por ti e vê lá se algum tropeça
Ai rapariga, rapariga, rapariga
Rapariga, ai rapariga, rapariga tem cuidado
Ai rapariga, rapariga, rapariga
Rapariga, rapariga, e assim mesmo é que é ...
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Homenagem à FCSH
(Original)
Lisboa, andou de lado em lado
Foi ver uma toirada
Depois bailou, bebeu
Lisboa, ouviu cantar o fado
Rompia a madrugada
Quando ela adormeceu.
FCSH
Faculdade comunista, socialista e humanóide
FCSH
Quem me dera que um dia te caísse um asteróide... em cima.
FCSH
Dos cubanos moscovitas e vermelhos estalinistas que guardo no coração
FCSH
Tens um cheiro fedorento, toma um banho de imersão.
Santo António já se acabou
E o S. Pedro está-se a acabar
S. João, S. João, S. João,
Dá cá um balão para eu brincar.
FCSH
Da camisa enrodilhada, das calças arregaçadas
FCSH
Das MANIF’s permanentes, RGA’s e palhaçadas... do MATA.
FCSH
Da desordem instalada, tudo se faz à socapa.
FCSH
Faculdade sanguessuga, devias sair do mapa.
Um craveiro, uma água furtada
Cheira bem, cheira a Lisboa
Uma rosa a florir na tapada
Cheira bem, cheira a Lisboa
A fragata que se ergue na prôa
A varina que teima em passar
Cheiram bem porque são de Lisboa
Lisboa tem cheiro de flores e de mar.
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E Depois do Adeus
José Calvário e José Niza
(Arranjos: Rui Magno Pinto)
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor que aprendi
De novo vieste em flor
Te desfolhei...
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós